Skip to Content

Volta às aulas: quais medidas de prevenção contra a Covid estão sendo adotadas nas escolas espanholas?

Vuelta al colegio: ¿qué medidas de prevención contra el Covid se llevan a cabo en los centros escolares españoles?

07/09/2021

As medidas preventivas implementadas nas escolas funcionaram? A verdade é que as ações realizadas variam muito de um país para outro. Enquanto alguns países como França, Portugal e Reino Unido defendem o fechamento das escolas nos momentos de aumento de casos, outros optaram por mantê-las abertas, como é o caso da Espanha. A seguir, vamos ver quais medidas têm sido adotadas e quais ainda serão implementadas no país onde os surtos nas escolas e o número de alunos em quarentena durante o último ano letivo foram muito baixos, de acordo com o Ministério da Educação. Deve-se ter em mente que as medidas implementadas também variam entre as diferentes Comunidades Autônomas.

O documento ‘Medidas de prevenção, higiene e promoção da saúde contra a Covid-19 para centros educativos no ano letivo 2021-2022’ foi aprovado pela Comissão de Saúde Pública em 29 de junho de 2021 e elaborado na reunião conjunta da Conferência do Setor da Educação e do Conselho Interterritorial do Sistema Nacional de Saúde, realizada em 19 de maio de 2021. Este documento oferece um quadro comum que pode ser adaptado ao nível de cada comunidade autônoma e implementado de acordo com a realidade de cada centro educativo e seu contexto local.

Este trabalho e suas recomendações baseiam-se na situação atual em que nos encontramos dentro da pandemia: o avanço da vacinação, a presença de algumas novas variantes, as evidências atuais de transmissão por aerossóis... Tudo isso leva à manutenção das medidas contra a Covid-19 nas escolas para este ano letivo, podendo ser adaptadas aos diferentes cenários que podem ocorrer no contexto pandêmico nos próximos meses. 

Na Espanha, segundo dados da Rede Nacional de Vigilância Epidemiológica, de 22 de junho de 2020 a 1º de junho de 2021, 3,2% do total de casos confirmados correspondem a menores de 5 anos, 4,3% de 5 a 9 anos, e 11,9% de 10 a 19 anos, proporção baixa em relação ao total de casos confirmados. De acordo com o Ministério da Educação, foi demonstrado que os centros educativos não contribuem para a transmissão, sendo um reflexo da transmissão comunitária.

Nesse sentido, foram estabelecidos nas escolas princípios básicos de prevenção, higiene e promoção da saúde contra a Covid-19, sendo eles:

1-Limitação de contatos: distância física e grupos de convivência estáveis.

2-Medidas de prevenção pessoal: higienização das mãos, máscara obrigatória a partir dos 6 anos de idade e vacinação da comunidade educativa. 

3-Limpeza e ventilação: limpeza, desinfecção e ventilação permanente e cruzada. 

4-Gestão de casos: protocolo de atuação ante casos positivos e coordenação entre Saúde e Educação. 

Para isso, foram estabelecidas ações transversais: reorganização dos centros educativos, coordenação e participação, comunicação e educação para a saúde e equidade. 

A fim de adequar ao máximo as medidas à situação epidemiológica, são propostos cenários em função do nível de alerta de cada região:

- Novo normal, níveis de alerta 1 e 2

- Níveis de alerta 3 e 4

Nesse sentido, cada centro deve contar com um Plano de Início de Curso, que deve incluir Planos de Contingência e prever as ações a serem realizadas e os mecanismos de coordenação necessários para os possíveis cenários que possam surgir. 

MELHORES MEDIDAS:

- Se garantirá a presença máxima para todos os níveis e etapas do sistema educativo, pelo menos no cenário de um novo normal, nos níveis de alerta 1 e 2. Nos níveis de alerta 3 e 4, em casos excepcionais nos quais as medidas não possam ser cumpridas, será possível passar para o modelo semipresencial apenas após o 3º ano do ESO. A suspensão generalizada do ensino presencial de forma unilateral por uma Comunidade Autônoma ou Cidade Autônoma só será adotada em situações excepcionais, após apresentação ao Conselho Interterritorial do SNS.

- Em geral, será mantida uma distância interpessoal de no mínimo 1,5 metros nas interações entre as pessoas no centro educativo, mantendo-se o uso da máscara independentemente da distância. Esta mesma distância será mantida pelos alunos ao se deslocar pelo centro educativo ou fora da sala de aula.

- Dentro da sala de aula é estabelecida uma organização diferenciada dos alunos em função do nível de ensino e da situação de transmissão na comunidade.

- Serão mantidos os Grupos de Convivência Estável (GCE), grupos formados por um número limitado de alunos e um tutor, garantindo a rigidez em todas as atividades realizadas dentro do centro educativo e evitando a interação com outros grupos, limitando ao máximo o número de contatos. Em contrapartida, dentro do grupo não será necessário manter a distância interpessoal de maneira estrita, para que seus membros possam socializar e brincar uns com os outros.

- No cenário do novo normal, a interação entre turmas de uma mesma série é permitida, principalmente em atividades ao ar livre (recreio, atividades esportivas, projetos...). A interação entre grupos não será permitida nos demais cenários de risco. 

- Na Educação Secundária Obrigatória (ESO), deve ser mantida uma distância interpessoal dentro da sala de aula de 1,5 metro, podendo flexibilizar para 1,2 metro no cenário de baixa transmissão, de forma a garantir a presença dos alunos. 

- Para evitar aglomerações, a entrada e saída da aula serão realizadas de forma escalonada ou, quando possível, serão adotadas medidas organizacionais como a entrada por portas ou espaços diferenciados ou outras que permitam evitar aglomerações nas entradas e saídas.

- Propõe-se minimizar a movimentação de grupos de alunos, fazendo, quando possível, que os professores se desloquem até as salas de aula.

- Prioriza-se a comunicação com as famílias por telefone, e-mail, mensagens ou correio e serão fornecidos procedimentos telemáticos. 

MEDIDAS PARA SE DESLOCAR ATÉ A ESCOLA:

- Em relação ao transporte, recomenda-se priorizar o transporte ativo (a pé ou de bicicleta), como uma opção de mobilidade que melhor garante o distanciamento pessoal, sendo também uma opção mais saudável e que evita o compartilhamento de espaços fechados. Nesse sentido, o documento afirma que os centros educativos devem promover rotas seguras para as escolas e aumentar as vagas para bicicletas, em colaboração com as prefeituras.

No caso do transporte escolar coletivo, serão atribuídos assentos fixos aos alunos durante todo o ano letivo, a menos que, com base na situação epidemiológica, as autoridades de saúde determinem um uso mais restritivo ou mais flexível do mesmo.

Lembrando que o uso de máscara é obrigatório no transporte escolar para crianças a partir dos 6 anos de idade e recomendado dos 3 aos 5 anos

Por fim, deve-se destacar que durante o verão houveram avanços na vacinação de crianças de 12 a 16 anos, e já se está pensando em como avançar nas faixas etárias mais jovens, a partir dos 6 anos. Atualmente, estão sendo realizados dois ensaios clínicos para verificar a segurança das vacinas em maiores de 6 anos de idade. O avanço na vacinação, também dos menores, significará uma maior segurança e um freio na expansão do coronavírus no país, por se aproximar da tão esperada imunidade de grupo. 

Objetivo Zero
Back to top