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Como meu filho deve viajar se sofre de displasia da anca?

Como meu filho deve viajar se sofre de displasia da anca?

22/08/2016

A displasia da anca, também conhecida como displasia evolutiva ou de desenvolvimento do quadril, ocorre em três de cada 1.000 crianças. Como devemos viajar com uma criança que tem displasia da anca? Em ‘Segurança Viária Infantil’, Área de Prevenção e Segurança Viária da Fundación MAPFRE, conversamos com o Dr. Gaspar González Moran, chefe do Departamento de Traumatologia e Ortopedia Pediátrica do Hospital La Paz, em Madrid, que nos ofereceu algumas recomendações.

A displasia da anca é especialmente comum em recém-nascidos, é mais comum em meninas e ocorre principalmente no quadril esquerdo. Trata-se de um desenvolvimento anormal da articulação localizada entre a cabeça femoral e o encaixe do quadril, o que provoca o deslocamento para fora da cabeça femoral.

Se a cabeça do fêmur e a cavidade onde ele deve ir não encaixam, o osso tende a escorregar para fora do quadril. Em casos mais graves, o osso fica para fora permanentemente.

Os tratamentos que as crianças recebem frequentemente variam de acordo com a gravidade e a idade da criança. Podem variar desde uma breve recomendação postural (como dormir de costas com as pernas abertas ou em posição de montaria) até ter de usar diferentes tipos de próteses ou mesmo uma cirurgia (em casos mais graves).


VIAJAR COM CRIANÇAS COM DISPLASIA DA ANCA 

Displasia de cadera

O Dr. Gaspar González Moran, chefe do Departamento de Traumatologia e Ortopedia Pediátrica do Hospital La Paz, afirma que "em geral, a posição recomendada é a que mantém as pernas separadas e os quadris e joelhos dobrados”

Por outro lado, devem-se evitar as posições com as pernas juntas e retas. "Deve-se escolher, por conseguinte, um assento largo o suficiente para permitir que as pernas possam estar separadas", indica.

Deveríamos ter um sistema de retenção infantil especial? O doutor indica que depende se a criança está usando algum tipo de dispositivo, tal como um arnês, prótese ou gesso... No primeiro caso, deve-se procurar “um assento que, além dos requisitos de segurança normais, tenha um tamanho capaz de conter o paciente com o dispositivo de tratamento", comenta o médico.

De fato, hoje “existem dispositivos especiais para crianças com próteses que não se encaixam nos bancos convencionais. Neste caso, a criança pode viajar deitada em vez de sentada e com este tipo de cinto que pode ser preso aos fechos do cinto de segurança dos assentos traseiros”, recomenda.

Como já indicamos anteriormente, a displasia da anca pode ter tratamentos diferentes. Podemos diferenciar entre "o não-cirúrgico, por meio de dispositivos que mantêm o quadril em uma posição segura (pernas abertas e dobradas) e o cirúrgico, que visa garantir o ajuste anatômico da articulação do quadril. Estas crianças podem viajar seguindo as recomendações descritas acima, mas não são recomendados deslocamentos de longas distâncias”.

Assim, em caso de cirurgia "deve-se seguir as recomendações acima mencionadas, dependendo se o paciente tem uma imobilização com gesso ou não", diz o chefe da secção de Traumatologia e Ortopedia Pediátrica do Hospital de La Paz.

CADEIRA ESPECIAL PARA CRIANÇAS COM DISPLASIA DA ANCA

Mencionamos a necessidade de contar com assentos mais largos, especialmente para crianças com displasia da anca.

No mercado podemos encontrar alguns exemplos, como a cadeira modelo Opal, da Bébé Confort, especial para estas crianças, oferecendo mais espaço para as pernas e um apoio extra para as costas.

Esta cadeira deve ser utilizada primeiramente como um assento virado para trás até cerca dos 15 e 18 meses. Posteriormente, pode ser colocado virado para frente.

Esta cadeira não está à venda. O fabricante oferece a opção de alugar através do seu serviço de Atenção ao Cliente, enquanto a criança estiver recebendo tratamento. Tu podes encontrar todas as informações aqui.

Assim, recomendamos-lhe o infográfico: ‘Transporte de crianças com membros engessados’.

 

Transporte de niños con miembros escayolados


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