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Hábitos a corrigir

Hábitos para corrigir

Por vezes, agimos de determinada maneira sem nos apercebermos que é prejudicial para a segurança das crianças. Aqui encontrará alguns conselhos úteis sobre como agir corretamente em cada viagem. 

Vamos começar?

1. Erros relacionados com a educação rodoviária de crianças e adultos

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É um dos erros que podem ser mais cometidos. Para distrair a criança, damos um telefone celular, um Tablet ou um brinquedo para que você tenha uma jornada mais agradável. No entanto, deve ser levado em conta que este objeto pode ser projetado em caso de frenagem súbita ou acidente.  E não podemos esquecer que qualquer objeto pode aumentar seu peso até quarenta se a frenagem ocorrer a 50 km/h.  Por exemplo, um console de videogame de apenas 218 gramas pode atingir os 7,8 kg se freamos ou sofremos um acidente a 50 km/h. Se ocorre a desaceleração a 90 Km/h, o peso seria de 25 kg.  No caso de um Tablet de 560 gr, seu peso pode ser aumentado até 23 kg em uma frenagem a 50 km/h e 75 kg se a frenagem ocorrer a 90 km/h.

Isso acontece com dispositivos eletrônicos, brinquedos ou qualquer outro objeto solto dentro do compartimento de passageiros. 

Permitir que as crianças viajem no sistema de retenção infantil(SRI) sem serem devidamente presos é um dos maiores erros que podem ser cometidos, uma vez que não haverá nada para impedi-los em caso de acidente. 

É importante fazê-los entender que devem ir na cadeirinha e sempre com o cinto preso. Na verdade, caso eles sejam soltos, é melhor parar o veículo até que estejam bem presos. 

Tenha em mente que não é suficiente que o cinto de segurança esteja preso. Deve ser corretamente apertado.  Muitas crianças tendem a puxar os braços para fora do cinto. Deixar que isso aconteça prejudica seriamente a segurança da criança e, além disso, isso pode até mesmo fazer com que a criança saia da cadeirinha. Os cintos devem ser ajustados corretamente ao corpo da criança. Recomenda-se que apenas dois dedos de um adulto possam ser inseridos entre o cinto e o corpo da criança.  Desta forma, o sistema oferece a máxima eficiência, se necessário. 

Neste sentido, não é aconselhável utilizar sistemas anti-escape ou evasão (apenas para casos extremos), pois podem interferir no fechamento do cinto e, em caso de acidente, podem dificultar a extração da criança. 

Tenha em mente que muitos sistemas de retenção infantil também incorporam opções adicionais para garantir que as crianças não se soltem com restrições adicionais.  

Por vezes, os adultos viajam com as crianças ao colo, segurando-as com os braços. Este comportamento, que é mais frequente do que o desejável, é muito perigoso. Se o adulto tiver o cinto de segurança colocado, em caso de uma travagem brusca ou um acidente, a criança será projetada contra o tablier ou o para-brisas. Se não tiver o cinto de segurança, esmagará a criança com uma força superior a 1.000 kg.

As crianças devem viajar SEMPRE numa cadeira para o automóvel. Sem qualquer exceção! Não devemos aceitar desculpas como “é mesmo aqui ao lado” ou “vamos devagar”… e muito menos ceder quando a criança protesta. Devemos educá-la para que perceba que a cadeira não é opcional. Se aprender desde pequena, aceitará esta situação com a maior naturalidade. Para além disso, esta educação terá efeitos na sua segurança no futuro, uma vez que muito provavelmente será um adulto responsável e utilizará sempre o cinto de segurança.
A maior parte dos acidentes rodoviários acontece perto de casa. Além disso, uma colisão a apenas 50 km/h pode ser mortal se os passageiros não usarem os cintos de segurança no caso dos adultos ou a cadeira no caso das crianças.

As crianças aprendem por imitação e não podemos ensinar-lhes a usar sempre a cadeira no carro se nós próprios não usamos o cinto de segurança – porque estamos a transmitir a mensagem de que “usar a cadeira ou colocar o cinto não assim tão é importante”. 

