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Recomendações da AAP para bebés e crianças pequenas com necessidades especiais

Recomendações da AAP para bebés e crianças pequenas com necessidades especiais

15/02/2016

Se há um país que deu especial atenção às viagens com crianças com necessidades especiais, é os Estados Unidos. Considera fundamental que os pais e cuidadores tenham acesso a toda a informação e conselhos sobre como selecionar um assento infantil, como instalá-lo no carro ou num transporte escolar, como sentar adequadamente a criança…

Encontramos toda esta informação e conselhos na Academia Americana de Pediatria (AAP), considerada o principal prescritor e fonte de conselhos sobre saúde infantil nos Estados Unidos Neste artigo vamos centrar-nos em bebés e crianças de tenra idade com necessidades especiais. Como devem viajar de carro?

O que aconselha a AAP para bebés e crianças de tenra idade com necessidades especiais?

  • Primeiro e fundamental é que o assento de segurança infantil esteja homologado segundo a norma correspondente. Há muitas crianças com necessidades especiais que podem utilizar os assentos convencionais. Se for assim, é melhor atrasar o uso de sistemas de retenção especiais.
  • Os sistemas de retenção infantil nunca devem ser modificados ou utilizados de modo distinto ao indicado pelo seu fabricante. A exceção está naqueles assentos modificados que tenham sido novamente submetidos a ensaios, e cumpram as normas de homologação de assentos infantis.
  • Que assentos infantis convencionais são mais úteis para estas crianças com necessidades especiais? Encontramos um bom exemplo nas cadeiras para bebés orientadas para trás porque permitem regular a sua inclinação, algo que ajuda crianças com problemas médicos, especialmente aquelas com problemas respiratórios.
  • Outro tipo são os assentos convertíveis, ou seja, assentos que podem ser utilizados tanto virados para trás como para a frente. São assentos úteis para crianças até 13 quilos com escasso controlo a nível de pescoço ou cabeça.
  • Em geral, os assentos infantis com arnês de cinco pontos de fixação –com cintos para os ombros, as ancas e entre as pernas- oferecem um bom apoio para a parte superior do torso de muitas crianças com necessidades especiais.
  • Se o apoio do assento for demasiado vertical e impeça a criança de segurar a cabeça, recomenda-se utilizar uma toalha ou um pedaço de tela enrolada debaixo da base do assento para conseguir maior inclinação do apoio, mas sempre que não ultrapasse os 45 graus e coincida com a especificada pelo fabricante do assento infantil.
  • A AAP aconselha que as crianças prematuras não utilizem cadeiras para bebés que disponham de bandejas ou outros elementos rígidos para evitar golpes com estes em caso de acidente.
  • Deve-se ter em conta que os assentos que tenham menos de 14 centímetros desde a ranhura pela qual sai o cinto que passa entre as pernas do bebé até ao apoio do assento podem ajudar a evitar que a criança escorregue ou deslize para baixo, enquanto os assentos que tenham menos de 25 centímetros desde a ranhura inferior de ajuste dos cintos superiores do arnês até à bandeja do assento ajudarão a evitar que os referidos cintos superiores se situem perto das orelhas do bebé.
  • Recomenda-se que, antes de abandonar o hospital, as crianças prematuras ou com baixo peso sejam observadas nos seus assentos infantis e monitorizadas por pessoal médico, sobretudo se forem crianças com baixo nível de oxigénio no sangue, ritmo cardíaco lento ou apneia. Se apresentar algum destes sintomas deverá ser transportada numa alcofa onde possa ir totalmente tombada.

Objetivo Cero

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