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Perguntas Frequentes

Pergunte a um especialista

Já se perguntou alguma vez se os sistemas de retenção para crianças ficam fora de prazo? Ou quando a criança deve mudar de cadeira? E sabe exatamente qual o sistema de retenção mais adequado a cada momento?

Aqui encontrará resposta a todas as suas dúvidas sobre a forma mais segura de transportar uma criança no automóvel.

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Apesar dos esforços da Administração Pública, dos grupos de saúde (médicos, pediatras, parteiras) e entidades como a Fundación MAPFRE, ainda parece haver uma grande falta de conhecimento sobre as informações que as mulheres grávidas devem levar em conta ao dirigir. De fato, um em cada cinco espanhóis acredita que as mulheres grávidas não devem usar o cinto de segurança, o que é um erro e muitas vezes fatal para a mãe e o bebê que ela espera. As gestantes devem sempre usar o cinto de segurança, de forma obrigatória. No entanto, os adaptadores de cinto não são obrigatórios.

O motivo é simples. Esses sistemas que adaptam o cinto de segurança para as mulheres grávidas não são sistemas de segurança passivos do veículo, mas devem cumprir requisitos de segurança como, por exemplo, serem homologados de acordo com as normas ECE R16 e ECE R14.

A função desses dispositivos é ajudar as gestantes a cumprir com a obrigação de usar o cinto de segurança e mantê-lo ajustado corretamente. É neste último ponto que o uso de adaptadores é mais do que recomendado. Como podemos ver neste artigo, a colocação do cinto em mulheres grávidas é de importância vital para reter a mãe em caso de colisão e para que o feto não sofra danos, nem lesões.

Portanto, o uso desses dispositivos que ajustam o cinto para mulheres grávidas não é obrigatório, mas é altamente recomendável a partir do momento em que fica difícil manter o cinto corretamente ajustado. 

Um bebê é um ser humano em uma idade ainda muito curta, que mal consegue falar nem caminhar. Podemos estimar a etapa dos bebês como a idade entre 0 e 15 meses, aproximadamente. 

O ponto fundamental é que são crianças muito pequenas que não são capazes de manter a postura por si mesmos durante muito tempo, que não caminham sozinhas nem falam  (em geral). São as crianças mais frágeis e aquelas a quem devemos proteger mais por causa de sua condição.  Além disso, devemos levar em consideração sua maior fragilidade e a maior proporção de sua cabeça em comparação com o resto do corpo. Por esse motivo, é vital proteger as áreas mais vulneráveis e, para isso, elas devem ir viradas para trás.

Se seguimos o padrão de aprovação i-Size (ECE R129), é garantido que todos os assentos virados para trás podem ser usados, no mínimo, até os 15 meses de idade. Isso promove o uso de cadeirinhas viradas para trás, uma orientação muito mais segura do que viajar viradas para a frente.

As crianças devem circular viradas para trás até pelo menos os 15 meses de idade, é aconselhável fazê-lo até os 4 anos (tanto as cadeirinhas R44-04, os Grupos 0 e 0+, quanto as R-129 são viradas para trás até mais ou menos essa idade). Os principais motivos dessa recomendação de segurança são que crianças menores de quatro anos podem sofrer lesões mais graves no pescoço e na cabeça, pois não possuem músculos totalmente desenvolvidos.

Colocar um bebê em uma cadeira no sentido da marcha é coloca-lo em grave risco de lesão, em caso de colisão. Portanto, é mais aconselhável adquirir uma boa cadeira virada trás e mantenha a criança o maior tempo possível nessa posição.

O ideal é que as crianças viajem com um sistema de retenção infantil homologado e adaptado ao seu tamanho e peso nos ônibus. No entanto, atualmente é muito complicado, já que a maioria desses ônibus contam com um cinto de dois pontos, o que dificulta e impede a instalação das cadeirinhas infantis (hoje em dia, a maior parte dos sistemas de retenção é instalada com um cinto de três pontos ou com um sistema isofix, devido à melhor fixação e proteção que eles oferecem).

No caso de o ônibus ter um cinto de dois pontos, a criança pode usar o cinto diretamente, pois esse tipo de cinto não afeta as crianças, ou seja, vale tanto para adultos quanto para crianças, já que fica abaixo da cintura, sobre a pélvis. No entanto, devemos ter em mente que o cinto de dois pontos é menos seguro, especialmente quando falamos de crianças menores de 6 anos.

Se o cinto for de três pontos, a criança deverá viajar obrigatoriamente com um sistema de retenção infantil, pois, caso contrário, o cinto não ficará bem preso e poderá ser especialmente prejudicial e causar ferimentos se não ficar ajustado adequadamente. Por exemplo, a banda diagonal pode pressionar o pescoço se não estiver no lugar certo. 

Aprenda aqui como o cinto de segurança deve ficar e por que os ônibus hoje em dia não são pensados para as crianças.

Os sistemas de retenção infantil i-Size permitem que a criança viaje olhando para trás até os 15 meses de idade, no mínimo. No entanto, isso não significa que, a partir daí, elas devam ir no sentido da marcha. Muito pelo contrário, a maneira mais segura para as crianças viajarem de carro é com um sistema de retenção virado para trás, especialmente até os 4 anos de idade. Embora seja aconselhável continuar fazendo isso durante o maior tempo possível. 

Tenha em mente que esta posição oferece às crianças maior proteção no pescoço e na cabeça no caso de uma colisão. Em caso de colisão, uma criança com menos de 4 anos muito provavelmente sofrerá mais lesões nessas duas áreas sensíveis do que uma que viaja na direção oposta à marcha. De fato, levar as crianças no sentido contrário reduz o risco de ferimentos graves em até 80%, comparado a 50% daquelas que vão no sentido da marcha, de acordo com a OMS.

Aqui nós abordamos porque as crianças devem viajar viradas para trás durante o maior tempo possível, sempre que seja possível.

O conforto da criança no sistema de retenção infantil e o suor podem ser melhorados seguindo estas recomendações, especialmente durante o verão:

-Remover o máximo de luz possível. Janelas com insulfilm, persianas integradas...

-Colocar uma capa específica para o verão na cadeirinha.

-Uma cadeira de cor clara acumula menos temperatura do que uma escura. 

-Usar protetores solares para reduzir o calor, especialmente quando o carro estiver estacionado.

-Antes de colocar a criança, recomenda-se ventilar e esfriar o carro.

-Manter uma temperatura agradável dentro da cabine evitando direcionar o jato de ar para a criança.

-Planejar as viagens para o início da manhã, ou durante o pôr do sol, ajuda a reduzir a quantidade de calor.

-Levar bebidas frescas (não muito frias) na parte traseira do veículo e fazer com que a criança beba com frequência.

-Vestir a criança com roupas leves e transpiráveis.

Nem todas as crianças têm as mesmas necessidades. Essas necessidades mudam conforme a criança cresce. Quando nascem e são bebês, as crianças têm menos força no pescoço, na coluna e na musculatura em geral. À medida que crescem, ficam mais fortes. 

Por este motivo, uma cadeirinha para bebês pode não ser a mesma que uma criança de 4 anos precisa. Deste modo, encontramos no mercado sistemas de retenção específicos para bebês, como os assentos Grupo 0 e 0+ e i-Size até uma certa altura (85 cm). Aqui você pode conhecer os diferentes sistemas de retenção infantil e como eles mudam conforme a criança cresce.

Na verdade, essas cadeirinhas são viradas para trás para o caso de bebês (obrigatoriamente até pelo menos os 15 meses de idade, de acordo com a normativa i-Size, embora nós da Fundación MAPFRE recomendemos que a criança viaje virada para trás pelo maior tempo possível e pelo menos até os 4 anos de idade). Também contam com redutores específicos e geralmente são cadeiras mais pequenas com maior inclinação.

Os recém-nascidos devem utilizar um sistema de retenção infantil sempre que viajarem em um veículo. Esse SRI deve ser homologado e específico para recém-nascidos e bebês, ou seja, não é qualquer cadeirinha que vale. 

São as cadeirinhas do Grupo 0 (de 0 a 9 kg), ou seja, sistemas adaptados para o recém-nascido; cadeirinhas do Grupo 0+, de 0 a 13 kg, também conhecidas como ‘maxi-cosi’; e sistemas de retenção i-Size, que podem ser de 40 a 85 cm e geralmente até aproximadamente 15/18 meses. Aqui está um guia para escolher a melhor cadeirinha.

Estes tipos de cadeirinhas tendem a ser mais pequenas e vão viradas para trás. No caso das i-Size, permite viajar virada para trás até os 15 meses pelo menos, embora nós da Fundación MAPFRE recomendemos a utilização de cadeirinhas viradas para trás durante o maior tempo possível e pelo menos até os 4 anos de idade, desde que as condições físicas de seu ocupante o permitam. 

Este tipo de cadeiras pode ser fixado com o sistema ISOFIX  ou com o cinto de segurança. Da mesma forma, podem contar com um Pé de Apoio ou Top Tether para evitar que tombem e costumam ter redutores para oferecer maior ergonomia e apoio ao recém-nascido. Além disso, muitas dessas cadeiras têm um encosto de cabeça ergonômico e costumam regular a temperatura. Na maioria dos casos, esses acessórios são usados apenas nos primeiros meses de vida da criança, pois, assim que crescerem, atingirão o tamanho necessário para se encaixar perfeitamente no SRI. Os fabricantes costumam indicar quando é a hora certa. O normal é que precisem durante os 3 e 6 primeiros meses, momento em que o pescoço do bebê começa a se fortalecer. 

Por último, a inclinação não deve ser nem muito pra cima nem muito deitada. O ideal é uma posição intermediária. 

Não, nem todos os sistemas de retenção infantil são homologados para uso em todos os países. Para que um sistema de retenção infantil seja colocado à venda, é necessário que o fabricante demonstre que a cadeirinha é capaz de passar por uma série de testes para garantir sua segurança. Conheça aqui a importância da homologação.

Antes de usar uma cadeirinha, é importante saber quais são as normativas existentes a esse respeito. Por exemplo, na União Europeia, você pode usar as cadeirinhas homologadas sob a R44-04 e a R-129 (i-Size). Ambas as normas estão atualmente em vigor até que, finalmente, apenas a R-129 permaneça e ambas foram elaboradas pela Comissão Econômica para a Europa das Nações Unidas.

Pelo contrário, no Estados Unidos as cadeirinhas devem ser homologadas sob a norma FMVSS 213. Da mesma forma, na América Latina, há países que aceitam ambas as normas de homologação indistintamente ou que se adaptaram a apenas uma delas. Portanto, é importante verificar essa informação previamente. 

Devemos ter claro que uma cadeirinha procedente, por exemplo, dos EUA e que tenha sido homologada de acordo com os regulamentos desse país, não é legalmente válida em outro país como, por exemplo, na Espanha, onde a normativa de homologação exigida é diferente. Na verdade, o próprio sistema de fixação da cadeirinha varia de um país para outro (ISOFIX, LATCH, CANFIX ou UAS).

Deve-se ter em mente que, infelizmente, na maioria dos veículos, a colocação de três cadeirinhas nos bancos traseiros não é possível. Elas podem ser colocadas nos assentos traseiros no caso de certas minivans, quando os bancos traseiros são grandes e devidamente separados. Na verdade, nesses casos, até 4 ou 5 crianças podem viajar no carro utilizando a cadeirinha, dependendo do tamanho da minivan. 

Se o veículo não permitir a opção de colocar as três cadeirinhas nos assentos traseiros e você viajar com três crianças que precisam de sistemas de retenção, você terá que colocar dois nos assentos traseiros e outra criança no banco do copiloto.

Seja devido às dimensões ou porque o banco central não oferece esta possibilidade, ter de colocar uma das cadeirinhas no banco do copiloto é normalmente a única alternativa possível, caso em que não podemos esquecer de desativar o airbag quando viajar com a cadeirinha virada para trás.

Na hora de testar se três cadeirinhas podem ser colocadas nos assentos traseiros, recomendamos consultar as especificações técnicas do veículo. Também tenha em mente se o assento central traseiro conta com o sistema ISOFIX (em muitos casos ele não tem esse sistema. Se a cadeirinha só pode ser fixada com este sistema, ela não pode ser colocada aqui) ou se deve ser instalada com o cinto de segurança.

Você pode colocar três cadeirinhas atrás sempre que o sistema de instalação permitir, o tamanho dos assentos seja o suficiente e se nenhuma cadeira interferir na outra. Geralmente é mais fácil quando falamos de assentos de elevação.

Nestes artigos, abordamos as recomendações para viajar com crianças, no caso de famílias grandes e, neste infográfico, abordamos as diferentes opções

As crianças devem usar um sistema de retenção infantil homologado de acordo com seu peso e/ou altura até que o cinto de segurança fique devidamente posicionado (geralmente aos 150 cm de altura). Ao viajar, podemos encontrar países mais ou menos restritivos, com regras mais ou menos frouxas em relação a como as crianças devem viajar no carro. Se estamos em um país onde não há regulamentação clara ou é muito branda, a responsabilidade deve prevalecer e é recomendável que as crianças viajem com a cadeirinha correspondente, mesmo que não seja obrigatório.

Em 'Segurança Viária Infantil' contamos com uma seção específica de normas que inclui legislação sobre sistemas de retenção infantil em diferentes países, tanto da União Europeia (onde há certa uniformidade), da América Latina ou dos Estados Unidos. 

Também contamos com infográficos onde são apresentados os regulamentos:

-União Europeia

-Estados Unidos

-América Latina

Em qualquer caso, recomenda-se consultar a legislação vigente de um país antes de viajar para conhecer todas as normas sobre sistemas de retenção infantil, como a legislação que deve ser seguida no momento da circulação, conhecendo as proibições, obrigações e deveres.

Todos os animais de estimação devem ser protegidos e protegidos ao viajar em um veículo. No caso dos cães, se eles são pequenos, eles podem viajar com um cinto de dois ganchos ou com um pequeno transporte colocado entre o assento e as costas do co-piloto. 

No entanto, quando se fala de cães grandes, o deslocamento pode ser mais complicado.  Em primeiro lugar, devemos ter em mente a importância de estar sempre fixado. Nada ou ninguém deve estar solto dentro do veículo, pois eles podem ser projetados ao frear o carro ou em um acidente. 

Se o cão for grande, a melhor opção é viajar em um transportador no porta-malas em uma posição transversal e com uma grade divisora que separe a área do passageiro. Da mesma forma, recomenda-se que o transportador seja bem fixado. 

Outra opção é ter um trailer específico para o transporte de animais de grande porte. 

Qualquer objeto, pessoa ou animal que não esteja preso dentro do veículo pode impactar e ser projetado no caso de um acidente de trânsito. Por esse motivo, e mesmo que as normativas não falem sobre isso (em países como a Espanha), é importante que todos estejam no lugar certo e seguro.