Para além disso, um adulto sem cinto pode esmagar uma criança numa colisão: o peso de um adulto de 75 kg poderá, em caso de embate, atingir mais de 1.000 quilos.

As crianças, sobretudo as mais pequenas, estão atentas a todos os gestos e hábitos dos adultos, e tal como com a utilização do cinto, é essencial dar um bom exemplo no respeito pelos semáforos e sinais, bem como, através do nosso comportamento ao volante, de uma maneira geral. Comporte-se da forma como gostaria que os seus filhos se comportassem no futuro pensando sempre na sua segurança.

2. Erros na escolha da cadeira

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Em primeiro lugar, devemos considerar que os sistemas de retenção infantil têm uma ‘validade’, isto é, não podem serem utilizados infinitamente. 

Os próprios fabricantes de cadeirinhas aconselham que a data máxima para utilizar um SRI é de 6 anos, isto é, não se recomenda sua utilização passado este tempo desde sua fabricação. 

Devemos considerar que durante estes 6 anos a cadeirinhas para de carro foram submetidas ao uso diário das crianças e às condições climatológicas (calor intenso no verão e muito frio no inverno). Isto faz com que os diferentes elementos da cadeirinha  sejam afetados, que o plástico se expanda e se contraia perdendo sua forma original. A cadeirinha vai-se deteriorando com o passar do tempo. A cadeirinha vai-se deteriorando com o passar do tempo. Além disso, devemos considerar as possíveis frenagens, acelerações e o cuidado que cada um teve com ela.

Pode ser verificado a data de fabricação ou data máxima de uso em uma etiqueta que costuma ficar na parte lateral, ou posterior da cadeirinha. Igualmente, na etiqueta de homologação indicam-se detalhes da produção como a semana e o ano. Passado este tempo, os fabricantes não garantem que o SRI reúna todas as condições de segurança e por tanto, não devemos utilizar. 

Na hora de escolher um sistema de retenção infantil, um dos fatores a ser considerado é, sem dúvida, o tipo de veículo no qual será instalado. Devemos levar em conta que falamos de muitos casos de cadeirinhas i-Size (homologação R-129) que são maiores que as cadeirinhas comuns e, portanto, não podem ser instaladas em todos os carros. Geralmente, os fabricantes das cadeirinhas costumam oferecer uma listagem dos carros onde pode ser instalado seu SRI de forma segura. Igualmente, o manual do veículo mostra se os assentos são i-Size.


Outro ponto são as ancoragens isofix. Nem todos os veículos contam com eles, especialmente os antigos. Se o carro não dispõe destas ancoragens, terá que descartar irremediavelmente as cadeirinhas isofix. Conheça aqui as vantagens deste sistema.


Além disso, devemos considerar que este tipo de cadeirinha costuma contar com pé de apoio ou top tether. Os carros onde costumam ser instalados possuem um assoalho mais reforçado para estes sistemas. 


Aconselhamos o artigo:


-Como os veículos estão se adaptando a lei i-Size?

Sem dúvida, é um dos principais erros que podem ser cometido na hora de escolher um sistema de retenção infantil, especialmente se estamos falando de crianças com menos de 4 anos de idade. 

As cadeirinhas virada para trás garantem uma maior proteção da cabeça, pescoço e coluna, precisamente nas partes mais vulneráveis das crianças. Nas cadeirinhas virada para trás a cabeça, pescoço e costas estão alinhadas sobre o encosto e a força de impacto é absorvida pela própria cadeirinha, reduzindo assim a pressão sobre tórax e abdómen. Além disso, há que ter em mente que podem evitar em 80% as lesões graves em caso de acidente e que estão especialmente indicadas para crianças com certas necessidades especiais como por exemplo crianças com baixo peso ou problemas musculares. 

É tal sua proteção que as cadeirinhas para carro indicadas para recém nascidos e bebés são sempre viradas para trás, isto é, as cadeirinhas do Grupo 0 / 0+ são sempre viradas para trás (homologação R44/04). Além disso, as cadeirinhas homologadas pela R-129 (i-Size) obrigam que as crianças viajem viradas para trás até os 15 meses. 

