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Crianças com necessidades especiais: evite cometer esses erros em suas viagens de carro

Niños con capacidades distintas: evita cometer estos errores en sus viajes en coche

22/02/2021

O que devemos evitar em nossos deslocamentos para melhorar os trajetos de carro? Embora tudo dependa das necessidades específicas de cada criança, abordamos a seguir uma série de diretrizes gerais. E não devemos esquecer que todas as crianças, sem exceção, têm o direito de viajar em perfeitas condições de segurança. 

Por isso, deve-se ter em conta que, no mínimo, todas as crianças com altura inferior a 135 cm (recomendamos até os 150 cm para uma melhor adaptação do cinto) devem utilizar um sistema de retenção infantil homologado e adequado à sua altura e peso e, principalmente, de acordo com suas características e necessidades, a menos que seu uso seja contraindicado por um especialista. Em todo caso, devem viajar em perfeitas condições de segurança, seguindo as recomendações médicas. Neste infográfico reunimos alguns tipos de cadeirinhas infantis que podem ser úteis de acordo com as necessidades de cada criança.

Para não cometer erros em suas viagens, listamos a seguir uma série de orientações que devem ser evitadas:

- Nunca leve uma criança com necessidades especiais sem um sistema de retenção infantil homologado. Lembramos que seu SRI também deve estar em conformidade com as normas atuais R44-04 ou R-129. A cadeirinha deve estar de acordo com a altura e o peso da criança. Na maioria dos casos, podem ser utilizadas cadeirinhas infantis convencionais. Em todo caso, deve-se seguir as indicações médicas para essas viagens no que diz respeito à forma de retenção mais adequada.

- As indicações do médico pediatra ou especialista devem ser seguidas a todo momento no que se refere à forma como essas viagens devem ser feitas e os cuidados a serem tomados. O médico também nos dirá se a criança pode viajar em um SRI convencional ou se requer um sistema de retenção infantil específico.

- Os sistemas de retenção infantil nunca devem ser modificados ou utilizados de outra forma que não a indicada por seu fabricante, exceto se, após a modificação, a cadeirinha tiver sido testada novamente e cumprir com a normativa de homologação vigente. Em todo caso, qualquer modificação deve contar com a autorização do fabricante. Deve-se destacar que mesmo pequenas mudanças podem alterar significativamente o comportamento da cadeirinha em caso de sinistro. Aqui falamos sobre como invenções ‘caseiras’ podem ser perigosas.

- Em alguns casos, a criança pode atingir o limite máximo de peso ou altura de sua cadeirinha, mas ainda precisar de suporte postural adicional. Nestes casos, deve-se seguir as indicações médicas a este respeito para que continuem viajando protegidos. Algumas crianças podem ter uma postura melhor e um maior apoio do tronco se viajarem em assentos de elevação. 

- Não faça mais viagens do que o necessário. A condição médica da criança deve ser especialmente levada em consideração, uma vez que pode ser aconselhável limitar deslocamentos desnecessários

- Deve-se ter em conta que as cadeirinhas viradas para trás oferecem uma maior proteção, principalmente em áreas vulneráveis como a cabeça e o pescoço. Na verdade, é recomendável que viajem assim durante o maior tempo possível e pelo menos até os 4 anos de idade. No caso de crianças com diferentes condições físicas, pode ser ainda mais aconselhável. 

- As crianças não devem viajar nos bancos dianteiros. Devem sempre utilizar os bancos traseiros, conforme estabelecido por lei, onde também estão listadas as exceções para que possam ir na frente. Caso seja necessário, nunca se deve instalar um SRI virado para trás no banco do passageiro, a menos que o airbag seja desativado primeiro. Lembramos também que o airbag frontal pode ser perigoso no caso de cadeirinhas que vão no sentido da marcha, uma vez que a criança fica posicionada muito próxima ao painel do carro. 

- Também se deve evitar deixar a criança sozinha no banco de trás se ela precisar ser observada continuamente ou se tiver condições médicas especiais. Nestes casos, é recomendável que vá sempre acompanhada por um adulto que poderá supervisioná-la e ajudá-la se necessário.

- Na hora de instalar o sistema de retenção infantil siga as instruções do fabricante e leve em consideração as necessidades da criança. Por exemplo, pode exigir que o encosto seja mais ou menos inclinado ou que um elemento específico seja adicionado de acordo com as suas necessidades. Claro, devemos ter em mente que só podemos adicionar itens homologados e recomendados pelo fabricante, caso contrário, podem comprometer a sua segurança. 

- A pressa nunca é uma boa companhia. Portanto, devemos evitar instalar a cadeirinha e colocar a criança no SRI rapidamente. Você precisa de tempo para fazer isso. Por exemplo, devemos lembrar a importância de colocar a criança sem roupas volumosas e como é importante que o arnês fique bem apertado.

- Recomenda-se usar assentos de elevação com encosto quando for a hora de mudar para este tipo de sistema de retenção devido à altura e peso da criança. Esse tipo de assento oferece uma maior proteção em impactos laterais, além de segurar melhor a criança e evitar cometer erros na hora de colocar o cinto.

- Viajar sem as precauções médicas necessárias é outro dos pontos que devemos evitar. Devemos sempre levar no veículo um kit de emergência que contenha os medicamentos de que a criança possa precisar. 

- Nunca deixe uma criança sozinha dentro do veículo. Tanto se possuem ou não alguma condição física distinta, devem estar sempre acompanhadas por um adulto para evitar acidentes com consequências tão graves como a insolação.

- Também não é recomendável fazer viagens longas sem descanso. Recomenda-se fazer paradas frequentes e retirar a criança do SRI para que ela possa se alongar e mudar de postura.  

- Os equipamentos médicos não devem ir soltos. Além disso, devem estar com as baterias totalmente carregadas e é recomendável que tenham uma duração mínima de pelo menos o dobro do tempo estimado de viagem. 

- Por fim, os equipamentos médicos como andadores ou cadeiras de rodas devem ser colocados no porta-malas, separados fisicamente da cabine e dos passageiros, e devem ser amarrados para evitar que colidam contra os ocupantes.

Deve-se ter em mente que nem todas as crianças têm as mesmas necessidades e, portanto, devemos adaptar nossos deslocamentos e a forma como viajamos. Neste artigo falamos sobre algumas recomendações gerais. Você pode encontrar conselhos mais específicos em nossa seção ‘Crianças com necessidades especiais’.

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