Por exemplo, na Espanha, o Regulamento de Circulação em seu artigo 18 estabelece que o motorista de um veículo é obrigado a manter sua própria liberdade de movimento, o campo de visão necessário e a atenção permanente à direção, que garantam a sua própria segurança, a do resto dos ocupantes do veículo e a dos outros usuários da estrada. Para estes propósitos, você deve cuidar especialmente em manter a posição correta sua e dos demais passageiros, e a colocação adequada de objetos ou animais transportados para que não haja interferência entre o motorista e qualquer um deles.

Na hora de prender um animal de estimação, é importante garantir que a fixação do cinto de segurança não quebre em caso de frenagem súbita ou acidente. 

A este respeito, recomendamos o artigo  “Como devemos levar nosso animal de estimação no carro?”

Temos que ter em mente uma regra muito clara: as crianças só poderão usar o cinto de segurança quando ele estiver devidamente ajustado ao corpo, sem colocar em risco nenhuma parte sensível dele, como é o caso do pescoço. Até esse momento, eles devem usar um sistema de retenção infantil adequado à sua altura e peso. 

Não devemos ter pressa. Embora os próprios regulamentos do país sejam mais restritivos, a cadeirinha de carro deve ser usada sempre que seja necessário. Por exemplo, na Espanha, é necessário usar um SRI até 135 cm. No entanto, a nível europeu também até os 150 cm. 

É necessário diferenciar entre obedecer a norma e fazer um uso responsável dos dispositivos de retenção, pois é para a segurança das crianças. Considera-se que a partir de 150 cm o cinto de segurança, projetado para adultos, já fica devidamente ajustado ao corpo da criança. Saberemos que está ajustado quando:

  • A parte superior do cinto de segurança passe por cima da área média do esterno e da clavícula sem estar muito perto do pescoço.
  • A faixa inferior ou pélvica do cinto deve passar sobre os ossos da pélvis e não sobre o estômago.

Atualmente não existe lei que exija que os fabricantes de cadeirinhas para carro indiquem a data de 'vencimento' ou, para que nós entendamos, o vencimento do sistema de retenção infantil. O que indica na sua rotulagem é a data de fabricação e o padrão de homologação para o qual foi aprovado, além de outros pontos. Aqui você pode ver exemplos de rotulagem.

Embora não haja regulamentação que indique por quanto tempo uma cadeirinha para carro pode ser usada, o fato é que as normas de homologação não são mais válidas. Por exemplo, na Europa, R44-04 e R-129 estão em vigor. Aqui coletamos tudo relacionado a regulamentos, também da UE.

Da mesma forma, os fabricantes, em geral, recomendam a troca da cadeirinha após 6 anos. Tenha em mente que  existem vários fatores que afetam o SRI ao longo do tempo e uso. É claro que tudo dependerá do uso que foi feito do sistema de retenção infantil e se os cuidados foram tomados em maior ou menor grau.

Não há regulamentação específica que impeça o uso de assentos elevatórios sem encosto. Este tipo de sistemas de retenção infantil é indicado para  adaptar o cinto de segurança de 3 pontos do carro a criança e pode ser usado após 15 kg de peso, ou seja, quando passa o Grupo II (aproximadamente aos 4 anos de idade, embora seja apenas uma orientação). No entanto, através da Fundación MAPFRE, recomendamos optar por um sistema de retenção infantil com encosto e proteção lateral o maior tempo possível e sempre que precisarem de um sistema de retenção infantil (pelo menos até 135 cm, embora recomendado até 150 cm), porque é mais seguro para as crianças.

As últimas mudanças foram feitas em termos de homologação, ou seja, afetam os fabricantes de automóveis, que não podem homologar os assentos elevatórios sem encosto para o Grupo II (crianças pesando de 15 a 25 kg), digamos, você só pode encontrar assentos elevatórios sem encosto homologados pela R44-04 no Grupo III. 

A homologação dos assentos elevatórios sem encosto na R-129 também não é permitida

Tenha em mente que os assentos elevatórios com encosto contribuem para uma melhor colocação do cinto de segurança e oferecem maior proteção para a criança, especialmente em impactos laterais. Por este motivo, recomenda-se a utilização de assentos elevatórios com encosto sempre que possível e especialmente em crianças com menos de 125 cm de altura. 

Neste infográfico lidamos com os benefícios dos assentos elevatórios com encosto e, as últimas mudanças que ocorreram em matéria de homologação (afeta apenas os fabricantes).

Tenha em mente que o sistema de retenção infantil deve estar de acordo com o peso e a altura da criança, ou seja, cada cadeirinha é projetada especificamente para momentos específicos do menor. Deste modo, não é aconselhável mudar o sistema de retenção infantil antes do tempo, especialmente se a criança ainda for bebê, uma vez que as cadeirinhas são especialmente projetadas para os mais pequenos, com sistemas como os redutores ou a inclinação.

Você pode sim trocar a cadeirinha por uma maior quando a criança exceder as especificações técnicas indicadas pelo fabricante (peso e/ou altura). 

Em primeiro lugar, você deve verificar se o SRI é muito pequeno para a criança. Para isso, devemos comprovar se a criança está devidamente posicionada na cadeirinha. É importantíssimo que a cabeça não ultrapasse o encosto de cabeça ou encosto.

Você também precisa verificar se a criança ainda está dentro dos parâmetros indicados pelo fabricante: peso (se a cadeirinha for homologada pela R44-04) ou altura (se a cadeirinha for homologada pela R-129).  Se os intervalos estabelecidos pelo fabricante forem excedidos, o SRI deve ser trocado. Deve-se levar em conta que se a criança excede os parâmetros indicados pelo fabricante, isso significa que a cadeirinha não pode garantir a segurança ideal, mas sempre será preferível ir em uma cadeirinha do que sem nenhuma. Aqui nos referimos especialmente às crianças que com mais de 36 kg, mas que ainda precisam viajar com SRI.

No caso de ter que mudar, recomendamos escolher cadeirinhas homologadas que permitam viajar olhando para trás durante o maior tempo possível, especialmente até os 4 anos de idade e desde que as condições da criança o permitam.  

Aqui abordamos quatro pontos para saber como escolher a melhor cadeirinha infantil e dicas para renovar a cadeirinha e escolher a mais adequada de acordo com as necessidades da criança.

Neste artigo também mostramos as diferentes cadeirinhas que estão no mercado de acordo com o peso, a altura e a idade aproximada (este último fator não é decisivo).

Finalmente, enfatizamos a importância de não passar muito rápido para o cinto de segurança. As crianças podem usar o cinto no momento em que o dispositivo estiver devidamente ajustado ao corpo (O cinto de segurança deve estar ajustado à criança tanto com cadeirinha quanto sem ela). Até lá, a criança deve usar um assento elevatório, de preferência com encosto. Não precisa ter pressa, pois o assento elevatório é a garantia de que o cinto está devidamente ajustado ao corpo.

Atualmente não existe nenhuma regulamentação que proíba o uso de assentos elevatórios sem encosto. As mudanças que ocorreram foram em matéria de homologação, ou seja, afeta apenas os fabricantes. 

Deste modo, pode continuar utilizando um assento elevatório sem encosto. Ainda que devemos ter em conta que os assentos elevatórios com encosto oferecem uma maior proteção ao menor, uma vez que reduz em seis vezes o risco de danos à cabeça nos impactos laterais em comparação com um assento sem encosto e, portanto, oferece uma maior proteção lateral (a criança permanece dentro da cadeirinha em caso de impacto e evita o contato direto do menor contra a lateral do veículo). Ademais, incorporam guias para colocar o cinto de segurança adequadamente. Oferecemos toda a informação neste infográfico.

No que diz respeito às mudanças ocorridas nos últimos tempos, se você quiser adquirir um SRI homologado sob a normativa R-129 ou i-Size (a última a ser lançada e que pouco a pouco vai substituindo a R44-04), todos os assentos serão com encosto. No que diz respeito à R44-04, podem-se homologar novos assentos elevatórios sem encosto no grupo 3, voltado para crianças de 22 a 36 kg e altura mínima de 125 cm. Aqui explicamos todas as novidades.

Os veículos de cabine simples só dispõem de assentos na parte dianteira, ou seja, só há assentos na parte da frente. Por este motivo, as crianças com sistema de retenção infantil só podem ir colocadas nestes assentos.  Estaríamos ante uma das exceções presentes no regulamento atual, que indica o seguinte:

Nos veículos de até nove lugares, incluindo o motorista, as crianças com altura inferior ou igual a 135 cm deverão viajar nos assentos traseiros, utilizando um sistema de retenção homologado e adaptado a sua altura e peso.

Salvo unicamente três exceções:

  • Em veículos que não disponha de assentos traseiros.
  • Que todos os assentos traseiros estejam ocupados por outras crianças em seus respectivos sistemas de retenção.
  • Em veículos que não seja possível ser instalados os sistemas de retenção nos ditos assentos.

Portanto, os menores devem ser colocados no banco do passageiro. É importante ter em mente que a cadeirinha infantil deve ser corretamente instalada. a cadeirinha estiver virada para trás é obrigatório desativar o airbag (veja aqui como desativar o airbag frontal e em que ocasiões). Caso não possa ser desativado, a criança não pode ser colocada no sistema de retenção infantil.

Em todo caso, se possível, recomendamos que a criança viaje em um veículo com assentos traseiros para que possa ser colocada atrás e, preferivelmente, no banco do meio.

São conhecidas como cadeirinhas multigrupos os sistemas de retenção infantil (SRI) homologados para proteger crianças de vários grupos de peso e idade. Assim, por exemplo, cadeirinhas do grupo 0, I e II podem ser encontradas no mercado; SRI dos grupos I, II e III e até cadeirinhas para carro que cobrem todas as fases da criança (Grupos 0, I, II e III), ou seja, o mesmo SRI é projetado para recém-nascidos e crianças até 36 kg. A criança usa uma única cadeirinha desde o nascimento até 135 cm (altura a partir da qual pode, legalmente, viajar sem SRI). 

Deve-se notar que em todos os momentos estamos falando de cadeirinhas para carro aprovados e, portanto, seguras. No entanto, deve-se levar em conta que a criança nem sempre tem as mesmas necessidades e, portanto, a cadeirinha também deve ser diferente de acordo com os características desta criança. Por exemplo, um recém-nascido precisa de um sistema de retenção infantil que esteja razoavelmente reclinado, tanto para a saúde quanto para o bem-estar, já que ele passa a maior parte do tempo dormindo e o peso deve cair nas costas, não nos quadris. À medida que a criança cresce, a cadeirinha para carro deve ser menos reclinada até chegar a um momento, o do assento elevatório com encosto, que deve estar apenas sentada.

Testes realizados pelo PESRI (Programa de Avaliação dos Sistemas de Retenção Infantil), indicam que “as cadeirinhas multigrupo podem comprometer segurança da criança e que os SRI dedicados a um único grupo de peso tendem a ter um melhor desempenho em termos de segurança”.

Dependerá da idade da criança. Se falamos de um recém-nascido ou bebê que viaja em um “ovinho”, não é recomendado que estejam sentados mais de uma hora e meia. Aconselha-se parar passado este tempo para que o bebê possa mudar de postura e se esticar.

Isto é para evitar o risco de arritmias e que a criança tenha dificuldade para respirar

Se forem crianças mais velhas, recomenda-se a cada 2 horas e sempre que necessário, como o motorista ou outros passageiros, uma vez que também precisam esticar e relaxar. Tenha em mente que, em muitos casos, viajam com as pernas flexionadas, especialmente quando vão viradas para trás (não é perigoso) ou com as pernas balançando quando, por exemplo, vão nos assentos elevatórios. 

Aqui explicamos qual é a postura correta que as crianças devem ter nas cadeirinhas para carro. 

Por todas estas razões, as crianças devem sempre ser transportadas com um sistema de retenção infantil adequado para sua altura ou peso. No entanto, recomenda-se limitar seu uso ao carro e para as crianças manterem uma postura correta quando estiverem sentadas em um SRI, manter os ombros bem fixos ao encosto.  Deve-se parar periodicamente, especialmente quando são bebês ou recém-nascidos e as cadeirinhas não devem ser usadas para deixar as crianças dormirem. Se o destino foi alcançado, recomenda-se removê-los e colocá-los em um local adequado para eles, como um berço ou o próprio carrinho.

As três crianças devem viajar com um sistema de retenção infantil adaptado à sua altura e peso e que seja devidamente homologada.

Atualmente a lei portuguesa indica que as crianças com altura inferior ou igual a 135 cm deverão viajar nos assentos traseiros, utilizando um sistema de retenção homologado e adaptado a sua altura e peso. Apenas três exceções são consideradas para que possam ir no assento da frente:

  • Em veículos que não disponham de assentos traseiros.
  • Em assentos que não possuam cintos de segurança.
  • Crianças com menos de 3 anos se viradas para trás (com airbag frontal desativado).

Embora o regulamento diga até 135 cm, na Fundación MAPFRE, recomendamos continuar usando SRI até 150 cm,conforme estabelecido na  Diretiva Europeia, e até que o cinto a segurança fique bem colocado.

Se o veículo for grande e os bancos traseiros forem individualizados, é possível instalar três sistemas de retenção para crianças. É importante que nenhuma cadeirinha interfira com a outra e que possa ser instalada corretamente, conforme indicado pelo fabricante de cada uma delas. Geralmente é mais fácil quando há crianças que usam assentos elevatórios (através da na Fundación MAPFRE, recomendamos o uso de assentos elevatórios com encosto, pois oferecem maior proteção, principalmente lateral).

Se for impossível instalar os três assentos nos bancos traseiros, de acordo com a lei portuguesa é possível transportar as crianças com menos de 3 anos à frente se forem viradas para trás.

Neste caso, devemos desativar o airbag do assento do passageiro. Se por qualquer motivo o airbag dianteiro não puder ser desativado, a criança não deverá, em caso algum, ser colocada em uma cadeirinha virada para trás. 

O erro de remover o sistema de retenção infantil muito cedo não deve ser feito.

Depois da cadeirinha do grupo de peso maior ou mesmo, um assento elevatório com ou sem encosto (assentos elevatórios com encosto), a dúvida pode surgir: quando a criança terá idade suficiente para deixar de usá-lo?

Em princípio, e considerando a legislação portuguesa, as crianças com uma altura menor ou igual a 135 cm  devem viajar nos assentos traseiros, usando um sistema de retenção aprovado adaptado ao seu tamanho e seu peso. Então até essa altura estão totalmente obrigados. O peso não é determinante.

No entanto, embora os regulamentos digam que a partir de 135 cm a cadeirinha pode ser removida, o ideal é que as crianças continuem viajando com um SRI até 150 cm e especialmente até que o cinto de segurança fique devidamente colocado. 