Nós da Fundación MAPFRE recomendamos utilizar um SRI virado para trás o maior tempo possível e no mínimo até os 4 anos de idade, sempre que a criança puder

Aconselhamos os artigos:

A altura e peso da criança são dois dos fatores principais que há que ser levado em conta para escolher o sistema de retenção infantil que melhor se adapte a criança. Não levar em conta isso é um erro que pode comprometer a segurança da criança. 

Por um lado, se a cadeirinha está homologada pela R44/04 será levado em conta sobretudo o peso. Se a cadeirinha estiver homologada pela R-129 será levado em conta especialmente a altura.  

Além de ser os dois pontos que nos indicarão qual é o melhor SRI, também são os dois fatores que nos indicarão qual é o momento de trocar para uma cadeirinha de grupo/nível superior. Pode-se saber se a cadeirinha fica pequena se foram ultrapassados os limites máximos de peso e altura indicados pelo fabricante e, sobretudo, se for comprovado que a criança não fica adequadamente na cadeirinha: é importantíssimo que a cabeça não ultrapasse o encosto de cabeça ou encosto.

Atualmente determinou-se que a altura é o fator mais importante para verificar se a criança ainda precisa de um sistema de retenção infantil. A Diretiva Europeia 2003/20/EC assinala que todas as crianças de estatura inferior a 150 cm devem viajar com um dispositivo de retenção adaptado a seu peso. Considera-se esta estatura porque a partir daí o cinto, projetado para os adultos, fica corretamente ajustado no corpo da criança.

Aqui oferecemos recomendações para renovar a cadeirinha e escolher a mais adequada segundo as necessidades.

-Encontre sua cadeirinha segundo a altura e peso da criança

Os sistemas de retenção infantil devem estar devidamente homologados. Recordamos que graças a esta homologação, o fabricante da cadeirinha demonstra que o SRI é capaz de superar uma série de provas com o objetivo de garantir o mínimo de segurança.  

Estas provas são consensuais. Atualmente na Europa há vigentes duas regras de homologação: a R44/04 e a R129. Ambas têm sido elaboradas pela  Comissão Económica para Europa das Nações Unidas.

Na R44/04 as cadeirinhas devem superar uma prova de choque frontal a 50 km/h, uma prova de choque traseiro a 30 km/h, provas sobre a fivela de fechamento do cinto, uma análise do desenho do assento, um estudo do cinto ou arnês…

Já na R129 acrescenta-se uma prova de choque lateral e garante um assento ‘tamanho-i’ que se possa instalar em qualquer banco de automóvel que também seja ‘tamanho-i’. Também se encoraja o uso da cadeirinha virada para trás até o mínimo de 15 meses e as ancoragens isofix oferecem um menor risco de erro na instalação. Pouco a pouco o R-129 irá substituindo o R44/04. Enquanto isso, ambas estão vigentes. 

Para saber se a cadeirinha está devidamente homologada, basta consultar a etiqueta ou o manual do fabricante. 

A Fundación MAPFRE  tem comprovado as consequências de usar cadeirinhas sem homologação. Este tipo de sistemas não foram submetidas a provas e, portanto, não oferecem uma segurança ótima, podendo provocar consequências gravíssimas e inclusive mortais. Veja aqui por que é importante que as cadeirinhas estejam homologadas

Alguns pais mudam a criança para uma cadeira maior cedo demais, com o risco acrescido que esta situação pode representar para as crianças em caso de acidente. Normalmente a sequência é:

  • Alcofa para o carro, em casos excecionais

  • Cadeira para bebé homologada até aos 13 kg ou 75 cm, até aproximadamente aos 15 meses

  • Cadeira para criança homologada até aos 18 kg ou 105 cm, até aproximadamente aos 3 ou 4 anos

  • Cadeira do Grupo II, dos 15 aos 25 kg, aproximadamente dos 3 aos 7 anos

  • Cadeira do Grupo III, dos 22 aos 36 kg, aproximadamente dos 6 aos 12 anos

Cada grupo de sistemas de retenção para crianças foi especialmente concebido para as proteger à medida que vão crescendo.

