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Conselhos para o transporte de crianças com epilepsia

Conselhos para o transporte de crianças com epilepsia

20/05/2016

"A epilepsia tem muitas caras. Há muitos tipos de crises epiléticas e de síndromes epiléticos, cada um de diferente gravidade e prognóstico, pelo que é difícil falar de epilepsia em geral", indica Lucía Villacieros Hernández, pediatra e neurologista infantil do Departamento de Pediatria e Neonatologia do Hospital Quirónsalud San José. Não obstante, a seguir, a doutora relata-nos algumas recomendações gerais para quando nos dispomos a realizar uma viagem com uma criança epilética.

Em primeiro lugar, há que ter em conta diversos fatores sobre a epilepsia do seu filho, como: o controlo das crises (se a epilepsia estiver bem controlada, a viagem será menos problemática), os tipos de crise (não é o mesmo ter crises prolongadas ou de queda no chão, do que ter ausências, que costumam ser crises breves sem complicações) e o tempo que a criança e os pais já convivem com a epilepsia e, portanto, o conhecimento e a forma de lidar com ela.


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CONSELHOS ANTES DA VIAGEM

Antes da partida, comente com o seu neuropediatra os detalhes dessa viagem; peça-lhe opinião sobre a situação médica em que se encontra o seu filho e se é adequado o itinerário que pensam realizar. Solicite-lhe também que redija um relatório médico em que conste o diagnóstico e o tipo de epilepsia, a descrição das crises, o tratamento que está a fazer (doses e posologia) e o que fazer em caso de descompensação.

Além disso, não se esqueça de levar consigo os documentos que permitam aceder ao sistema de saúde no local de destino (cartão de saúde, cartão europeu, seguro médico, etc.) e toda a medicação que o seu filho vai necessitar para o tempo que estiver fora de casa, porque não sabe se a poderá adquirir no destino.

DURANTE A VIAGEM

As férias alteram as nossas rotinas e isso pode implicar riscos e descompensação da epilepsia. Por esse motivo, é importante seguir uma série de recomendações como: manter bons hábitos alimentares e cumprir as horas de sono e os horários da toma da medicação (por exemplo, depois das refeições principais, pequeno-almoço e jantar, para assim evitar esquecimentos).

Se viajarmos de carro, a primeira coisa a fazer é garantir a segurança, com um bom sistema de retenção infantil homologado e adaptado ao seu tamanho e peso e sempre nos assentos posteriores

Se a epilepsia não estiver controlada, e também nas primeiras viagens, é recomendável que um adulto viaje com o pequeno na parte de trás. Deste modo, se tiver uma convulsão, poderá ajudá-lo e administrar a medicação adequada (que deve ter sempre à mão na carteira) para dominar a crise o quanto antes, colocando sempre a criança em posição lateral de segurança e sem introduzir nada na sua cavidade bucal. Posteriormente, iremos o mais rápido possível ao centro hospitalar mais próximo.

É importante não ter pressa em chegar ao destino, fazendo paragens para descansar, se a viagem for longa, e para repor forças, bebendo algo fresco.

Seguindo estes modelos faremos com que a viagem seja agradável e com poucos imprevistos. De certeza que a irão repetir!

Lucía Villacieros Hernández

Pediatra e neurologista infantil

Departamento de Pediatria e Neonatologia

Hospital Quirónsalud San José


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