É assim que devem viajar com o cinto:

  • A parte superior do cinto de segurança ou faixa torácica deve passar sobre o meio do esterno e a clavícula. Não deve ficar muito perto do pescoço.
  • A faixa inferior ou pélvica do cinto deve passar sobre os ossos da pélvis e não sobre o estômago.
  • A parte superior da cabeça e o encosto de cabeça devem estar na mesma altura.

Uma das principais preocupações de muitos pais quando se trata de manter a cadeirinha virada para trás é que a criança pode ficar desconfortável. Outras razões tendem a ser, principalmente, acreditar que as crianças ficarão tontas; ou, porque elas poderiam machucar as pernas no caso de uma colisão; ou porque acredita-se que estas cadeirinhas viradas para trás são menos seguras no caso de uma colisão traseira.

Todos esses mitos são falsos. Uma criança não vai ficar tonta pelo simples fato de viajar virada para trás, porque elas fazem desde o nascimento. Elas estão acostumadas a viajar assim e, portanto, é improvável que isso seja a causa da tontura no carro. Pelo contrário, a alimentação, um ambiente pouco aclimatado ou carregado, serão causas mais prováveis para tontura.

Para esclarecer dúvidas sobre a crença de que as cadeirinhas viradas para trás são menos seguras no caso de uma colisão traseira, recomendamos consultar nosso artigo específico sobre isso. E, finalmente, a coisa mais normal é que a criança viaje com as pernas dobradas quando esteja virada para trás.  Isso não significa que viaje com menos segurança ou que possa quebrar suas pernas facilmente. A cadeirinha virada para trás é o sistema de retenção mais seguro para as crianças e, no mínimo, devem viajar até os quatro anos de idade, pois protege o pescoço, a cabeça e os órgãos internos em colisões. O fato de a criança viajar com as pernas dobradas não é prejudicial.  

As crianças com menos de 135 cm devem viajar em sistemas de retenção infantil aprovados adaptados à sua altura e/ou peso nos assentos traseiros dos veículos (só podem ir na frente se o carro não tiver bancos atrás, se os bancos não tiverem cintos de segurança e a criança tiver menos de 3 anos e for virada para trás (legislação portuguesa).

Além disso, devem ir viradas para trás o maior tempo possível. A Fundación MAPFRE recomenda que seja assim até os 4 anos de idade.

Esses espelhos colocados no encosto de cabeça permitem que os passageiros da frente mantenham contato visual com a criança e monitorem o que elas estão fazendo.  

Cientes de sua utilidade, os fabricantes das cadeirinhas vendem esses espelhos. Podem ser usados, mas sempre tendo em mente algumas regras de segurança:

  • O espelho deve estar bem preso. De tal maneira que não caia e que não saia disparado com uma travagem ou golpe.   
  • Deve ter uma distância adequada entre a criança e o espelho.
  • A cadeirinha deve estar devidamente instalada. Aqui oferecemos algumas recomendações.
  • A criança também deve estar bem presa no SRI para evitar colidir com o espelho no caso de qualquer frenagem. 
  • O espelho deve ser aprovado e fabricado com materiais que não causem danos graves. Além disso, deve ser inquebrável.

As crianças tendem a imitar tudo o que vêem, especialmente se um adulto faz. Por esta razão, e para maior segurança de todos os passageiros, listamos abaixo alguns comportamentos ou gestos que devem ser evitados ao dirigir com crianças.

-Não colocar o cinto de segurança.  É importante que todos os passageiros tenham seus cintos de segurança colocados para dar um bom exemplo às crianças. Não podem ser obrigados a ir na cadeirinha se os adultos não estabelecerem um exemplo de comportamento responsável.

-Fumar enquanto estiver dirigindo. Além de afetar a saúde de todos os passageiros, isso também significa que o motorista não pode reagir a tempo para possíveis imprevistos. O motorista deve segurar o volante com as duas mãos, com firmeza, mas sem ficar tenso.

-Atitude agressiva ao volante.  Sem dúvida, um mau exemplo para as crianças e um maior estresse na direção, é o que compromete a segurança de todos os passageiros.

-Não cumprir as regras de trânsito, como ultrapassar a velocidade, não manter uma distância segura, não respeitando os semáforos ou outros sinais. Se deseja que os pedestres e motoristas sejam responsáveis e seguros, o exemplo deve chegar a eles desde pequenos.  

-Não respeitar os usuários mais vulneráveis enquanto estiver dirigindo.  É importante que eles saibam e verifiquem como é necessário respeitar os usuários vulneráveis, como pedestres, ciclistas ou motociclistas.

-Atender o telefone celular enquanto estiver ao volante. É um mau exemplo para a criança e também um risco.

Se a van tem apenas assentos dianteiros enquadra-se numa das exceções da legislação onde podemos utilizar um sistema de retenção infantil no assento do passageiro. 

Neste sentido, a Lei 72/2013 de 3 de setembro, que entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2014, indica que as crianças com altura inferior ou igual a 135 cm deverão viajar nos assentos traseiros, utilizando um sistema de retenção homologado e adaptado a sua altura e peso. Existem apenas três exceções para que elas possam ir na frente: 

  • Em veículos que não disponham de assentos traseiros.
  • Em assentos que não possuam cintos de segurança.
  • Crianças com menos de 3 anos se viradas para trás (com airbag frontal desativado).

Devido ao fato deste veículo não possuir assentos traseiros, a cadeirinha da criança pode ser colocada no assento da frente.  No entanto, deve ter-se em conta que, se o veículo tiver um airbag frontal, só é possível utilizar sistemas de retenção virados para trás se o airbag tiver sido desativado.

O airbag do passageiro ativado é especialmente perigoso para os mais pequenos, especialmente para aqueles que viajam virados para trás.  A principal função do airbag é proteger o passageiro para que ele não bata no pára-brisa ou no painel do carro. Mas sai a uma velocidade de 200 km/h e pode ser perigoso quando o passageiro que viaja neste banco é uma criança. Tenha em mente que não é possível desativar o airbag em todos os veículos.  Se você não puder, recomenda-se não viajar com a criança na frente. 

Atualmente em Portugal, existem apenas três razões pelas quais uma criança pode viajar no assento do passageiro com o sistema de retenção infantil correspondente, de acordo com a legislação. 

Neste sentido, a Lei 72/2013 de 3 de setembro, que entrou em vigor no dia 1 de janeiro de 2014, indica que as crianças com altura inferior ou igual a 135 cm deverão viajar nos assentos traseiros, utilizando um sistema de retenção homologado e adaptado a sua altura e peso.

Este regulamento inclui apenas três exceções para que as crianças possam ir no assento da frente:

  • Em veículos que não disponham de assentos traseiros.
  • Em assentos que não possuam cintos de segurança.
  • Crianças com menos de 3 anos se viradas para trás (com airbag frontal desativado).

Para isso, devemos acrescentar a importância de desativar o airbag do passageiro. Realmente, os sistemas de retenção virados para trás apenas podem ser utilizados neste banco se o airbag tiver sido desativado.

De qualquer maneira, importa não esquecer que a opção mais segura para a criança é viajar nos assentos traseiros. Segundo a Direção Geral de Trânsito de Espanha e referindo-se a um estudo realizado nos EUA com 5.751 crianças menores de 15 anos que sofreram um grave acidente de trânsito, o fato de estarem sentadas no assento traseiro teve um efeito protetor, o que é relevante em termos de ferimentos graves ou morte.

Igualmente, o estudo “Rear seat safer: seating position, restraint use and injuries in children in traffic crashes in Victoria, Austrália” conclui que o risco de morte em crianças menores de 4 anos que viajavam em carros envolvidos em acidentes de trânsito era duas vezes maior se estavam sentados no assento dianteiro e 4 vezes maior se eram crianças menores de 1 ano.

Ás vezes não é suficiente que a criança viaje corretamente no sistema de retenção infantil correspondente, o que é fundamental em qualquer caso.  A segurança da criança pode ser comprometida com o transporte de objetos soltos dentro da cabine.

Qualquer objeto solto dentro do veículo pode sair projetado em direção a qualquer um dos ocupantes tendo seu peso aumentando em até quarenta vezes a somente 50 km/h. Assim sendo um Tablet de 560 gr, pode chegar aos 23 kg em uma travagem a 50 km/h e a 75 kg se a travagem for a 90 km/h, o que equivaleria a um São Bernardo chocando-se diretamente contra algum dos ocupantes. Portanto, pode-se dizer que um Tablet pode se tornar um perigo real na viagem.  

Tenha em mente que isso acontece não apenas com tablets, mas também com brinquedos, videogames ou telefones celulares. Por mais leves que pareçam, seu peso aumentará consideravelmente  em caso de um acidente. 

Finalmente, deve-se notar que esses objetos devem estar presos, mas de maneira apropriada.  A parte de trás do encosto de cabeça ou da frente do encosto de cabeça (no caso de crianças viradas para trás) não é o local mais apropriado, pois a cabeça da criança pode bater diretamente contra eles se por algum motivo a cadeirinha não estiver bem presa ou não reage como deveria. 

As crianças devem viajar de forma segura desde o primeiro momento, ou seja, desde a saída do hospital e desde a primeira vez que entrarem num veículo. Para isso, existem sistemas de retenção infantil específicos para o peso e a altura dos recém-nascidos. São os conhecidos como ‘ovinhos’ ou porta-bebês, cadeirinhas de 0 a 13 kg de peso (Grupo 0+) ou de 40 a 75 cm (i-Size). Não é recomendado usar os alcofas para transportar os menores no carro, pois oferecem menos proteção.  

Ao escolher o sistema de retenção mais adequado para o bebê, é necessário levar em conta, é claro, que a cadeirinha seja específica para eles. Em seguida, você tem que escolher o SRI, dependendo do sistema de fixação que temos, ou seja, se a cadeirinha vai fixa com ancoragem ISOFIX ou com cinto de segurança de três pontos.

Evidentemente, o sistema de retenção infantil deve ser homologado. Atualmente estão em vigor os regulamentos  ECE R44/04 e a R-129 (i-Size). Isso indica que o modelo da cadeirinha foi submetido a certos testes de segurança antes de ser colocado à venda.

Também é muito importante que o SRI seja virado para trás.  Lembramos que de acordo com o último regulamento de homologação R-129, as crianças devem ir viaradas para trás obrigatoriamente até pelo menos 15 meses. Na Fundación MAPFRE, recomendamos que você continue levando as crianças nas cadeirinhas viradas para trás o maior tempo possível, como pelo menos até os 4 anos de idade.

Além disso, a cadeirinha deve poder ser ajustável em relação à sua inclinação. O bebê não deve viajar muito erguido. Recomenda-se uma posição intermédia entre horizontal e vertical (45º). Além disso, as cadeirinhas específicas para bebês têm uma almofada redutora para melhor apoio do recém-nascido.

Também é importante notar que a cadeirinha deve ser colocada nos assentos traseiros, exceto por três exceções: que o veículo não tenha assentos traseiros, os assentos traseiros não possuam cintos de segurança e a criança não tenha menos de 3 anos e seja transportada virada para trás. Se a cadeirinha for colocada virada para trás no banco do passageiro, desative sempre o airbag. 

Na Fundación MAPFRE recomendamos colocar a cadeirinha no assento central traseiro,  porque é a mais afastada das portas. No entanto, se a cadeirinha tiver ISOFIX e as ancoragens estiverem apenas nos assentos laterais, é aconselhável colocar o sistema de retenção infantil no assento atrás do passageiros para ter melhor acesso e visibilidade da criança. O sistema ISOFIX evita cometer erros na sua instalação.

Conforme a criança cresce, você deve trocar de cadeirinha: Encontre sua cadeirinha.

Hoje, a maioria dos sistemas de retenção infantil são instalados com cinto de três pontos  ou com sistema ISOFIX devido ao maior suporte e proteção que oferecem. Em qualquer caso, as especificações de cada cadeirinha que o fabricante fornece devem ser seguidas para ver se essa opção está disponível.

No caso dos assentos elevatórios, pode parecer que o cinto de dois pontos segura adequadamente o SRI. No entanto, devemos ter em mente que é um simples assento elevatório, cuja função principal é justamente que o cinto de segurança de três pontos seja ajustado corretamente. 

A opção mais segura para as crianças é ir com um sistema de retenção infantil aprovado e de acordo com seu peso e altura. Se já podem usar um assento elevatório com encosto, é recomendado, um assento elevatório com encosto em qualquer caso, que esteja preso com um cinto de segurança de três pontos, que oferecerá maior proteção. 

O cinto de três pontos impede que a parte superior da criança bata na frente do veículo, como o banco do passageiro. Além disso, oferece maior suporte evitando lesões em toda a área superior. 

Os assentos elevatórios sem encosto não são proibidos, pelo que podem ainda ser utilizados e, se desejado, podem ser colocados três assentos elevatórios nos bancos traseiros desde que se ajustem correctamente e possam ser fixados de forma segura. 

No entanto, é verdade que eles oferecem menos proteção do que os assentos elevatórios com encosto, pois reduzem o risco de dano na cabeça em caso de impacto. Também oferecem maior proteção lateral em geral, já que durante o impacto a criança permanece dentro do assento do carro o tempo todo e o contato direto da criança é evitado contra o lado do veículo e, além disso, costumam incorporar guias para que o cinto de segurança está na posição certa, por isso é menos comum confundir e o cinto fica bem preso, oferecendo maior segurança. 

De fato, as últimas mudanças produzidas em termos de homologação defendem assentos elevatórios com encosto. Assim, não é permitida a homologação de um assento elevatório sem encosto para o Grupo 2 (15 a 25 kg) e somente é permitida a homologação do assento sem encosto para o Grupo 3 (22 a 36 kg). Por esta razão, recomenda-se que crianças de até 125 cm usem assentos elevatórios com encosto , embora  através da Fundación MAPFRE, recomendamos seu uso até que a criança tenha 150 cm e o cinto se encaixe corretamente (atualmente o uso de cadeirinhas é obrigatório até 135 cm). Também é possível homologar os assentos elevatórios sem encosto sob a R-129. 

Neste infográfico todas as mudanças produzidas a este respeito são coletadas.

Um sistema de retenção infantil não pode ser utilizada indefinidamente. Devemos levar em conta que, com o passar dos anos e a utilização que lhe é dada, os materiais se deterioram e, portanto, não cumpre sua função de forma adequada. 

O calor do verão, o frio do inverno, a forma de usar, o próprio passar dos anos, a utilização, travagens, acelerações… Tudo afeta o estado e as condições e dos sistemas de retenção infantil especialmente determinados materiais.