Especialmente grave é o caso dos pais que retiram a criança demasiado cedo da cadeira para bebé, na qual está voltada para trás - a posição mais segura - para começar a utilizar uma cadeira para criança virada para a frente. Em caso de colisão frontal, viajar de frente pode provocar lesões gravíssimas nas vértebras cervicais ou no pescoço frágil do bebé. Por este motivo, é aconselhável que as crianças sejam transportadas voltadas para trás o máximo de tempo possível (mas sempre que a cadeira o permita e enquanto a criança couber na mesma). As crianças com menos de 18 meses devem viajar SEMPRE e sem exceção voltadas para trás.

É igualmente perigoso deixar passar demasiado tempo antes de substituir a cadeira por outra maior. Quando isto acontece, a cadeira já “está pequena” demais para a criança e pode partir-se durante um acidente ou ser incapaz de protegê-la adequadamente.

É necessário trocar a cadeira por outra maior quando ocorre uma das seguintes circunstâncias: 

1. O peso da criança excede o peso máximo para o qual a cadeira foi homologada.

2. A altura da criança ultrapassa a estatura para a qual a cadeira foi homologada (R129).

3. A cabeça da criança ultrapassa o limite superior da cadeira.

4. A altura máxima do arnês é demasiado baixa, considerando a altura do ombro da criança.

5. A cadeira é demasiado estreita lateralmente.

Lembre-se: O arnês ou a própria cadeira podem não suportar a força do embate, podendo inclusivamente partir-se e deixar de reter a criança.

Apenas se deve utilizar uma cadeira usada, ou em segunda mão, quando as seguintes condições estão reunidas: 

  • A cadeira não sofreu nenhum acidente que possa ter provocado danos, nomeadamente, rachas ou peças partidas. E, mesmo em situações que os danos não são visíveis a “olho nu”, podem existir fissuras impercetíveis, que podem fazer com que a cadeira se parta num outro acidente. 
  • Não apresenta quaisquer sinais de deterioração, como: arnês desgastado, fivelas ou linguetas oxidadas… Uma fivela ou lingueta deteriorada pode fazer com que o fecho se abra durante um acidente. 
  • Possui todas as peças. Utilizar uma cadeira de criança, que não possui alguma das suas peças, pode ser muito perigoso. Por vezes, adquirir as peças em falta acaba por ser tão caro como comprar uma cadeira nova. 
  • A cadeira dispõe do manual de instruções original, cuja consulta é imprescindível para uma correta instalação. 
  • É recomendável que a cadeira de criança não tenha mais de seis anos, visto que os materiais com que foi fabricada podem "envelhecer" e tornar-se menos resistentes. 
Lembre-se: Informe-se sobre o “historial” da cadeira e inspecione-a bem.

3. Erros na instalação da cadeira ou do banco elevatório

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Demonstrou-se que o lugar mais seguro para que as crianças viajem com seu sistema de retenção infantil é nos assentos traseiros. É isso que as leis europeias defendem. Certamente, na Espanha obriga-se menores de idade e crianças com altura igual ou inferior a 135 cm a irem nos assentos traseiros em veículos de até nove lugares. 

Tal e como mostrado na lei, só há três motivos pelos quais estaria justificado colocar a criança com a cadeirinha no lugar do passageiro no banco dianteiro:

  • Em veículos que não disponha de assentos traseiros.
  • Que todos os assentos traseiros estejam ocupados por outras crianças em seus respectivos sistemas de retenção.
  • Em veículos que não seja possível ser instalados os sistemas de retenção nos ditos assentos.

Por tudo isso, sempre que for possível, as crianças com cadeirinhas devem viajar nos assentos traseiros. 

A melhor opção é colocar a cadeirinha no assento central devido a sua separação de ambas as portas. No entanto, se só há alguns lugares traseiros com ancoragens isofix e a cadeirinha dispõe deste sistema, se recomenda escolher um destes lugares, se possível o assento atrás do passageiro para não cometer erros em sua instalação.

Neste infográfico oferecemos recomendações a respeito de quais lugares são mais ou menos seguros para levar as crianças em suas cadeirinhas para carro.

