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Como podemos melhorar a situação das crianças com necessidades especiais e das suas famílias?

Como podemos melhorar a situação das crianças com necessidades especiais e das suas famílias?

05/02/2016

Transportar as crianças de maneira segura de carro deve ser um objetivo primordial, tanto por parte dos utilizadores como dos fabricantes de veículos, e das cadeiras necessárias para que estas deslocações se realizem com garantias.

Algumas crianças têm que receber uma atenção especial e, como consequência das suas condições, não podem empregar os mesmos recursos que utilizaríamos para transportar outra criança. Dado que todas as crianças têm direito a aceder a um SRI apropriado, as cadeiras infantis nem sempre dão resposta às necessidades especiais que as crianças possam ter. Neste contexto, os fabricantes, os responsáveis públicos, assim como a sociedade em geral, deveriam tomar mais consciência desta problemática, uma vez que, trabalhando em vários aspetos, tornar-se-ia muito mais fácil o dia-a-dia destas famílias.

  • Os Sistemas de Retenção Infantil para crianças com necessidades especiais são mais caros do que os SRI convencionais, rondando os 1.000 euros por unidade (sem contar com modificações que cada caso possa requerer). Os organismos públicos deveriam contar com um fundo que garantisse o acesso de cada criança com necessidades adicionais permanentes a um SRI adequado.
  • Para as crianças com necessidades especiais de carácter temporário, os mesmos organismos públicos deveriam estabelecer sistemas de empréstimo ou aluguer de SRI para que as famílias não tivessem que fazer o desembolso total por uma cadeira que só vão utilizar durante um determinado tempo.
  • As empresas fabricantes de SRI poderiam desenvolver mais modelos de cadeiras orientadas para trás e que abarcassem uma maior amplitude de pesos. Os SRI orientados no sentido contrário à marcha são mais seguros, especialmente para crianças com necessidades especiais.
  • É preciso consciencializar toda a sociedade sobre o que implica viajar com uma criança com necessidades especiais. Seria preciso fazer estudos detalhados de quantas crianças necessitam de um cuidado adicional e como se agrupam as suas doenças.
  • Seria de grande ajuda que os organismos, tanto a nível nacional como internacional, incluíssem nas suas agendas uma revisão profunda e pormenorizada da segurança das crianças com necessidades especiais dentro dos veículos, à margem das considerações gerais associadas à sempre necessária segurança rodoviária.
  • No que se refere ao pessoal médico é possível atuar em duas fases. Numa primeira, conseguir que as equipas de saúde encarregadas de tratar os problemas destas crianças estejam atualizadas sobre as medidas e novidades, tanto de tratamentos como de recomendações nas deslocações e sobre os SRI’s que surgem nos restantes países. E em segundo lugar, assessorar pontos de informação especializada ou Associações sobre este aspeto, porque são os intermediários diretos com as famílias. O pessoal destes pontos não tem que ser necessariamente pessoal médico, podem ser voluntários que queiram ajudar, mas proporcionando sempre uma informação supervisionada por técnicos de saúde para que a ajuda informativa e humana que proporcionem seja assim a mais adequada às necessidades destas famílias.


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