A maior parte dos fabricantes recomendam trocar de cadeirinha a partir de 6 anos desde sua compra ou com mais de 10 anos de fabricação, ainda assim pode ser que seja necessária a troca antes deste tempo, se for observado que alguns dos elementos se deterioraram ou se sofreram algum acidente de trânsito. 

Devemos levar em conta que a cadeirinha pode ter danos em sua estrutura interna, invisíveis a olho nú, e que podem não garantir a segurança da criança. Por isso, devemos trocá-la ao observar o menor sinal de deterioração externa como cintos de segurança desgastados, fivelas ou linguetas oxidadas… Uma fivela ou lingüeta deteriorada ou um cinto desgastado pode chegar a abrir ou romper durante um acidente. Também há que, no mínimo, consultar o fabricante em caso de ter sofrido uma colisão, e mudar de imediato em caso de observar rachaduras ou qualquer tipo de malformação.

Neste ponto devemos diferenciar claramente a data de compra e a data de aquisição. A data de compra é possível visualizar no mencionado ticket ou fatura da compra. Pelo contrário, a data de fabricação encontra-se na etiqueta do SRI que vem colada à sua estrutura. (R44-04 e R-129).

Também podemos nos guiar pelo regulamento de homologação. Atualmente estão vigentes a R44-04 e a R-129. Se a cadeirinha estiver homologada por uma norma anterior, seguramente será muito velha para continuar sendo usada.

Tudo vai depender do estado da cadeirinha, da forma de uso da mesma e o tempo de fabricação. Se tiver mais de 6 anos, o recomendável é desfazer-se dela. Isto mesmo ocorre se estiver em mau estado, se tiver defeitos ou se já esteve envolvida em um acidente de trânsito.

Se o caso não for esse e a cadeirinha se encontrar em bom estado, poderá ser reutilizada. Neste caso, o mais recomendável é que o próprio fabricante da cadeirinha a revise. 

É importante que a cadeirinha seja revisada, já que poderá contar com danos internos não visíveis a olho nú e que podem afetar o bom estado de funcionamento do SRI. Há que ter em mente que o próprio passar do tempo afeta os componentes e que pode ocorrer o mesmo se a mesma tiver muito uso ou um uso inadequado. Igualmente devemos nos atentar se a cadeirinha já esteve envolvida em um acidente de trânsito ou em uma frenagem muito brusca.

Temos que passar a usar um sistema de retenção infantil ou cadeirinha para carro para crianças de maior tamanho quando a que estamos usando ficar pequena, seja por peso (R44-04) ou altura (R-129).

Passar a usar assentos elevatórios costuma ocorrer  a partir dos quatro anos de idade, isto é, crianças de 15 a 36 kg ou mais de 100 cm de altura. Costuma-se utilizar até os 135 cm (limite obrigatório para o uso das cadeirinhas em Portugal) ou 150 cm (altura recomendada pela Fundación MAPFRE). 

Em todo caso, o aconselhável é optar por assentos elevatórios com encosto, especialmente para o Grupo II (de 15 a 25 kg). De fato, as últimas mudanças de homologação que ocorreram a este respeito, obrigam o uso de assentos elevatórios com encosto em todos SRI do R-129 e para o Grupo II do R44, especialmente até os 1,25 cm. 

Este tipo de sistema utiliza o cinto de segurança para fixar a criança. O assento, neste caso, “eleva” o menino ou menina de maneira que o cinto de segurança ajusta-se corretamente ao seu corpo.

Tudo vai depender do tipo de animal de estimação e da forma na qual viaja ambos. Em primeiro lugar, devemos enfatizar a importância de que as crianças com estatura inferior ou igual a 135 cm viajem com um sistema de retenção infantil homologado e adaptado a sua altura e peso. Claro, devem ir nos assentos traseiros, a cadeirinha deve ser bem instalada e a criança bem fixada. 

Continuando, se o animal de estimação for de tamanho médio ou pequeno , poderá ir no assento traseiro junto com a criança, mas sempre bem fixado. No caso dos cães, poderão ir com um cinto de segurança homologado preso ao arnês ou com uma gaiola de transporte. É importante que esta gaiola de transporte vá também bem presa. O ideal é ficar no chão, bem encaixada atrás dos assentos dianteiros. Não se recomenda prende-lo com o cinto de segurança já que não costuma oferecer uma boa fixação a estes tipos de sistemas. Devemos considerar que se o animal de estimação não for bem fixado poderá sair projetado em caso de acidente ou frenagem brusca, podendo impactar-se contra qualquer um dos passageiros e também ocasionando-lhes graves lesões.

No caso de animais de estimação maiores, o ideal é que tenha uma separação com o habitáculo onde estão os passageiros através de grades e com uma gaiola de transporte bem fixada. 

Aqui oferecemos mais informação sobre como devem ir os animais de estimação no carro.

De acordo com a Lei 13/2006, nos veículos com mais de nove lugares (incluindo o motorista) utilizados no Transporte Coletivo de Crianças, os passageiros têm a obrigação de usar o cinto de segurança e outros sistemas de retenção infantil homologados. Assim, as crianças deverão utilizar sistemas de retenção infantil homologados devidamente adaptados a sua altura e peso. 

Nos veículos pesados de passageiros (autocarros) não afetos ao Transporte Coletivo de Crianças quando o veículo não dispuser destes sistemas, as crianças, deverão utilizar o cinto de segurança, sempre que exista.

O ideal seria que o veículo possuísse cintos de três pontos (coisa que não é habitual) para podermos utilizar nossa cadeirinha para carro. 

O mais indicado é verificar se a cadeirinha que queremos colocar no assento do autocarro pode ser fixa com o cinto de segurança e, além disso, entrar em contato com a transportadora para nos assegurarmos se nosso SRI é compatível com o assento do autocarro. Se pudermos escolher, viajaremos com as empresas que dispõem de cadeirinhas infantis para as crianças mais pequenas.

Em primeiro lugar, devemos considerar que ambos meios de transporte são seguros e claro, tudo vai depender das condições que são feitas estas viagens e da segurança oferecida por cada veículo em particular. 

Por um lado, deve ser evidenciado que o ônibus é um dos meios de transporte mais seguros. De fato, estatisticamente é mais seguro que um carro particular. No entanto, para que um ônibus escolar seja idôneo o mesmo deve cumprir com uma série de características específicas, destacando especialmente que conte com cintos de segurança e que, claro, que possa ser instalado sistemas de retenção infantil. Neste infográfico encontramos conselhos para um transporte escolar seguro. Claro, estes trajetos devem ser realizado sempre com a supervisão de um acompanhante qualificado que zele pela segurança das crianças, que dê assistência para as crianças com deficiência e que seja capaz de organizar as crianças em seus assentos, assegurar suas mochilas e pertences, e auxiliar na subida e descida do ônibus com toda segurança.

Relativo ao carro particular, trata-se de um ambiente bem mais controlado pelos pais. A segurança das crianças depende de nós mesmos e somos os encarregados de fazerem cumprir as regras. Uma de suas principais vantagens é a possibilidade da criança ir com seu sistema de retenção infantil homologado conforme a sua altura e/ou peso. O mesmo deve ser bem instalado e fixado de forma correta, sempre dedicando o tempo necessário para esta tarefa. 

A decisão deve ser tomada em função dos critérios mencionados anteriormente e não deveria ter uma diferença discrepante entre ambos. Todo vai depender se seguem os critérios de segurança estabelecidos. 

Entre os 9 e os 12 anos, e dependendo do caso em particular, as crianças têm a autonomia e capacidade suficiente para andarem sozinhos pela rua, sempre que tenham recebido uma educação viária adequada, e saibam reconhecer os perigos e as melhores opções para fazer a rota. No caso de ir ao colégio, tudo dependerá da distância da casa até o mesmo, se existe boa combinação de transporte público e muitos outros fatores.

É uma decisão difícil e pessoal, além de ser responsabilidade dos pais. O fundamental é que, se vemos que a criança está preparada, confiemos nele tomando umas precauções prévias.  Esta confiança é importante para reforçar sua autonomia, tal e como sucede com tarefas quotidianas como ir ao banheiro, se vestir, arrumar o quarto ou se servir no café da manhã. 

A idade é importante, mas sobretudo dependerá da maturidade da criança e de como anda na rua. Além disso, é melhor que mostre vontade de ir sozinho e que não seja uma imposição. É importante indicar para a criança o caminho mais seguro por qual transitar, que não necessariamente seja o mais rápido, e lhe ensinar a vantagem das faixas de pedestres quanto a sua segurança.

A melhor forma de dar-lhe autonomia e ao mesmo tempo acompanhar ao colégio é deixar que sigam experimentando o que é caminhar sem ir segurando a mão, por exemplo, deixando que andem com seus amigos uns passos mais para frente enquanto nós vamos acompanhando, vigiando, mas deixando espaço. Assim aumentará sua confiança e será mais consciente do trajeto. Sempre que seja possível, nossa recomendação para eles será que andem em grupo, com seus amigos.

Uma recomendação final ao respeito dos desconhecidos: não devem fazer caso, nem confiar em desconhecidos, por mais amáveis e simpáticos que se mostrem. Devemos fazer-lhes entender, sem amedronta-los, que existem pessoas adultas que tratam de enganar as crianças através das boas palavras, presentes, desculpas do estilo que conhecem seus papais e têm um recado… Têm de aprender a dizer não, a se afastar rapidamente e, se é necessário sair correndo e pedir ajuda.

O cinto de dois pontos é o mais utilizado na maior parte dos ônibus. Trata-se de um cinto adequado tanto para crianças como para adultos, já que é fixado por baixo da cintura, sobre a pélvis, por esse motivo a altura não é um fator determinante. No entanto, não é especialmente seguro quando falamos de crianças menores de 6 anos e protege muito menos que um de três pontos.

A opção mais segura seria que os ônibus contasse com cintos de três pontos. Neste caso, as crianças deveriam usar o sistema de retenção infantil já que este tipo de cinto foi projetados para os adultos e a parte superior não encaixa bem com a altura da criança. Por isso que as crianças precisam de um assento elevatório, se possível com encosto, para que o cinto não provoque lesões e fique bem ajustado. A faixa diagonal pode pressionar o pescoço.

A legislação portuguesa prevê que no âmbito da Lei 13/2006 aplicável ao Transporte Coletivo de Crianças os sistemas de retenção infantil sejam usados mas os veículos utilizados neste tipo de transporte podem possuir tanto cintos de 2 pontos como de 3 pontos o que dificulta em alguns casos a colocação dos SRI.

Aconselhamos os artigos:

Volante, assentos, cambio… Quando estacionamos o carro na rua nos meses de verão todos os elementos do automóvel adquirem altas temperaturas chegando inclusive a queimar. Isto ocorre com o sistema de retenção infantil quando deixamos instalado no carro. 

Prestar atenção se a cadeirinha para carro recebe os raios de sol diretamente, suas diferentes partes podem atingir temperaturas perigosas até o ponto de provocar queimaduras na pele exposta das crianças no verão. Por exemplo, o encosto de cabeças pode atingir temperaturas superiores a 60 graus, enquanto o próprio assento superará com facilidade os 50 graus. Por outro lado, as fivelas metálicas dos arneses podem absorver o calor com muito mais rapidez, por isso é importantíssimo verificar a temperatura em que se encontram antes de sentar as crianças.

Um dos principais conselhos a seguir para evitar que a cadeirinha fique queimada pelo sol é estacionar o veículo em um estacionamento subterrâneo ou coberto, parque ou área com sombra. Devemos tentar fazer com que o carro não receba diretamente os raios do sol. Se formos estacionar na rua, podemos instalar quebra-sol, tanto laterais (nas janelas) como no para-brisas para evitar que entre o menor calor possível. Além disso, aconselha-se abrir o carro uns minutos antes de entrarmos e ligar o ar condicionado ou climatizador para adaptar a temperatura do interior do carro.

Também recomenda-se a utilização de capas específicas de verão e inclusive cobrir a cadeirinha enquanto o carro estiver estacionado. Atualmente há no mercado capas especialmente fabricadas para cobrir as cadeirinhas de carro (capas contra o sol e capa anti-uva). 

O mais recomendável é que as crianças utilizem uma roupa cômoda e transpirável quando viajarem em um sistema de retenção infantil e que não sejam colocadas somente com o maiô. É muito ruim ir excessivamente abrigado, como ir sem roupa, já que a criança pode ficar vermelhidão na pele por causa da cadeirinha, especialmente se o sistema de retenção infantil tiver que atuar. 

Devemos considerar que em caso de acidente ou frenagem brusca, o único contato entre o cinto ou o arnês com a criança seria com a própria pele da criança, o que poderia provocar queimaduras. Isto acontece no caso dos adultos quando usam o cinto de segurança e não colocam nenhum tipo de shorts. 

Neste sentido, também não pode ser colocado a criança na cadeirinha se estiver molhada. Já que além de deteriorar o sistema de retenção infantil, pode alterar o funcionamento da cadeirinha. O recomendável é esperar que a criança esteja seca e colocar uma roupa adequada antes de coloca-la no SRI. 

Além disso, aconselha-se limpar a cadeirinha após as viagens para a praia para evitar que tenha areia, umidade ou outros elementos que possam afetar de uma, ou outra forma à segurança e funcionamento do SRI. 

A tendência é a utilização dos assentos elevatórios com encosto, tal e como pode ser visto nas últimas mudanças em matéria de homologação. 

Neste sentido, há que ter em mente que um assento elevatório com encosto reduz seis vezes o risco de dano na cabeça em caso de um impacto lateral se comparado com um assento sem encosto. Além disso, oferecem uma maior proteção lateral, já que durante o impacto a criança permanece dentro da cadeirinha em todo o momento e evita-se o contato direto da criança com a lateral do veículo. 

Também devemos levar em conta se a guia para que o cinto de segurança está na posição adequada,  pois, assim há menos possibilidades de cometer erros. 

Recomendamos este infográfico sobre assentos elevatórios e as mudanças na homologação.

Sempre que for viajar em um veículo, as crianças devem ir corretamente protegidas. Neste caso, não deve ter diferença entre ir em um carro próprio ou em um carro aluguer. No entanto, em muitos casos pode ser complicado mudar o sistema de retenção infantil de um lugar para outro. 

Conscientes disso, muitas empresas de aluguel oferecem sistemas de retenção infantil juntamente com o aluguel de seus carros. Se for optar por esta opção, terá que considerar uma série de fatores:

-Que a cadeirinha que for utilizar corresponda com o peso e/ou altura da criança.

-Que efetivamente a cadeirinha possa ser instalada adequadamente no carro que for aluguer. Por exemplo, se o SRI que vamos utilizar conta com ISOFIX, o carro deve dispor destas ancoragens.  

-Que nos ajudem a instalar à cadeirinha e nos disponibilizem um manual de instalação para resolver possíveis dúvidas.

-Claro, o SRI deve estar limpo e com todos seus acessórios e partes.