Temos que bater o pé no ponto que cada fabricante cria o sistema de retenção infantil levando em conta como será fixado.  De facto, cada cadeirinha passa por provas de segurança e é homologada sendo levado em conta esta fixação.  Se o usuário muda a forma como a cadeirinha deve ir fixada, estará cometendo uma negligência que pode pôr em risco a segurança da criança e, portanto, pode ser dito que o SRI não atuará nem protegerá como deve a criança em caso de ser necessário.

Podemos encontrar no mercado cadeirinhas para carro que só podem ser fixadas com ancoragem isofix, outras que podem ser instaladas de ambas as formas, tanto com isofix e sua base, como com cinto de segurança e outras que unicamente podem ser fixadas com cinto (aqui são oferecidos os tipos de ancoragens disponíveis) ou uma combinação de ambos. Para saber qual é a forma indicada, basta consultar o manual de instalação do próprio fabricante. De facto, trata-se de um fator a ser levado muito em conta na hora de comprar a cadeirinha, já que nem todos os carros contam com ancoragens isofix e, portanto, deve ser recusado esta opção se não estiver disponível em nosso automóvel. 

Temos que bater o pé no ponto que cada fabricante cria o sistema de retenção infantil levando em conta como será fixado.  De facto, cada cadeirinha passa por provas de segurança e é homologada sendo levado em conta esta fixação.  Se o usuário muda a forma como a cadeirinha deve ir fixada, estará cometendo uma negligência que pode pôr em risco a segurança da criança e, portanto, pode ser dito que o SRI não atuará nem protegerá como deve a criança em caso de ser necessário.

Podemos encontrar no mercado cadeirinhas para carro que só podem ser fixadas com ancoragem isofix, outras que podem ser instaladas de ambas as formas, tanto com isofix e sua base, como com cinto de segurança e outras que unicamente podem ser fixadas com cinto (aqui são oferecidos os tipos de ancoragens disponíveis) ou uma combinação de ambos. Para saber qual é a forma indicada, basta consultar o manual de instalação do próprio fabricante. De facto, trata-se de um fator a ser levado muito em conta na hora de comprar a cadeirinha, já que nem todos os carros contam com ancoragens isofix e, portanto, deve ser recusado esta opção se não estiver disponível em nosso automóvel. 

Um sistema de retenção infantil virado para trás oferece uma maior proteção da cabeça, pescoço e coluna. Enquanto uma cadeirinha virada para frente pode chegar a reduzir 50% as lesões, as que são viradas para trás podem evitar 80%, como indica a OMS. Depois de conhecer estes benefícios, pode-se colocar qualquer cadeirinha virada para trás ainda que não tenha sido projetada para viajar assim?

É importantíssimo seguir as especificações e indicações do fabricante a respeito. Não devemos esquecer que a cadeirinha foi projetada para viajar de uma forma e não cumprir isso, pode comprometer a segurança da criança, seja por uma má ancoragem, pelo peso, fixação, ou formato… De facto, as cadeirinhas são homologadas segundo essas especificações, isto é, têm sido testadas e superado os requisitos mínimos de segurança seguindo as indicações do fabricante. Por isso, não se pode colocar uma cadeirinha virada para trás se a mesma não foi projetada para isso. 

Por exemplo, muitas cadeirinhas permitem que a criança vá viajando para trás até certo peso, a partir do qual a criança e o SRI devem ser virados para frente. O motivo fundamental é que a cadeirinha não foi projetada para continuar viajando virada para trás durante mais tempo, isto é, suportar mais peso. É importante seguir estas indicações do fabricante para não pôr em risco a segurança da criança.

QUANDO DEVEM IR VIRADAS PARA TRÁS?

Costuma-se indicar o próprio fabricante. Neste sentido, as cadeirinhas homologadas pela regra i-Size garantem que as crianças viajem viradas para trás até os 15 meses obrigatoriamente (R-129). A partir daí, deve ser consultado as especificações de cada cadeirinha. Os SRI dos Grupos 0+ (de 0 a 13 kg) também costumam oferecer esta colocação (R44/04).

Através da Fundación MAPFRE recomendamos ir em um SRI virado para trás o maior tempo possível e no mínimo até os 4 anos de idade.

