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O uso da cadeirinha infantil não é obrigatório em seu destino de férias? A responsabilidade vem primeiro

¿No es obligatorio el uso de sillita de coche en tu destino de vacaciones? La responsabilidad primero

01/07/2019

Em nossa viagem de férias, pode acontecer que estejamos em um destino que, ao contrário do que estamos acostumados na Espanha, não possua regulamentos claros referentes à Segurança Viária Infantil. Entre outras coisas, podemos descobrir que não há normas específicas para reforçar que as crianças viajem em sistemas de retenção infantil homologados, por exemplo.Ou, que não existem regras claras sobre a localização das crianças no veículo. Em qualquer caso, neste link você pode consultar a normativa aplicável nos diferentes países: Estados Unidos, América Latina e Caribe e União Europeia.


Se nos referirmos a América Latina e ao Caribe, as taxas de mortalidade infantil em acidentes de trânsito são significativamente mais altas em relação às taxas europeias e, em geral, às dos países mais desenvolvidos. Um estudo realizado pela Fundación MAPFRE e pelo Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), apresentado em 2016, destaca o estado dos acidentes viários em 17 países (Argentina, Brasil, Chile, Colômbia, Costa Rica, Equador, El Salvador, Guatemala, Honduras, México, Nicarágua, Panamá, Paraguai, Peru, República Dominicana, Uruguai, Venezuela e Porto Rico) e o compara com valores de referência de países como Espanha, Portugal e Suécia. O estudo: «Seguridad Vial infantil. Uso de los sistemas de retención: análisis de la situación en América Latina y el Caribe».


O que o relatório deixa evidente é que, até 2013, os países mencionados possuíam uma significativa brecha normativa. Além disso, existiam exceções ao uso dos SRI em carros ou, em outras palavras, não havia a obrigação de usá-los nos veículos.


Apenas três desses países contavam com uma legislação completa (Brasil, Chile e Porto Rico), o que sugeria a urgência de estabelecer normas técnicas completas e sérias, por um lado, e uma maior pressão midiática com campanhas de conscientização e sensibilização. A chave é alcançar as famílias e os pais, com boa informação, de qualidade e abrangente.


Se temos como destino de férias um desses países em que os regulamentos são mais frouxos ou inexistentes, devemos colocar acima de tudo a nossa responsabilidade pessoal diante da existência ou não de uma legislação adequada. Às vezes, nós tendemos a ser guiados por obrigações ou proibições, enquanto o mais apropriado é atender a nossa própria responsabilidade, a nossa atitude para com a Segurança Viária Infantil.


Isto significa que somos nós que decidimos como as crianças viajam com segurança no carro, e esta decisão implica protegê-los e não se deixar levar pela opção do esforço mínimo ou pensar que, “se não é obrigatório”, não usamos um SRI.


Uma opção no local de férias é alugar uma cadeirinha durante os dias em que estaremos aproveitando o descanso. Felizmente, na América Latina e no Caribe já existem testes de segurança para esses dispositivos que garantem critérios mínimos de segurança. Naturalmente, também podemos usar nossa cadeirinha de uso diário, mas em viagens de longa distância ou de avião, a cadeirinha terá que ser despachada caso não possa ser usada na cabine.


Recomendamos:

  • Utilizar um sistema de retenção infantil de acordo com a altura e o peso da criança.
  • Que a cadeirinha seja homologada.
  • Que não seja muito velha e que se encontre em boas condições.
  • Que as crianças sejam colocadas com um sistema de retenção infantil nos bancos traseiros, de preferência no assento do meio. Verifique aqui qual é o lugar mais indicado.
  • Que as crianças viajem viradas para trás durante o maior tempo possível, obrigatoriamente até os 15 meses de idade e recomendado até 4 anos. Obviamente, a cadeirinha deve permitir essa opção.
  • Prender adequadamente o SRI e a criança. Seja com fixações ISOFIX ou com o cinto de segurança. Aqui você pode esclarecer todas as suas dúvidas.
Objetivo Zero
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