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Conselhos da Academia Americana de Pediatria para as crianças com necessidades especiais

Conselhos da Academia Americana de Pediatria para as crianças com necessidades especiais

18/01/2016

A Academia Americana de Pediatria (hiperligação), também conhecida como AAP, é um dos organismos mais ativos a nível mundial sobre os cuidados e atenções especiais que as crianças que tenham alguma doença concreta precisam. Tanto assim que, dentro da sua estrutura, têm um departamento específico chamado “lar médico” (Medical Home) onde estudam todos os cuidados necessários para estas crianças e zelam especialmente pelos seus direitos.

Segundo a AAP, estas crianças com necessidades especiais são “as que padecem, ou têm um risco maior de padecer, de condições crónicas físicas, relacionadas com o desenvolvimento, com o comportamento ou estados emocionais e que, por isso, também requerem mais atenção ou assistência médica ou outro tipo do que as crianças em geral”. Com base nesta definição e na sua dilatada experiência fazem as seguintes recomendações:

  • Limitar as deslocações desnecessárias. Se cada pequena viagem de carro for um momento crítico é melhor deslocarmo-nos apenas o justo e necessário, assim não associará o carro a algo negativo e evitaremos a sobre-exposição a riscos evitáveis.
  • No caso de transportarmos uma criança após uma hospitalização, deveremos consultar os médicos sobre o protocolo a seguir (infografia) no trajeto para casa, a subida e descida do seu SRI, as primeiras horas em casa e qual é o SRI mais apropriado para cada caso concreto.
  • Se vamos fazer uma viagem com um pequeno com necessidades especiais (infografia), é conveniente contar com um plano de atuação escrito com os cuidados que necessita e um kit médico de emergência tal como temos nesta infografia.
  • Se a viagem for por mudança de residência, devemos assegurar-nos que no nosso destino a criança pode receber os mesmos cuidados e educação da origem. Segundo a normativa em vigor as crianças com necessidades especiais têm direito a aceder aos mesmos serviços que qualquer outra criança.
  • Como a tecnologia e a investigação oferecem cada vez mais soluções em relação a SRIs para necessidades especiais, devemos consultar periodicamente os avanços que se vão produzindo no campo para contar com o SRI melhor adaptado ao nosso filho.
  • Se subir ou descer a criança do SRI nos levar muito tempo ou não tivermos um estacionamento fácil perto de casa podemos solicitar um lugar de estacionamento para deficientes. Assegurar-nos-emos de ter o estacionamento assegurado perto de casa e, em geral, com mais espaço.
  • Como os SRI para necessidades especiais costumam ser bastante caros, podemos consultar o pediatra, o hospital ou as redes sociais para ver se há possibilidade de empréstimo deste tipo de cadeiras desde que tenhamos em conta alguns pontos.

E, para terminar, alguns conselhos gerais, mas que fazem ainda mais sentido nestes casos particulares:

  • Desde 1 de outubro é obrigatório que as crianças viajem nos assentos de trás a não ser que o veículo não contenha assentos traseiros, estes já estejam ocupados por outros menores nas suas SRI ou não se possa instalar o SRI neles. Se tivermos que utilizar um SRI virado para trás (infografia) no assento dianteiro, temos que verificar sempre que o airbag está desativado, e se o usamos virado para a frente que não esteja demasiado perto.
  • Devemos utilizar o SRI sempre que seja possível no assento traseiro central porque é o mais seguro em caso de colisão.
  • Nunca deixar a criança sozinha dentro do veículo (vídeo). Por pouco tempo que leve o que queremos fazer.
  • Nos trajetos médios ou longos, é necessário que um adulto acompanhe sempre a criança nos assentos traseiros. Nunca sabemos quando pode precisar da nossa atenção e talvez o tempo até pararmos o carro num lugar seguro para podermos atendê-lo seja demasiado longo.
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