PROJETO ESPECÍFICO 

Como temos assinalado, o sistemas de retenção infantil virados para trás foram projetados para garantir a segurança das crianças viajando neste sentido. Por este motivo, também não devem ser colocadas viradas para frente, somente se assinalado pelo próprio fabricante.

Pode-se reconhecer um SRI virado para trás por sua inclinação. Costuma ser mais curvo ou inclinado que as cadeirinhas que são viradas para frente. De facto, costuma oferecer uma inclinação maior que outras cadeirinhas para se adaptar melhor ao assento do carro e às necessidades da criança.

Igualmente, quando se passa um peso ou altura, este tipo de cadeirinha costuma contar com um terceiro ponto de ancoragem podendo ser pé de apoio ou top tether. Há que ter em mente que as cadeirinhas viradas para frente também podem contar com este terceiro ponto, cujo objetivo principal é evitar a rotação. No entanto, sua colocação costuma ser bastante diferente. 

Os pés de apoio são mais frequentes nas cadeirinhas viradas para trás, ainda que também sejam colocadas viradas para frente. Se fixa ao assento mediante ao cinto de segurança do carro ou por ancoragens Isofix. 

Posteriormente coloca-se este terceiro ponto de ancoragem que costuma ir fixado na cadeirinha e no solo do carro. Pelo contrário, o top tether, ainda que também possa ser instalado, é menos frequente, já que nas cadeirinhas viradas para trás o cinto deve passar acima do ocupante.

Por último, recomendamos o artigo: Por que utilizar uma cadeirinha virada para trás e até quando?

A cadeira de criança deve estar firmemente instalada no banco do veículo. Caso contrário, durante um acidente pode mover-se excessivamente dentro do habitáculo, o que aumenta consideravelmente o risco de ferimentos.

Segundo o projeto europeu de investigação CREST, em 40% dos acidentes em que existem crianças feridas, o cinto que prendia a cadeira ao veículo não estava corretamente esticado e apresentava folgas excessivas.

Para saber se uma cadeira está firmemente instalada puxe-a com força: a sua base não pode mover-se para além de alguns centímetros, lateralmente ou para a frente (menos de 3 centímetros ou dois dedos). 

Para evitar folgas é fundamental seguir escrupulosamente as instruções de instalação da cadeira e esticar tanto quanto possível o cinto de segurança que a prende ao banco do veículo. Alguns modelos de cadeiras dispõem de sistemas para ajudar a esticar o cinto, assim como, travões.

Lembre-se: O sistema ISOFIX elimina as folgas quando se instala a cadeira no veículo. Por isso, recomenda-se este sistema, que, por esta razão, aumenta a proteção das crianças.

Este erro pode fazer com que a cadeira se solte ou parta durante um acidente, o que representa um grande perigo para a criança. Para ajudar a reduzir este erro, as cadeiras dispõem de diagramas exemplificativos e marcas de cores diferentes que indicam os pontos onde deve passar o cinto (azuis na instalação de costas e vermelhas na instalação de frente).

Lembre-se: Cumpra escrupulosamente as instruções do fabricante da cadeira.

Recomenda-se que as costas estejam sensivelmente a meio entre a posição vertical e horizontal. Se as costas ficarem muito na vertical, sobretudo no caso das crianças mais pequenas, a cabeça da criança pode tombar sobre o peito do bebé, algo que pode dificultar a sua respiração.

Por outro lado, se as costas da cadeira estiverem muito inclinadas ou deitadas, a cadeira não protegerá devidamente a criança em caso de choque frontal, já que a tendência do corpo do bebé será deslizar para a parte superior da cadeira.

Há cadeiras em que é possível regular o grau de inclinação das costas entre 30° e 45°. Nos recém-nascidos esta deve ser de 45º, podendo ser ajustada até aos 30º à medida que a criança cresce. Consulte o manual de instruções da cadeira para ver qual será a inclinação correta em cada caso.

Lembre-se: Cumpra escrupulosamente as instruções do fabricante da cadeira.