-A cadeirinha não deve ser muito antiga. Devemos considerar que os fabricantes indicam que os SRI costumam ser inutilizados aos 6 anos de uso, já que a cadeirinha se deteriora com o passar do tempo e uso.

-É importantíssimo verificar que efetivamente a cadeirinha está em bom estado e que não esteve envolvida em nenhum acidente de trânsito. Devemos considerar que muitos destes danos podem ser internos e que não serão vistos a olho nu. É importante mostrar esta preocupação na hora de aluguer o carro. 

Em nosso artigo ‘Que segurança as empresas de aluguel de carros na Espanha oferecem para as crianças?’ abordamos como muitas destas marcas têm um estrito controle de qualidade a respeito e revisam todas e cada uma das cadeirinhas. 

Não, os sistemas de retenção infantil com isofix só podem ser colocados naqueles carros que dispõem das ancoragens. Para isso, deve ser comprovado previamente no manual do veículo se o mesmo dispõe das ancoragens ou verificado diretamente se conta com eles nos assentos traseiros. Geralmente, costuma ser indicado com um logo ou com o nome ‘isofix’. 
Igualmente, os próprios fabricantes das cadeirinhas costumam oferecer uma listagem dos carros onde sua cadeirinha pode ser instalada. 
Atualmente existem no mercado cadeirinhas que permitem ambas opções e que podem ser instaladas com isofix (adquirindo previamente a base) ou com o cinto de segurança. Em todo caso, é o próprio fabricante da cadeirinha que deve determinar se o SRI permite esta opção em seu manual. 

A verdade é que vai depender do tipo do autocarro. Os autocarros que fazem parte do transporte público e transportam passageiros pela cidade não estão obrigados a dispor de cintos de segurança nos seus assentos, o resto dos autocarros que transportam passageiros estão. Certamente, aqueles que foram matriculados desde 2007. Se for mais antigo, pode acontecer de não dispor deles.  

De acordo com a Comissão Europeia foram aprovadas três Diretrizes que são obrigatórias na instalação dos cintos de segurança em todos os veículos. Estas diretrizes foram transpostas ao ordenamento da regra espanhola. Por este motivo, desde 2007 é obrigatório que todos os autocarros que forem se matricular utilizem este sistema de segurança (Real Decreto 445/2006). 

Neste sentido, não só devem dispor de cintos. Os passageiros também são obrigados a utilizarem, tal e como mostrado no Real Decreto 965/2006, o motorista e os passageiros (acompanhante e crianças maiores de três anos) devem usar de maneira ajustada o cinto durante todo o trajeto.  No entanto, um recente estudo realizado pela Fundación MAPFRE  mostra que só 2 em cada 10 passageiros utilizam de forma ajustada.

O artigo 117 do mencionado Real Decreto indica que foram utilizados os cintos de segurança ou outros sistemas de retenção homologados, corretamente ajustados, tanto na circulação por vias urbanas como interurbanas, tanto o motorista como os passageiros com mais de três anos de idade nos assentos equipados com cintos de segurança ou outros sistemas de retenção homologados nos veículos destinados ao transporte de pessoas com mais de nove lugares, incluído o motorista.

Recomendamos:

-Se for viajar em um autocarro, isto é o que poderá ser feito para que sua criança viaje mais segura

-INFOGRÁFICO: Conselhos para um transporte escolar seguro em autocarro

-Os autocarros foram projetados para as crianças?

Há que ter em mente que os sistemas de retenção infantil têm validade. Os fabricantes de cadeirinhas não recomendam utilizar SRI com mais de 6 anos da sua fabricação. Além disso, há que ter em mente os possíveis danos que possa ter sofrido a cadeirinha durante todo o seu uso.

Com o passar dos anos e o uso quotidiano da cadeirinha, os elementos do SRI também sofrem uma deterioração. A cadeirinha vai se deteriorando com o passar do tempo e, portanto, vai perdendo eficácia. Por este motivo, ainda que se mude o tecido da cadeirinha, os principais elementos de segurança do SRI ficam afetados e, portanto, não protegerá de forma adequada em caso de ser necessário.

Aqui oferecemos algumas precauções que devem ser tomadas quando for usar um assento infantil de segunda mão.

Para instalar um sistema de retenção infantil adequadamente deve ser seguido em todo momento as indicações oferecidas pelo fabricante. Recordamos que a sua correta instalação e fixação, oferece uma melhor segurança para a criança.

No caso das cadeirinhas que são fixas com o cinto de segurança, o mesmo deverá ser passado por todos e em cada um dos pontos e ranhuras indicados no manual de instalação. O cinto deve estar tencionado e não deve ter dobras e nem folgas. 

Se o SRI for com sistema ISOFIX, há menos risco de cometer falhas em sua instalação. Em todo caso, também há que seguir as indicações do fabricante. Há que prestar especial atenção na instalação da base ISOFIX, o pé de apoio ou o top tether, dependendo de cada caso. Na maioria das situações, pode ser verificado se foi realizada a instalação corretamente porque costuma contar com sinais de informação que ficam verdes quando o SRI está bem ancorado. Recomendamos este infográfico sobre o sistema ISOFIX.

-Veja com este infográfico se a cadeirinha infantil está bem instalada.

Quando se sofre um acidente de trânsito devem ser revisado os cintos e os sistemas de retenção infantil, entre outros pontos importantes do veículo como por exemplo os airbags. É importante revisar todos os sistemas atuaram durante o acidente, já que podem estar danificados e terem perdido sua função principal. Entre eles se encontram as ancoragens isofix, especialmente se estavam a fixar um sistema de retenção infantil no momento do acidente.  

E que ainda que não pareça, tanto a cadeirinha como suas ancoragens podem ter sofrido danos não visíveis. Ainda que estas ancoragens estejam preparadas para atuarem nessas situações extremas e suportar um elevado peso, devemos ter em mente que um objeto tem seu peso exponencialmente aumentado de acordo com a velocidade e a desaceleração. Por exemplo, um menino de 12 kg a uma velocidade de 60 km/h pode pesar 672 kg no momento do impacto. 

As ancoragens isofix estão soldadas ao chassi e estão preparados para fixar à cadeirinha e a criança em caso de acidente. No entanto, devido a este esforço, é recomendável que se revisem após terem atuado. Desta forma, garantimos que voltem a estar completamente disponíveis e possam atuar novamente de forma correta em caso de ser necessário.

Os fabricantes recomendam revisar a cadeirinha se sofrerem um impacto superior a 10-20 km/h e o recomendável é revisar também estas ancoragens levando o veículo ao próprio fabricante. 

Efetivamente, o mais seguro é que as crianças andem em sistemas de retenção infantil homologados virados para trás o maior tempo possível e no mínimo até os 4 anos de idade. 

Atualmente há um elevado número de cadeirinhas que oferecem esta opção e que além disso foram projetadas para crianças de até os 25 kg. A listagem completa encontra-se em nosso artigo onde abordamos em que consiste o conhecido selo Plust Test e a importância de ser levado em conta:

-O que é o Plus Test?

Se um sistema de retenção infantil (SRI) tem o selo Plus Test significa que superou com sucesso os exigentes testes suecos. Os testes centram-se, sobretudo, em comprovar as forças que deve suportar o pescoço do ocupante (a criança) em um impacto frontal.

Os fabricantes submetem-se a estes testes de maneira voluntária, sendo assim não substitui o mas antes complementa os regulamentos europeus ECE R44/04 e ECE R129.

Recomendamos também o artigo:

-Por que utilizar uma cadeirinha virada para trás e até quando?

Neste caso estaríamos falando dos conhecidos ‘ovinho’, sistemas de retenção infantil que também podem ser colocado, na maioria dos casos, no carrinho de passeio, diretamente ou mediante a adaptadores. 

Em primeiro lugar, há que ser levado em conta que os sistemas de retenção infantil foram especialmente projetados para serem utilizados no carro e proteger a criança no caso de ser necessário. Estes ‘ovinho’ podem ser colocados no carrinho de passeio mas recomenda-se que não se faça por mais de uma hora e meia, já que a posição não é a mais adequada para a criança, especialmente se for bebé. 

Neste sentido, recordamos que uma das recomendações principais aos pais quando forem levar os seus bebés nos ‘ovinhos’ é que tirem a criança a cada hora meia ou duas horas para que possam esticar o corpo. É que nesta posição aumenta o risco de apneia, baixa saturação de oxigénio arritmias. Colocar uma boa inclinação é um fator importante.

Recomendamos os artigos ‘É aconselhável que os bebés durmam na cadeirinha para carro?’ e ‘Meu bebé dorme, o que acontece com sua postura na cadeirinha?

É completamente desaconselhável a utilização de dispositivos que não estejam homologados e sejam recomendados pelo fabricante. 

Há que ser levado em conta que o sistema de retenção infantil é efetivo tal e como projetado pelo fabricante e que tenha sido homologado segundo uma série de características. Qualquer alteração pode acarretar no mau funcionamento da cadeirinha. Além disso, devemos saber diferenciar o que é fixar e proteger. Não é seguro que a cabeça esteja completamente erguida e fixa, já que evita o movimento natural do pescoço e cabeça para frente em caso de frenagem ou impacto. Devemos acrescentar a isso as possibilidades de que este dispositivo possa ficar na altura do pescoço ocasionando graves lesões e danos a criança, podendo ser inclusive mortal.  

Neste sentido, para evitar que a cabeça e pescoço sofram danos, é importantíssimo colocar a cadeirinha adequadamente e fixar bem a criança. Deve ser colocado o descanso de cabeça a uma altura adequada e pôr o sistema de retenção infantil na inclinação aconselhada pelo fabricante. 

Recomenda-se que o encosto forme um ângulo com a linha vertical entre 30 e 45º. A cadeirinha do bebé não deve estar nem muito vertical nem muito inclinada. De facto, os recém nascidos ou bebés costumam viajar mais inclinados, enquanto à medida que crescem, podem ir ficando na posição mais vertical. Deve-se consultar o manual de instruções do assento infantil para viajar com a inclinação correta.

Também há que ter em mente que viajar com a criança virada para trás o maior tempo possível (se recomenda até os 4 anos) evita lesões na cabeça, pescoço e coluna, sendo assim uma das melhores formas de proteger estas regiões

Depende do tipo de cadeirinha. Aqui há que distinguir em função do regulamento de homologação da cadeirinha. Assim, os sistemas de retenção infantil homologados pela R44/04 se baseiam no peso enquanto os homologados pela R-129 (i-Size) são de acordo com a altura.

Também devemos levar em conta a legislação nacional na hora de determinar em que momento a criança pode deixar de utilizar uma cadeirinha e possa passar a usar o cinto de segurança. Em Portugal é com 135cm. No entanto, é recomendável continuar usando a cadeirinha até os 150 cm, até que o cinto se ajuste corretamente levando sempre em conta as características físicas da criança. Aqui recordamos você como deve ficar o cinto de segurança.

Pode-se dizer que a altura é a medida mais indicada para determinar como vai o desenvolvimento da criança e o tipo de cadeirinha que irá precisar segundo este crescimento. Analisando só o peso pode acontecer de mudar muito cedo para um SRI maior sem ser necessário. Desta forma, podemos cometer o erro de levar a criança em uma cadeirinha de carro não indicada para seu desenvolvimento, estrutura ou força muscular. 

Também não pode ser medido pela idade, já que há uma grande diferença entre umas crianças e outras da mesma idade. Cada criança cresce de uma maneira diferente. A diferença de estatura em crianças da mesma idade é ainda mais evidente em crianças de países diferentes.

Em todo caso, ambas medidas são atualmente válidas e tudo vai depender do tipo de homologação da cadeirinha. 

Definitivamente sim. É um dos fatores que devemos levar em conta na hora de escolher o sistema de retenção infantil mais adequado.  É que nem todas as cadeirinhas para carro podem ser instaladas em todos os automóveis, além disso não é em todos os carros que a cadeirinha fica bem instalada, seja pelo encosto, sua inclinação, a falta de ancoragens ISOFIX, se a cadeirinha conta com pé de apoio e o carro não têm a resistência suficiente no solo para suportar, se o SRI dispõe de Top Tether

Por este motivo, muitos fabricantes de sistemas de retenção infantil costumam oferecer uma listagem dos modelos de carros compatíveis. Isto ocorre especialmente com as cadeirinhas i-Size, já que são de maior tamanho e requerem assentos maiores e ancoragens isofix, entre outros aspetos.  

Tudo vai depender do tipo de sistema de retenção infantil.  Atualmente há algumas cadeirinhas que permitem ambos sentidos. O fabricante pode indicar que a criança deve ir virada para trás até certa altura e peso e que, posteriormente, poderá colocar o SRI virado para frente mas, como temos indicado, tudo vai depender do tipo da cadeirinha. Para saber com certeza aconselha-se consultar o manual do fabricante. 
Em todo o caso, o mais recomendável é acostumar a criança ir virada para trás já que é a posição mais segura. Devemos ter em mente que estes tipos cadeirinhas viradas para trás garantem uma maior proteção da cabeça,  pescoço e coluna, precisamente umas das partes mais vulneráveis, especialmente quando falamos de crianças. Podem evitar em 80% as lesões graves em caso de acidente. 
Convém insistir e fazer que a criança compreenda que é a posição mais segura. As crianças vão viradas para trás desde muito pequenas e agora com o R-129 devem ir até os 15 meses se usarem uma cadeirinha que tenha sido homologada por este regulamento, por este motivo acostuma-la nesta posição não deveria ser um problema. 
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O assento mais seguro é o central, já que encontra-se mais afastado das portas, por consequência oferece uma proteção extra em caso de uma colisão lateral. Além disso, oferece um melhor acesso para o condutor ou passageiro e não há assentos para atrapalhar. 

No entanto, diante da possibilidade de colocar incorretamente a cadeirinha neste assento, já que não costuma contar com ancoragem ISOFIX, o mais recomendável é coloca-la em um dos assentos que disponha deste sistema de ancoragem. Desta forma, evitam-se possíveis erros em sua instalação. Entre os assentos laterais, aconselha-se o assento que está por trás do passageiro, já que oferece uma maior visibilidade e melhor acesso para o condutor. 

Também se deve optar por um dos assentos laterais se o assento central traseiro dispor unicamente de cinto de dois pontos e se for usado um assento ou assento elevatório; este deve se situar em um dos assentos laterais com cintos de três pontos.

