Skip to Content

Viajar com crianças com problemas de audição: a companhia é importante

Viajar com crianças com problemas de audição: a companhia é importante

19/04/2017

As crianças com necessidades especiais precisam de atenção especial, ou melhor, assentos adaptados a suas necessidades físicas, como repassamos em ‘Segurança Viária Infantil’. Dentro dessas chamadas necessidades especiais, condições como a deficiência visual ou auditiva fazem parte do conjunto no qual a atenção especial é essencial para que qualquer deslocamento de carro seja satisfatório, garantindo não apenas a segurança da criança, mas também seu conforto.

É importante destacar que, em ocasiões, pode ser que não nos demos conta de que nosso filho ou bebé tem problemas de audição. Para saber temos que estar atentos aos sintomas mais comuns, que dependendo da idade podemos resumir em:

  • Se entre os oito e doze meses de idade não vira a cabeça para a fonte dos sons, ou não balbucia, é possível que tenha um problema de audição.
  • Aos dois anos deveria entender instruções simples sem necessidade de nenhum apoio visual, e aos três anos deveria localizar sem problemas as fontes de som e ser capaz de repetir frases.
  • Entre os 4 e 5 anos deveria ser capaz de manter conversas simples, contar o que acontece…

Um dos sintomas mais inequívocos de que algo está acontecendo, além de não saber detectar a origem de um som, é que repete muito a pergunta “O que?”. Não há com que se preocupar por alguma coisa isolada, as crianças entre os 4 e 5 anos tendem a perder a atenção em favor de coisas mais interessantes para eles, mas sim devemos ir a um especialista se se tornar algo habitual, tal como se detectarmos os sintomas anteriores sempre que não sejam casos pontuais.

Como viajar com as crianças que têm problemas auditivos

Uma criança com problemas auditivos necessita de outro tipo de comunicação mais direta, mais afetiva, sobretudo se não é capaz de escutar nossas palavras. Como é lógico, existem diferentes graus de deficiência auditiva, e nessas linhas trataremos de dar conselhos gerais que, em qualquer caso, podem variar dependendo do grau de surdez de nosso filho.

Quando mais novo é importante interagir frequentemente com o bebé por meio de abraços, olhares, sorrisos, e sempre responder ao bebé. As pessoas que cuidam da criança devem continuar interagindo, e o amor, o estímulo e a atenção são as chaves para seu desenvolvimento futuro. À medida que a criança cresce, aprenderá outros métodos de comunicação como a linguagem de sinais.

Nos deslocamentos de carro, e sempre dependendo do grau de deficiência que a criança tem, é recomendável dispor de visão direta sobre ele, com a possibilidade de olhar para o rosto e que possamos ver claramente os olhos e os lábios. Para isso podemos instalar um espelho retrovisor interior, adicional ao centro do carro, para garantir de maneira simples o contacto visual. Como é recomendado que as crianças viajem viradas para trás, deveríamos instalar dois espelhos.

Outra opção é instalar apoios especiais para a audição, mas nesses casos é recomendado consultar um especialista antes de qualquer coisa. O lugar do veículo no qual viaja a criança com problemas de audição é a chave para conseguir manter contacto visual completo, e se trata-se de um bebé é recomendável que um adulto viaje ao seu lado.

No caso do transporte escolar, ou qualquer transporte de passageiros, essas crianças preferirão viajar com outros passageiros que também sofram de problemas de audição e com os quais possam compartilhar suas dificuldades para se comunicar.


Ayúdanos a conseguirlo
Back to top