Os bancos elevatórios ajudam a criança a ficar mais alta, de modo a que possa utilizar o cinto de segurança de três pontos de fixação. Em nenhum caso, os bancos elevatórios foram concebidos para serem utilizados com cintos de segurança de dois pontos, porque em caso de acidente frontal, o cinto de segurança não conseguirá segurar com eficácia a parte superior do corpo da criança.

Lembre-se: A criança ficará “dobrada” sobre o cinto de segurança e a probabilidade de lesões graves é bastante elevada.

Nota: Apesar disso, em Portugal, existem algumas situações excecionais onde é considerado aceitável utilizar um banco elevatório com um cinto de dois pontos. Para mais informações consulte a Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária

4. Erros na colocação da criança na cadeira

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A fixação é um papel determinante na segurança das crianças quando viajam em um sistema de retenção infantil. A cadeirinha pode fixar as crianças com o cinto de segurança

No caso do cinto, é importante que fique apertado. Deve ter uma folga de no máximo dois dedos da mão e que a criança não esteja usando roupa volumosa que atrapalhe a correta fixação. Isto ocorre também com o cinto de segurança, que deve passar por todos os pontos indicados pelo fabricante para uma correta fixação.

Além disso, é importantíssimo que o cinto de segurança não esteja torcido. Desta forma, podem atuar devidamente caso necessário.  Um cinto retorcido divide os esforços de modo desigual e sobre uma menor superfície do corpo. Em caso de alguma dobra ou torção pode não fixar devidamente a criança e inclusive lhe causar dano. 

A respeito, recomendamos os artigos:

- Estas são as razões pelas quais um cinto apertado é um cinto seguro

- Como se deve fixar o cinto de uma cadeirinha infantil

- Assim deve ficar o cinto de segurança em uma criança tanto com cadeirinha como sem ela

Tal como uns sapatos demasiado largos podem provocar feridas e assaduras nos pés, um arnês ou cinto de segurança com muita folga pode ser muito perigoso, por várias razões:

  • A folga aumenta o movimento da criança para a frente em caso de travagem brusca ou colisão. 

  • Aumenta a possibilidade da criança escorregar para baixo, o que pode fazer com que o arnês ou cinto fique demasiado próximo do seu pescoço.

  • Um arnês demasiado folgado aumenta a possibilidade da criança se soltar sozinha.

Na prática apenas se deve conseguir passar um dedo  ou dois entre o arnês e o corpo da criança, no máximo. Outra forma de verificar a folga é “beliscar” a faixa do cinto: se o conseguirmos fazer é porque o cinto não está devidamente ajustado. Para reduzir a possibilidade de folgas e utilização incorreta, é importante que não seja a criança a apertar o arnês ou o cinto de segurança. Se isso acontecer, o adulto deve sempre confirmar que foi corretamente colocado e ajustado.

Lembre-se: Quanto mais justo estiver o arnês ou o cinto de segurança, maior será a proteção que confere.

Os casacos ou as peças de vestuário com grande volume criam grandes folgas entre o arnês e o corpo da criança, o que pode ser muito perigoso em caso de acidente. Os casacos devem ser despidos antes da criança se sentar na cadeira. Em dias frios, aqueça primeiro o veículo. Se ainda assim estiver frio, coloque o casaco, ou uma manta, a tapar a criança.

Lembre-se: O casaco engana! Em caso de colisão, utilizar roupa volumosa pode fazer com que a criança seja projetada.

Muitas cadeiras de criança permitem regular a altura do arnês nas costas da cadeira, à medida que a criança cresce. Por esta razão, as costas das cadeiras possuem um determinado número de ranhuras a diferentes alturas.

No caso dos bebés que viajam em cadeiras voltadas para trás, as faixas do arnês devem estar colocadas à altura dos ombros ou ligeiramente abaixo. Pelo contrário, nas crianças que viajam em cadeiras viradas para a frente, as faixas do arnês devem estar ao nível dos ombros ou ligeiramente acima. Em algumas cadeiras viradas para a frente, as faixas do arnês devem estar colocadas ao nível das ranhuras superiores especialmente reforçadas.

Lembre-se: Regule a altura do arnês de acordo com as instruções do fabricante.