Não é que seja completamente proibido fazer uso de um sistema de retenção infantil usado. No entanto, é verdade que há que ter em mente uma série de precauções:

  • O SRI não deve ter sofrido nenhum acidente de trânsito. Sendo assim, deve ter sido revisado profundamente, já que pode contar com danos internos impercetíveis a olho nu.  Neste caso, recomendamos não fazer uso da cadeirinha usada.
  • Deve contar com as etiquetas correspondentes, bem como com o manual do fabricante para não cometer erros em sua instalação e comprovar que efetivamente a cadeirinha está homologada. 
  • Claro, o SRI deve dispor de todas suas partes e em perfeito estado. Não pode faltar nenhum elemento, já que todos possuem sua própria função e, claro, não devem apresentar nenhuma deterioração.
  • Como temos comentado, a cadeirinha deve estar homologada por um dos regulamentos vigentes: R44/04 o R-129. 
  • Deve-se comprovar que a cadeirinha não foi retirada do mercado por algum problema relacionado a revisão ou defeitos. 
  • Claro, há que verificar que efetivamente a cadeirinha pode ser utilizada em nosso carro e que cumpre com as características de altura e peso da criança. Lembre-se que não devemos utilizar qualquer cadeirinha e que a criança requer de um SRI específico de acordo com seu crescimento. 
  • Também não recomenda-se utilizar um SRI com mais de 6 anos. Muitos fabricantes de cadeirinhas consideram que a partir desse tempo de fabricação a cadeirinha sofre um envelhecimento e que muitos de seus elementos podem ficar frágeis ou quebradiços e, portanto, não oferecem a adequada proteção a nossos filhos. 

Efetivamente, um sistema de retenção infantil virado para trás também é seguro no caso de sofrer um impacto traseiro. 

Por um lado, devemos ter em mente que as cadeirinhas que contam com a homologação ECE R44/04 ou R-129 superaram o teste de choque traseiro.  No caso da R-129 também um crash-test lateral. Ambos os regulamentos de homologação estão vigentes atualmente. Por isso, toda cadeirinha que atualmente esteja homologada há superado este requisito mínimo de segurança. 

Sabemos que as cadeirinhas viradas para trás são especialmente seguras nos impactos frontais. No entanto, também são no resto das colisões. Neste sentido, há que ter em mente as diferenças que há entre sofrer um choque frontal e um traseiro. 

No caso dos choques traseiros, é importante ter em mente que ambos veículos circulam na mesma direção, algo que não ocorre nos impactos frontais. Neste caso, o veículo golpeado avança reduzindo ao mesmo tempo a força de impacto. Por este motivo, os choques são muito menos agressivos. 

Além disso, em muitos casos, o veículo pode estar parado. Aqui devemos valorizar a resistência e a deformação do próprio automóvel. Igualmente, o carro pode deslocar-se para frente, o  que faz com que a força vá no mesmo sentido da aceleração do carro. 

Há que ter em mente que um SRI virado para trás, a cabeça, precisamente a zona mais vulnerável, está posicionada no centro do veículo, longe do ponto de impacto. Efetivamente, no momento do golpe, a cabeça (com seu peso normal) tende a mover-se, mas a força é diminuída a medida que o carro avança. Por isso, o movimento que sofre a cabeça da criança é menor que nos impactos frontais se a criança for virada para frente.  

Também há que ter em mente que, em muitos casos, um impacto traseiro costuma vir acompanhado posteriormente de um impacto frontal contra outro veículo, vala ou árvore. Em ambos casos, a criança estaria mais protegida com um SRI virado para trás. 

Não, antes de colocar a criança na cadeirinha para carro devemos tirar o casaco já que, caso contrário, estamos a oferecer uma falsa fixação a mesma. Devemos ter em mente que o cinto de segurança deve ficar corretamente ajustado.  De facto, entre o cinto e o corpo da criança só devem poder entrar dois dedos.  

Se a criança está sentada na cadeirinha com o casaco colocado, ainda que façamos este mesmo exercício, a fixação não é a mesma. O corpo da criança pode deslizar dentro do casaco e, além disso, o volume deste casaco faz com que o cinto de segurança fique demasiadamente folgado e que erroneamente se pense que o cinto está bem preso. 

Não, não se pode instalar um sistema de retenção infantil com pé de apoio em todos os carros. O solo do automóvel deve estar preparado para resistir a pressão que pode chegar a exercer o pé de apoio sobre a reduzida superfície de contacto. Por este motivo, é fundamental consultar previamente se a cadeirinha e o carro são compatíveis. 

O pé de apoio é um sistema anti-rotação que se utiliza em cadeirinhas dos Grupo 0+ e I, tanto viradas para trás como para frente. Trata-se de um pé metálico de altura ajustável que sai da zona anterior da base da cadeirinha e mantém fixa sua distância ao solo, evitando que possa se balançar para frente. O solo deve ser o suficientemente forte para suportar o pé de apoio e o peso. 

Os fabricantes de sistemas de retenção infantil oferecem uma listagem de modelos de carros nos quais este sistema é compatível e pode ser utilizado com total segurança. 

Nem todos os veículos contam com as ancoragens ISOFIX. Em carácter geral, os veículos novos de vendidos atualmente devem contar com ao menos dois assentos equipados com duas ancoragens inferiores ISOFIX e uma ancoragem superior ISOFIX. Costumam estar nos assentos traseiros e normalmente nos dois laterais.  No entanto, se o automóvel tem mais de 10 anos pode ser que não conte com este dispositivo.  Em todo o caso, convém certificar-se consultando o manual do fabricante. 

As ancoragens ISOFIX vão incorporada diretamente no chassis do veículo, isto é, são acessórios que saem direto da fábrica, portanto, não se trata de nenhum tipo de peça nem acessório que possa ser acrescentado posteriormente. Há que ter em mente que estas ancoragens devem reunir uma série de requisitos técnicos e que tudo foi avaliado, até sua colocação.  Além disso, deve estar devidamente homologada. 

Sabemos que é importantíssimo viajar em um sistema de retenção infantil homologado e conforme à altura e peso da criança. No entanto, em muitos casos não é dado tanta  importância se as crianças estão devidamente fixas nas cadeirinhas. Não basta ancorar bem a cadeirinha com às ancoragens isofix ou passar devidamente o cinto de segurança. É importantíssimo que a cadeirinha esteja bem fixada.

Sobretudo no inverno pelo uso de roupa volumosa ou nos trajetos curtos, podemos cair na tentação de colocar simplesmente a criança no sistema de retenção infantil sem fixa-la como é devido. A verdade é que não fazendo isso estamos cometendo um erro muito grave, já que a criança pode sair da cadeirinha em caso de frenagem ou acidente de trânsito. 

O arnês ou cinto são os encarregados de prender a criança dentro da cadeirinha em caso de ser necessário. Neste sentido, recomendamos o artigo ‘Estas são as razões pelas quais um arnês apertado é um arnês seguro’ e as diferentes formas de fixação.

Sim, pode ser perigoso, mas sem alarmismos. O cinto de segurança deve suportar tensões altas quando ocorre uma travagem, ou pior ainda quando ocorrer um acidente (por exemplo um choque que faz saltar o airbag).

A sua função é retê-lo, que não saia fora do veículo e que não impacte certas partes do interior do carro, sendo complementado com o airbag. Se a banda têxtil do cinto estiver danificada, com atritos, cortes ou desfiada, pode não suportar essas tensões altas e poderá chegar a romper-se.

Se o dano for muito pequeno não é preocupante, mas se o dano for maior, é realmente preocupante. O nosso conselho é dirigir-se a um especialista ou à sua oficina habitual de confiança para lhes perguntar. Se o cinto estiver danificado pode-se substituir: não é uma operação complexa, não leva muito tempo e também não é muito caro, e lembre-se que vale a pena, pois é para a sua segurança ou a dos seus filhos.

Atualmente existem os regulamentos de homologação. Concretamente, a R44/04 e a R-129. Ambas as regras podem ser utilizadas. No entanto, há que ter em mente que pouco a pouco a R-129 irá substituir à 44/04. Por enquanto, os sistemas de retenção infantil homologados por ambos regulamentos podem ser vendidos e utilizados.

Há que deixar bem claro que nos referimos à R44/04, já que as duas versões da regra ECE R44/01 e R44/02 foram proibidas na primavera de 2008. Na Portugal também não são mais permitidas as vendas de cadeirinhas infantis homologados pela R44/03.

Há que assinalar que a ECE R44 é de 1982 e vem sofrendo diversas modificações em suas provas e requisitos.Por isso, estamos atualmente com a R44/04.

Para que um sistema de retenção infantil possa ser vendido na Europa é necessário que passe por provas de homologação de uma das duas regras de homologação atualmente vigentes. Desta forma, demonstram que o produto é seguro e reúne os mínimos requisitos de segurança obrigatórios.

Por outro lado, também há que ter em mente a idade da cadeirinha, já que não duram para toda a vida. De facto, alguns fabricantes de cadeirinhas infantis desaconselham utilizar cadeirinhas por mais que 5 ou 6 anos ou antigas.

Atualmente os veículos integram os últimos avanços técnicos e tecnológicos destinados a proteger os passageiros, especialmente as crianças. 

Entre os avanços tecnológicos já disponíveis em muitos veículos novos nós encontramos o sensor de obstáculos traseiro e a câmera traseira. Ambos sistemas indicam se há um objeto ou pessoa atrás do veículo. Desta forma, pretendem-se evitar atropelamentos derivados de descuidos ou distrações. 

Também há que destacar o sistema de deteção de obstáculos/pedestres e freio - autónomo de emergência ouAEB (Autonomous Emergency Braking em inglês)

Se o condutor do veículo não freia antes da presença de um pedestre ou outro obstáculo, o sistema freia o automóvel de forma autónoma. Além disso, também oferece outras opções como acender as luzes de emergência, fechar as janelas se estão abertas e ajustar os cintos de segurança. 

Outro sistema muito útil é o aviso de cinto de segurança mal ajustado. Desta forma, o automóvel indica se há um passageiro que não está corretamente protegido, bem como os airbags frontais avançados, capazes de detetar o tipo de acidente e o tamanho do passageiro, e os airbags laterais. 

Outros dispositivos importantíssimos nos carros hoje em dia são as ancoragens Isofix, os quais facilitam a instalação dos sistemas de retenção infantil, bem como o bloqueio de portas e janelas automaticamente, mesmo depois de circular uns quilómetros ou desde o assento do condutor. Desta forma, evita-se que as crianças abram as portas e janelas traseiras. Além disso, muitas janelas traseiras só podem abrir até a metade, o que impede que as crianças possam debruçar completamente sobre ela. 

Quase todos os veículos no mercado oferecem a possibilidade de abrir o porta-malas de dentro do veículo. É especialmente útil caso alguém fique preso após um acidente.

Recomenda-se o artigo: Características de segurança dos veículos que ajudam a proteger as crianças

Não é obrigatório levar um estojo de primeiros-socorros no carro. De qualquer forma se quiser levar um, não é necessário que seja muito grande, nem leve de tudo. Pensando num primeiro momento, em caso de acidente grave, o mais importante é dispor de materiais que permitam conter uma hemorragia o tempo necessário até chegar ajuda especializada.

Por isso o que não deve faltar no estojo gazes, compressas para estancar hemorragias e ligaduras. Para complementar estes elementos é melhor também tesoura, adesivos e umas luvas de látex (e que tudo seja estéril, para evitar infeções).

Para as pequenas feridas, que podem surgir no dia-a-dia, como um pequeno corte ou arranhão, seria bom ter pensos de vários tamanhos e algum desinfetante (água oxigenada, álcool, iodo…)

Se tiver dúvidas em fazer o estojo de primeiros-socorros sozinho, pode dirigir-se a uma farmácia ou a um centro especializado em peças para automóvel, onde costumam ter estojos de primeiros-socorros já confecionados.

Sim, é conveniente, mas como em quase tudo na vida, com moderação e medida. Os extremos nunca costumam ser bons. Uma temperatura muito alta ou uma temperatura muito baixa não são confortáveis nem saudáveis.

Tenha presente por exemplo que no verão o interior de um carro estacionado ao sol pode superar os 40 e até os 50 graus, uma temperatura até perigosa para a vida de um bebé, que pode sofrer um golpe de calor e uma desidratação muito rapidamente.

Por isso obviamente o ar condicionado é um bom aliado para manter uma temperatura adequada. Pense em utilizar o climatizador com uma temperatura média e razoável. No inverno não é necessário colocar o aquecimento superior a uns 18 a 21 graus, e no verão é suficiente com 24 ou 25 graus, não sendo conveniente baixar a temperatura abaixo dos 20 graus.

O que pode e deve fazer é evitar que as saídas de ar do carro deem diretamente o ar frio ao bebé, para evitar constipações.

Como norma geral nunca se deve deixar uma criança sozinha no carro, e muito menos com as portas e janelas fechadas.É uma questão de lógica e de segurança. Os pais são os responsáveis em todo o momento pela segurança e bem-estar da criança, e não estando presentes poderia acontecer qualquer coisa, e não poderiam fazer nada a este respeito.

À parte desta questão, o interior de um carro é perigoso para uma criança que fica sozinha e fechada porque a ventilação é muito limitada (pois o climatizador não está ligado). Além disso, as crianças pequenas não podem baixar uma janela para respirar ar fresco, e mesmo em muitos carros ao fechar com chave também não se pode.

Outro problema é que as crianças desidratam rapidamente, e o interior de um carro, sobretudo no verão, pode alcançar temperaturas muito altas. Se a criança não tiver água à mão para beber, e se for pequena provavelmente também não beberá, por isso risco é maior.

O nosso conselho é que leve o seu filho consigo quando sair e se afastar do carro.

Em geral, podemos lavar a cadeira. Porém, devemos ler as instruções do fabricante da cadeira para o modelo específico que temos. Também podemos ler a etiqueta que está costurada na capa da cadeira pelo lado interior, muito parecida com a etiqueta das roupas, com os símbolos a indicar o modo de lavar.

A maioria das cadeiras contam com uma capa que pode ser retirada para lavar em água fria com um detergente não muito forte (para evitar a perda da cor). Ler também o manual de instruções da cadeira de como retirar a capa que pode ter elásticos, velcro, botões automáticos ou recursos similares.

Os fatores mais importantes para trocar de cadeira são a idade e, principalmente, a altura da criança. Verificar se a criança entra na cadeira com facilidade ou se a cadeira está pequena. O fator mais importante é a altura da criança: a cabeça da criança não deve ultrapassar o encosto e o apoio de cabeça da cadeira em nenhum caso. Se o apoio é de altura regulável, ir subindo até chegar ao máximo. Os ombros também não podem estar abaixo da altura máxima do arnês.

O peso é uma referência em relação à resistência da cadeira (isto é: se a criança pesa muito, em caso de acidente a estrutura da cadeira pode não suportar o esforço e quebrar).

Lembre-se que as crianças de até dois anos de idade devem ir no sentido contrário à circulação, mas também é recomendável esperar até os quatro anos se é possível, pois assim é a forma de maior proteção no caso de acidente frontal.