Por vezes, poderá ser necessário desmontar o forro da cadeira de criança, por exemplo, para o lavar, sendo para isso necessário desmontar igualmente o arnês que prende o bebé ou a criança à cadeira. Se não prestar muita atenção no momento em que o retira, pode acontecer que, quando voltar a montar o arnês este fique torcido ou não passe pelo percurso adequado. Em caso de uma travagem brusca ou acidente, isso pode fazer com que a criança se desprenda da cadeira e seja projetada.

Lembre-se: Verifique atentamente como se desmonta o arnês e guarde sempre as instruções de montagem. 

Este erro é muito comum e extremamente perigoso. A faixa inferior do cinto de segurança foi concebida para reter a parte inferior do corpo da criança, pelas zonas mais robustas: a parte superior dos ossos da bacia. Não foi concebida para reter a criança pelas zonas mais moles e suscetíveis de lesões, como o abdómen ou a barriga. 

Por este motivo, é muito importante que a faixa inferior do cinto de segurança fique plana e o mais baixa e ajustada possível à parte superior dos ossos da bacia não podendo, nunca, ficar sobre o estômago.

Para reduzir a probabilidade de folgas e utilização incorreta, é importante que não seja a criança a apertar o arnês ou o cinto de segurança. Se isso acontecer, o adulto deve verificar que está corretamente colocado e ajustado.

Lembre-se: A faixa inferior do cinto de segurança colocada sobre o abdómen representa um risco grave - a criança pode escorregar por baixo do mesmo (efeito conhecido por submarining).

O banco elevatório foi concebido para ser utilizado com o cinto de segurança de três pontos de fixação. Colocar a faixa superior do cinto por trás das costas ou debaixo do braço é muito perigoso já que, em caso de travagem brusca ou acidente, o corpo da criança é projetado para a frente, dobra-se na zona de apoio (no corpo) da faixa inferior do cinto (caso a faixa superior esteja atrás das costas) ou na zona de apoio da faixa superior (caso ela esteja colocada por baixo do braço). As forças do embate, em caso de acidente, vão ser exercidas sobre o abdómen, em vez de nos ossos, o que poderá provocar lesões muito graves nos órgãos internos. 

Lembre-se: A criança não deve colocar o cinto de segurança sozinha. Se o fizer, por considerar que é importante que aprenda como colocá-lo, é essencial que um adulto faça uma verificação final.

Em determinadas ocasiões, incluindo quando se utiliza um banco elevatório homologado, é possível que a faixa superior do cinto de segurança passe demasiado próximo, ou roce até, o pescoço frágil da criança. Em caso de acidente, isto pode provocar lesões graves. 

Nesta situação, a solução é utilizar um banco elevatório com costas para ajudar a colocar corretamente a faixa superior do cinto de segurança e mais afastada do pescoço da criança. A faixa superior do cinto de segurança deve passar sobre a clavícula, a meio entre o pescoço e o ombro.

Para evitar folgas e a utilização incorreta do cinto, é importante que não seja a criança a apertar o cinto de segurança. Se isso acontecer, é essencial que um adulto verifique posteriormente que o cinto está devidamente colocado e ajustado.

Lembre-se: As costas do banco elevatório, quando dispõem de abas ou proteções laterais, melhoram a proteção em caso de colisão lateral. 

Segundo um estudo realizado em 2011, 43% das crianças tira os braços do arnês da cadeira com o carro em andamento. Perante isto, alguns pais tendem a deixar de utilizar as faixas superiores do arnês. Este é um erro que pode provocar a morte da criança, de acordo com os ensaios realizados em laboratório, no âmbito do mesmo estudo.

Quando as faixas superiores do arnês da cadeira não são utilizadas, a parte superior do corpo da criança não fica segura, razão pela qual, em caso de acidente, desloca-se excessivamente para a frente podendo mesmo soltar-se e bater violentamente contra a estrutura interior do veículo ou outros ocupantes. Além disso, todas as forças do embate concentrar-se-ão nos pontos de contacto do corpo da criança com as faixas inferiores do arnês, podendo provocar lesões internas graves na bacia e no abdómen.

Lembre-se: Usar apenas uma parte do arnês não serve de nada. 

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