Não se preocupe. Há muitos modelos de cadeiras infantis, de diferentes tipos e para diferentes idades, pensadas para usar com o cinto de segurança do banco. Também há cadeiras que mesmo com isofix estão preparadas para ser usadas com cinto.

Realmente apenas há diferenças na segurança da cadeira, se está com isofix ou com cinto, sempre e quando corretamente instalada. Leia as instruções de colocação da cadeira com atenção, passe o cinto pelo ponto indicado e, principalmente, depois de colocado, puxar o máximo para que a cadeira esteja bem fixa sem espaços livres (isto é muito importante).

Como com qualquer outro comportamento não desejado, a resposta é EDUCAÇÃO. Devemos ter paciência e, ao mesmo tempo, ser firmes (que não é a mesma coisa que ficar brava), e explicar à criança que não deve soltar a proteção, pois essa é a forma de ir segura no carro. Explicar de forma clara e simples, qual é a razão pela qual deve ir bem segura. Isto ajuda a que a criança aceite melhor o que foi explicado.

Podemos reforçar este hábito mostrando também que colocamos o cinto de segurança ou que as outras crianças também usam e não soltam (lembre-se que as crianças imitam o que veem).

Com um pouco de perseverança a criança se acostumará. É importante ser constante e que todos os membros da família também insistam. Ao entrar no carro sempre colocar o cinto ( caso usado somente, às vezes, ou que com os pais usa e com os avôs não, por exemplo) a criança não entenderá e será complicado que tenha o bom hábito de sempre usar o cinto.

É um sistema de fixação que integra o sistema ISOFIX. Os dois “braços” do sistema ISOFIX fixam a cadeira no banco pela base, porém isto não impede que a cadeira possa virar com uma travagem ou desaceleração brusca.

Por isso, é preciso contar com um terceiro ponto de apoio. Nas cadeiras viradas de frente, normalmente, é utilizado o Top Tether. É uma faixa ou uma fita similar à de um cinto de segurança, com um gancho para prender no dispositivo de fixação específico do veículo. Deve ficar bem fix e tenso.

Conforme o veículo este dispositivo, uma argola, pode estar em um lugISOFIXar ou outro, normalmente, na parte posterior do encosto do banco, mas também pode, no teto ou no chão do porta-malas.

Não há que haver um sistema melhor que outro, depende mais do desenho de cada uma (por exemplo: a largura maior ou menor da banda do arnês). Normalmente, os testes mostram que no caso das cadeiras de frente, a força à qual é submetido o pescoço de uma criança é um pouco menor nas cadeiras com escudo que nas cadeiras com arnês.

Mesmo assim, não devemos esquecer que o realmente melhor é que a criança esteja no sentido contrário à circulação o maior tempo possível, pois é neste caso quando mais baixa é a força que carga o pescoço da criança (aprox. a quarta parte).

O que muda é o procedimento de homologação. Antes era realizado um teste de choque frontal e um teste de choque traseiro, e com o novo regulamento de homologação também deve ser realizado um teste de choque lateral.

Uma mudança importantíssima é que agora é obrigatório que as crianças viajem no sentido contrário à circulação até os 15 meses de idade e antes só era uma recomendação.

Ao escolher uma cadeira para seu filho também alguma coisa muda: antes existiam vários grupos conforme o peso da criança, agora os grupos desaparecem e simplesmente devemos prestar atenção ao tamanho para o qual a cadeira é homologada. Isto é, agora escolher uma cadeira é parecido a escolher uma peça de roupa: o tamanho da criança é o que importa.

O critério principal deve ser a idade e altura da criança ao mesmo tempo. A idade porque devemos esperar para utilizar um sistema de retenção infantil de frente o máximo tempo possível. Com o novo regulamento europeu i-Size, pelo menos, até os 15 meses a criança deve ir no sentido contrário à circulação, mas é melhor esperar até os 2 anos e, sempre que possível, esperar até os 4 anos.

A altura também é muito importante, pois a cadeira deve ser adequada à altura da criança. Em nenhum caso a cabeça deve passar do encosto da cadeira, caso contrário não será protegida devidamente no caso de acidente, e a criança pode sofrer lesões no pescoço.

O peso também é importante, mas é um critério complementar. Está relacionado com a resistência da cadeira. Se a criança pesa mais do peso limite da cadeira (36kg), pode ser que a cadeira não cumpra suas funções preventivas no caso de acidente.

Não, não se preocupe.

Primeiro, a realidade de diferentes estudos, testes de laboratório e testes de choque demonstram que ir no sentido contrário à circulação é mais seguro para as crianças, principalmente, quanto mais pequenas são.

Na verdade, com a nova norma i-Size sobre sistemas de retenção infantil, é obrigatório ir assim até os 15 meses de idade, pelo menos.

Quando há uma desaceleração forte, brusca e repentina, a cabeça, pescoço e costas estão apoiadas completamente no encosto da cadeira reduzindo a pressão à qual são submetidos e reduzindo o risco de lesões (por exemplo, no pescoço e coluna).

Quando as crianças são pequenas não há problemas de espaço. Quando crescem um pouco também podem ir no sentido contrário à circulação com as pernas flexionadas. Não é incômodo. Se você pensa no dia a dia das crianças, passam horas brincando e distraídos de joelho ou sentados com as pernas cruzadas. Não há maior problema.

Não é melhor nem pior. Simplesmente, são duas formas diferentes de colocar a cadeira infantil no banco do carro. Se a cadeira está bem colocada será segura pelo seu desenho, fabrico e materiais.

O sistema mais comum é aquele em que a cadeira é segura com o próprio cinto de segurança do carro, que passa por ranhuras, estica e encaixa na fivela.

O sistema ISOFIX é um sistema mais recente que utiliza fixações específicas que estão na parte inferior do encosto do banco. Nem todos os carros têm. Mas, em geral são cada vez mais frequentes nos carros novos.

A vantagem do sistema ISOFIX é que a cadeira pode ser instalada de forma mais simples e é mais difícil colocar de forma incorreta ou ma fixada, uma situação muito frequente e que pode comprometer a segurança da criança.

Seja qual for a cadeira infantil, é importante ler com atenção as instruções de instalação, aprender como colocar e instalar, e garantir que fica perfeitamente fixa. Normalmente, as cadeiras também têm uma fixação ou apoio extra para evitar que virem numa travagem: não se esqueça.

Em Portugal, infelizmente, a utilização de sistemas de retenção infantil não é obrigatória em táxis, em nenhuma circunstância.

Mas mesmo não sendo obrigatório, pode levar sua cadeira e pedir ao taxista para a instalar no banco de trás. 

Infelizmente, a resposta é não.

Os fabricantes de sistemas de retenção infantil tentam criar produtos o mais versáteis e adaptáveis possível, com sistemas extensíveis ou elementos de acolchoado que possam ser retirados ou colocados, para que a cadeira sirva para vários anos, mas mesmo assim: não há uma cadeira que sirva para todas as idades, de 0 a 12 anos.

É preciso considerar que o objectivo primordial de um sistema de retenção infantil é estar adaptado à idade e altura da criança, para que possa segurar e proteger corretamente. Já que a criança vai crescendo e mudando, a cadeira também tem que mudar. Assim, não há outro remédio que trocar de cadeira.

Há cadeiras infantis de todos os preços, mas, mesmo assim, é verdade que não são baratas, principalmente, quando são várias crianças e temos que comprar várias cadeiras conforme elas crescem. Você tem que pensar que não é uma despesa, mas uma necessidade pela segurança de seu filho.

Na verdade, sim. As cadeiras de crianças para o automóvel são construídas a partir de materiais que, com o tempo ou a luz solar, podem perder as suas propriedades e tornar-se menos resistentes.

Alguns fabricantes de cadeiras para crianças recomendam não utilizar cadeiras com mais de 4 ou 6 anos de antiguidade ou uso. Em caso de dúvida consulte o manual de instruções da cadeira.

Fundamentalmente é necessário considerar dois fatores: o peso e a altura da criança.

Um aspeto crucial é o peso da criança: as cadeiras são classificadas em grupos em função do peso das crianças que podem utilizá-las ou estabelecem um peso máximo (no caso das cadeiras homologadas pela estatura). Uma criança nunca deve usar uma cadeira se ultrapassar o peso máximo indicado na mesma: o risco de que a cadeira, ou partes da cadeira, se parta em caso de acidente é demasiado elevado.

Mas a altura também é importante: a cabeça da criança deve estar apoiada com segurança e comodidade nas costas da cadeira e o arnês regulado à altura dos ombros. Se a parte superior da cabeça da criança ficar acima do limite superior das costas da cadeira, ou a altura máxima do arnês ficar abaixo do ombro da criança, então chegou o momento de trocar de cadeira e utilizar uma para crianças maiores.

A idade da criança é o aspeto menos importante, sobretudo porque podem existir diferenças consideráveis de peso e estatura em crianças da mesma idade. Mas lembre-se sempre que, pelo menos até aos 18 meses, é aconselhável transportar o bebé de costas.

As tabelas seguintes mostram uma relação aproximada entre o pesoou a altura e a idade da criança:

Cadeiras homologadas pelo Regulamento R44:

GRUPO PESO IDADE APROXIMADA
Grupo 0 Até 10 kg Só casos especiais
Grupo 0+ Até 13 kg Até aproximadamente aos 15 mesess
Grupo I De 9 a 18 kg Desde os 12 meses até aproximadamente aos 3 ou 4 anos
Grupo II De 15 a 25 kg Aproximadamente, desde os 3 anos até aos 7 anos
Grupo III De 22 a 36 kg Aproximadamente, desde os 6 anos até aos 12 anos
Cadeiras homologadas pelo R 129:
ESTATURA IDADE APROXIMADA
Até 60 cm Só casos especiais
Até 75 cm Até aproximadamente aos 15 meses
Até 105 cm Desde os 12 meses até aproximadamente aos 3 ou 4 anos

A tabela que se segue dá indicações sobre quando é necessário mudar a criança de cadeira:

TIPO DE CADEIRA FICOU PEQUENA

Cadeira para bebés virada para trás 

R44 - grupo 0+ 

R129 - até 75 cm

Se atingiu o peso máximo indicado na etiqueta de homologação OU a parte superior da cabeça do bebé fica acima, mais de dois centímetros, do limite superior da cadeira OU a altura máxima do arnês está abaixo do ombro da criança.

Cadeira de criança com arnês de cinco pontos 

Virada para trás ou virada para a frente

R44 - grupo 0+/I, grupo I, grupo I/II

R129 - até 105 cm

Se alcançou o peso máximo indicado na etiqueta de homologação OU os ombros ficam acima das ranhuras mais altas pelas quais o arnês sai das costas da cadeira OU a cabeça da criança fica acima do limite superior da cadeira e o carro não possui encosto para a cabeça.

Banco elevatório com costas

Grupo II/III ou III

Se atingiu o peso máximo indicado na etiqueta de homologação OU a cabeça da criança fica acima do limite superior das costas do banco elevatório e o veículo não tem encosto para a cabeça.

Se o bebé viaja numa cadeira homologada até aos 13 kg ou 75 cm e esta fica pequena antes de fazer 18 meses, é necessário adquirir uma cadeira maior que permita continuar a transportar o bebé voltado para trás, o que é imprescindível até que complete os 18 meses. No geral, esta posição é recomendada, por ser mais segura (de qualquer forma, lembre-se que não deve passar o limite de peso indicado pelo fabricante da cadeira).

Ainda que muitas cadeiras de criança possam ser instaladas em qualquer veículo, há algumas exceções.

Segun a norma de homologação ECE R44, as cadeiras que podem ser instaladas em qualquer veículo exibem, na etiqueta de homologação, a palavra “universal”

Outras cadeiras de criança são do tipo “semi-universal”, o que significa que foram homologadas para determinados tipos de veículos. As cadeiras deste tipo possuem no manual de instruções a lista de veículos em que podem ser utilizadas.

No caso das cadeiras ISOFIX, para que sejam “universais”, devem possuir um terceiro ponto de fixação ou apoio em forma de faixa ou cinto que se prende na parte traseira do veículo. As cadeiras ISOFIX, cujo terceiro ponto de apoio consiste numa perna que apoia no chão do veículo, são do tipo “semi-universal”.

O terceiro ponto de fixação ajuda a reduzir substancialmente a rotação para a frente ou o arremesso da cadeira em caso de colisão frontal.

No caso das cadeiras homologadas pelo ECE R129, a compatibilidade é total nos lugares do veículo com homologação i – Size. Para além disso, é provável que também seja possível instalá-las num número considerável de automóveis com sistema ISOFIX.

Atenção: Mesmo uma cadeira “universal” pode ser incompatível com certos modelos de determinados veículos. Isto pode acontecer, por exemplo, se a cadeira da criança for grande e o espaço existente no banco traseiro do veículo for menor ou se o formato do banco do veículo formuito delineado, impedindo uma fixação firme e estável da cadeira da criança ao banco. Por esta razão, recomenda-se instalar sempre a cadeira no automóvel antes de a adquirir.

Aquela que se ajusta ao peso e à altura da criança, que é compatível com o carro da família, que obtém uma boa classificação nos estudos comparativos independentes realizados pelos clubes de automobilistas e associações de consumidores europeus, que é fácil de utilizar e, sobretudo e graças ao anterior, que se utiliza em todas as viagens, por mais curtas que possam ser.

Voltada para trás é a posição mais segura porque são as costas da criança que suportam as forças e não apenas, caso estivesse viradapara a frente, as pequenas zonas de contacto entre o corpo do ocupante e o cinto de segurança ou arnês.

No caso dos bebés e das crianças mais pequenas, o pescoço é uma das partes mais frágeis do seu corpo (por essa razão é necessário segurar-lhes continuamente a cabeça quando os temos nos braços). Assim, andar de costas para trás é muito mais seguro em caso de travagem brusca ou acidente.

É impressionante, por exemplo, que nas cadeiras de criança que obtém melhor classificação nos estudos comparativos independentes realizados pelos clubes de automobilistas e associações de consumidores europeus, a criança viaje voltada para trás.

Estudos comparativos

Em 2011, a Fundação MAPFRE realizou uma exaustiva revisão das evidências e recomendações internacionais relacionadas com a posição da cadeira de criança no carro (instalada virada para a frente ou virada para trás). As principais conclusões foram:

  • As cadeiras voltadas para trás são muito mais seguras do que as cadeiras viradas para a frente.

  • As crianças devem viajar voltadas para trás o máximo de tempo possível. Isso evitará determinadas lesões que podem ocorrer quando se utilizam cadeiras viradas para a frente e que não se verificam com as cadeiras voltadas para trás.

  • Quando um bebé cresce e a sua cadeira para bebés fica pequena, deve mudar-se de cadeira para uma maior, mas que ainda assim permita que a criança continue a viajar voltada para trás.

  • As crianças devem viajar voltadas para trás, seguindo a prática nórdica que se tem mostrado tão eficaz, até aos três ou quatro anos.

Um conselho prático: em caso de dúvida sobre a colocação da cadeira, em função do tamanho da criança, consulte o manual de instruções ou diretamente o fabricante.

O lugar mais seguro, por estar mais afastado de qualquer zona de impacto em caso de acidente, é o banco traseiro central. Isso, sempre que seja possível instalar a cadeira corretamente nesse lugar.

Uma exceção ao anteriormente referido acontece quando o condutor viaja sozinho e a criança utiliza uma cadeira voltada para trás: nestes casos, e apenas se o airbag do passageiro da frente puder ser desativado, instalar a cadeira de criança no banco do passageiro da frente permite o contacto visual direto entre o condutor e a criança, o que normalmente tranquiliza a criança e evita distrações e situações perigosas que podem ocorrer se o condutor se vira para trás.

Outra exceção à regra geral de que “o lugar traseiro central é o mais seguro para as crianças”, acontece quando a criança já tem altura suficiente para usar o cinto de segurança do veículo, mas nesse lugar o veículo dispõe apenas de um cinto com dois pontos de fixação:

Se o lugar traseiro central não possuir um encosto de cabeça e a criança for alta o suficiente para ter de o utilizar, pode ser mais seguro utilizar um lugar traseiro lateral com encosto de cabeça.

Entre os lugares laterais traseiros, o do lado direito é mais seguro que o da esquerda pois, primeiro, permite sentar e tirar a criança a partir do passeio (afastada do trânsito, portanto) e, segundo, porque o condutor consegue ver melhor a criança se ela estiver sentada no lado oposto e não atrás de si. No caso das cadeiras viradas para a frente, o condutor consegue ver melhor a criança pelo espelho retrovisor quando ela viaja no banco central.

A nossa recomendação: Se possui uma cadeira com o sistema de fixação ISOFIX, instale-a num dos lugares do veículo que possua o sistema para, deste modo, poder beneficiar das vantagens que o ISOFIX oferece, como a maior facilidade de instalação, menor risco de montagem incorreta e maior segurança, em termos gerais, em caso de acidente.

É muito perigoso.

Um estudo realizado em 2009 pelos clubes de automobilistas RACE e RACC e por diversas organizações de consumidores da Europa demonstrou que num choque frontal a apenas 64 km/h o peso da mochila multiplica-se por 40. O que significa que uma mochila de 5 kg pode transformar-se num bloco de cimento de 200 kg, que pode esmagar a coluna vertebral da criança e causar lesões torácicas, fraturas das costelas ou lesões internas.

Um choque lateral também pode originar lesões graves se a criança levar a mochila às costas. Como a criança irá sentada numa posição mais avançada devido à mochila, o apoio lateral da cadeira não a protegerá durante o embate. Quer o seu tórax como a sua cabeça poderão embater contra as portas do veículo (ou outras estruturas internas) sendo a probabilidade de lesões graves mais elevada.

É muito importante: nunca sente uma criança na cadeira de automóvel com uma mochila às costas.

Sim, muito perigosos.

Em caso de acidente, o peso de qualquer ocupante ou objeto que se encontre no interior do veículo é multiplicado por 20 ou, mesmo, 40. Assim, um bebé que pese 10 kg passará a pesar entre 200 e 400 kg: é por isso que um gesto (aparentemente) de carinho, como seja transportar um bebé nos braços, em caso de acidente pode converter-se num gesto mortal, por ser totalmente impossível agarrá-lo durante uma colisão.

Da mesma forma, um brinquedo que pese um kg pode ser projetado e acertar num bebé ou numa criança em caso de acidente com uma força equivalente a 20 ou 40 kg, podendo provocar-lhe ferimentos graves.

Lembre-se: em nenhuma situação se deve levar no interior do veículo brinquedos pesados ou rígidos, somente brinquedos leves e macios.

A bagagem, de igual modo, deve estar colocada sempre de tal forma que seja impossível irromper no habitáculo dos passageiros em caso de acidente. Nos veículos que não possuem uma separação ou barreira física adequada entre a bagageira e o habitáculo, já ocorreram situações em que carrinhos de bebé foram projetados da bagageira para o habitáculo, provocando traumatismos cranianos graves em crianças que viajavam corretamente instaladas nas suas cadeiras.

No caso das crianças maiores, e de acordo com o fabricante de automóveis sueco Volvo, o facto da cabeça ficar inclinada quando a criança adormece não é perigoso nem causa desconforto.

De qualquer maneira, no caso dos bebés pode ser perigoso que a cabeça caia para a frente (queixo contra o externo) já que pode obstruir as vias respiratórias. Se isto acontecer, e sempre seguindo as instruções do fabricante, poderá ser necessário ajustar a inclinação da cadeira para bebés.

Lembre-se: se pretende evitar que a cabeça e o pescoço fiquem demasiado inclinados, ajuste a largura do encosto de cabeça da cadeira de criança ou do banco elevatório caso este possua encosto e apoio de cabeça.

Em Portugal, e de acordo com a legislação em vigor, as crianças devem usar sistemas de retenção para crianças até, pelo menos, 135 cm de altura.

Por outro lado, os sistemas de retenção do grupo III frequentemente foram concebidos e homologados para serem utilizados por crianças até aos 150 cm de altura, enquanto não ultrapassarem os 36 kg de peso, pelo que não é necessário deixar de usar imediatamente o sistema de retenção assim que a criança atinge os 135 cm.

O mais importante para a segurança das crianças é que utilizem as cadeiras até que o cinto de segurança do veículo se adapte corretamente ao seu corpo. Um cinto de segurança mal colocado e ajustado pode causar lesões graves nas crianças, mesmo a baixa velocidade.

O ajuste correto do cinto de segurança consegue-se quando a parte superior passa por cima da clavícula e do esterno, ao mesmo tempo que a parte inferior fica apoiada na parte superior dos ossos da bacia.

Se o cinto passa por cima do pescoço, ou muito próximo, ou por cima do estômago em vez de passar pelos ossos da bacia, não está corretamente colocado e é perigoso.

Para além disso, a cabeça da criança deve estar protegida pelo encosto de cabeça do veículo: se o encosto está demasiado alto, ou se o banco do veículo não possui encosto, é mais seguro a criança ser transportada num banco elevatório com o seu próprio encosto de cabeça.

Outro critério importante a considerar é que, ao sentar-se diretamente sobre o banco do automóvel, os joelhos da criança atinjam o limite do banco, de modo a que as suas pernas se dobrem pelos joelhos, com comodidade. Quando as pernas não dobram, a criança tende a escorregar para baixo, com o consequente risco de deslizar sob o cinto de segurança (o efeito conhecido como submarining): nestes casos é claro que as crianças necessitam de um banco elevatório.

Assim, a sua criança pode usar unicamente o cinto de segurança do veículo se TODAS as condições seguintes estiverem reunidas:

  • A criança senta-se com as costas totalmente apoiadas pelas costas do banco do veículo.

  • Com as costas totalmente apoiadas, as pernas dobram de forma confortável e não estão esticadas e ou com as barrigas das pernas apoiadas no limite do banco de automóvel.

  • A criança consegue manter-se nesta posição durante toda a viagem, sem escorregar ou deslizar para baixo.

  • A parte superior do cinto de segurança apoia na clavícula, a meio, entre o ombro e o pescoço, e nunca demasiado perto deste.

  • A parte inferior do cinto de segurança fica debaixo do abdómen e apoiada na parte superior dos ossos da bacia.

  • O banco do veículo possui encosto de cabeça que apoia e protege o pescoço da criança em caso de embate traseiro.

Os airbags laterais não são perigosos para as crianças se elas viajarem com cadeiras adequadas e corretamente instaladas.

Por outro lado, uma vez que os airbags laterais foram concebidos para proteger uma pessoa adulta, em determinados casos a proteção que oferecem às crianças pode ser bastante reduzida. Por exemplo, no caso dos airbags de cortina, que são frequentemente demasiado altos para as crianças, é possível que a sua cabeça seja atirada contra a porta durante um embate lateral. Por outro lado, outro tipo de airbags laterais, como os que foram concebidos para proteger o tórax dos ocupantes adultos em embates laterais, podem ser demasiado duros para o tórax mais frágil das crianças.

A conclusão de tudo o que foi dito anteriormente é que a proteção das crianças, em caso de embate lateral do veículo, deve partir da própria cadeira e, portanto, é necessário que a cadeira de criança que se vai utilizar ou adquirir tenha obtido uma boa classificação geral nos estudos comparativos independentes que os clubes de automobilistas e as associações de consumidores da Europa realizam. Para obter uma boa classificação nestes estudos a cadeira deve possuir proteção lateral e encosto de cabeça amplo. Os bancos elevatórios sem costas não têm normalmente essa proteção lateral, razão pela qual não são recomendados; de qualquer forma e em termos gerais, utilizar um banco elevatório é muito mais seguro do que a criança utilizar unicamente o cinto de segurança, quando ainda é muito baixa.

Conforme referido, os airbags laterais são menos eficazes para as crianças do que para os adultos. Por essa razão, devem apenas ser considerados um complemento à proteção que oferece uma boa cadeira de criança dotada de abas laterais de tamanho suficiente. Por outro lado, é necessário confirmar que entre a zona onde está instalado o airbag lateral e a criança ou a sua cadeira, não existe nenhum objeto como peças de vestuário, jogos… pois também eles podem causar lesões caso o airbag lateral rebente na sequência de um acidente.

Os airbags laterais podem ser perigosos quando a cabeça da criança fica excessivamente próxima da zona de abertura do airbag. Isto pode acontecer, por exemplo, se a criança adormece no banco elevatório e se inclina para a porta, ou quando viaja à solta ou deitada no banco de trás.

A CABEÇA DA CRIANÇA NUNCA DEVE SITUAR-SE DEMASIADO PERTO DA ZONA DE ABERTURA DO AIRBAG LATERAL

Apesar de ambos serem sistemas de retenção homologados de acordo com as normas de segurança em vigor na Europa, razão pela qual conferem, à partida, uma proteção aos bebés, em Portugal, o transporte dos bebés em alcofas apenas é aconselhado em casos especiais e mediante aconselhamento médico no momento da alta da maternidade. Mais informações.

Em caso de impacto frontal, a posição “voltada para trás” é mais segura do que a deitada.

Alguns bancos elevatórios podem ser utilizados com ou sem costas. Por outras palavras, em alguns sistemas de retenção é possível retirar as costas e converter a cadeira elevatória (ou de apoio) em banco elevatório. Sem as costas que oferecem proteção lateral, o tórax ou a cabeça da criança podem ser atirados com violência contra a porta do carro nas colisões laterais. Por essa razão, e à luz dos resultados dos estudos comparativos independentes realizados pelos clubes de automobilistas e associações de consumidores da Europa, não se recomenda tirar as costas ou utilizar um banco elevatório sem costas.

No entanto, é imprescindível consultar o manual de instruções da cadeira de criança para averiguar se, para uma criança de um determinado peso as costas têm de ser obrigatoriamente retiradas ou se podem ser mantidas (alguns bancos sem costas foram homologados para um determinado peso, pelo que não seria seguro utilizá-los com as costas depois de ultrapassado este peso).

Os airbags laterais, por outro lado, oferecem muito menos proteção para as crianças que uma cadeira com costas e proteção lateral.

Não. Os resultados dos testes independentes realizados pelos clubes de automobilistas e organizações de consumidores são diferentes da avaliação de segurança infantil conferida pelo Programa Europeu de Avaliação de Novos Veículos, EuroNCAP (European New Car Assessment Programme).

Neste programa, que avalia diferentes aspetos da segurança dos veículos (nomeadamente a segurança das crianças que viajam no seu interior), é o fabricante do veículo que decide que sistema de retenção para crianças é instalado no seu veículo. 

Assim, este programa oferece uma classificação que é válida exclusivamente para uma combinação concreta de sistema de retenção para crianças e veículo. No caso dos testes feitos regularmente pelos automobilistas e consumidores avalia-se a segurança das cadeiras em geral e para um conjunto variado de veículos. 

No momento da escolha de um sistema de retenção para crianças, é mais útil a informação disponibilizada pelos clubes de automobilistas e associações de consumidores: no caso de Portugal, a DECO.

Em suma, o programa EuroNCAP é útil para a escolha de um modelo de veículo seguro e os estudos realizados pelos automobilistas e consumidores para a escolha de um sistema de retenção para crianças.

O efeito submarino ou, em inglês, submarining, acontece quando a criança escorrega por baixo do cinto de segurança ou do arnês da cadeira, o que pode fazer com que a faixa pélvica do arnês ou do cinto pressione as partes moles do abdómen da criança, aumentando o risco de lesões graves.

Este efeito submarino produz-se tanto por um ajuste incorreto do cinto de segurança (por exemplo quando, e apesar de necessitar de uma cadeira ou de um banco elevatório, a criança viaja só com o cinto de segurança do automóvel) como por viajar com folgas excessivas no arnês da cadeira ou no cinto de segurança.

Para evitar este efeito submarining, é importante, como já foi referido, retirar todas as folgas e garantir que a criança se senta o mais encostada possível às costas da cadeira (em trajetos grandes, pode ser difícil que a criança fique sempre direita, com as costas bem encostadas, sendo este mais um dos motivos para fazer paragens frequentes para descanso, ao longo da viagem).

Em princípio, cada país pode exigir que as cadeiras de criança cumpram determinados requisitos, que podem ser diferentes de país para país. No caso dos EUA, a norma de homologação das cadeiras de crianças para o automóvel (e os testes que a cadeira deve superar antes de ser posta à venda) é diferente das normas em vigor na Europa.

Isto significa que uma cadeira que cumpra as normas em vigor na Europa não pode ser vendida nos EUA, por não ter sido aprovada pela norma dos EUA (a não ser que também tenha sido “homologada” de acordo com a norma dos EUA). E o mesmo acontece quando se utiliza a cadeira: para poder usar “legalmente” uma cadeira de criança, esta tem de ser aprovada de acordo com a(s) norma(s) de homologação em vigor nesse país. Caso contrário, poder-se-á arriscar a ser multado por um agente de autoridade.

De qualquer forma, é evidente que usar uma cadeira para crianças é sempre mais seguro do que não usar nenhuma. Por isso, e no que se refere à segurança das crianças, as famílias que viajem com a cadeira de criança para o automóvel, de um país para outro (como, por exemplo, de Portugal para os EUA) devem utilizar a sua própria cadeira de criança até poderem ter outra homologada de acordo com as exigências do país para onde viajaram.

A situação anterior não acontece na Europa, porque as normas de homologação em vigor, ECE R44 e ECE R129, são válidas para toda a União Europeia.

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