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Posso usar um Sistema de Retenção Infantil de segunda mão?

Posso usar um Sistema de Retenção Infantil de segunda mão?

09/03/2016

Uma mesma cadeirinha que vá passando de mão em mão numa empresa, entre os amigos e inclusivamente entre os próprios familiares. Em muitas ocasiões, não sabemos qual o tratamento que o sistema de retenção infantil recebeu, quantos anos tem, se ele esteve envolvido num acidente, se corresponde à altura e peso do nosso filho… Os próprios fabricantes não se responsabilizam pelas cadeirinhas de segunda mão. 

No artigo “Quais as precauções que devo tomar para usar uma cadeirinha infantil em segunda mão?” facultamos modelos a ter em conta na hora de escolher um sistema de retenção infantil seguro e que não seja novo. E é muito frequente que, inconscientes do risco que corremos, pensemos que escolher uma cadeirinha em segunda mão é um gasto que poupamos. E já não nos referimos apenas àquela cadeirinha que nos cederam ou emprestaram mas também às vendidas em segunda mão que se podem obter pela internet. Antes de adquirir uma cadeirinha é muito importante conhecer o seu historial e que tenhamos a oportunidade de verificar o seu estado pessoalmente.

Os diversos fabricantes defendem que as cadeirinhas têm data de validade. Assim, não é raro ver, especialmente nos Estados Unidos e Canadá, etiquetas nos SRI que indicam a data até à qual se pode continuar a usar o sistema de retenção infantil com segurança. Uma medida muito útil para nos orientarmos sobre a data aproximada do seu fabrico. Tal não ocorre em boa parte dos países da União Europeia, pelo que temos de acreditar naquilo que o seu anterior proprietário nos indique.

DATA LIMITE: 6 ANOS DE USO

Normalmente recomenda-se que a data máxima para utilizar uma cadeirinha sejam 6 anos. Porquê? O certo é que, com o passar do tempo e o uso quotidiano, todos os produtos são afetados e, obviamente, também as cadeirinhas. Durante 6 anos, são submetidas ao uso diário dos mais pequenos, às condições climatéricas (calor intenso no verão e muito frio no inverno). Isto faz com que o plástico se expanda e se contraia perdendo a sua forma original. A cadeirinha vai deteriorando-se com o passar do tempo. Além disso, devemos ter em conta as travagens, acelerações e o tratamento que lhe possa ter sido dado a nível individual.

O QUE DIZEM OS FABRICANTES?

Os fabricantes defendem nas suas próprias instruções que “é muito importante não utilizar produtos em segunda mão, já que só se pode garantir a total segurança em artigos usados pelo seu primeiro comprador”. Além disso, acrescentam que, para garantir a sua autenticidade, em caso de qualquer problema se pede para não retirar a etiqueta que contém o número de chassis do modelo. 

Outro fabricante salienta que “depois de um acidente, embora seja leve, ou uma queda acidental, a cadeirinha pode sofrer danos que nem sempre ficam visíveis à simples vista”. Portanto, nestes casos, aconselham substitui-la. Como podemos saber se a cadeirinha que estamos a adquirir em segunda mão não está à venda precisamente porque sofreu um embate ou esteve envolvida num acidente?

Se utilizamos um SRI que está danificado, deformado ou excessivamente deteriorado, algo que pode acontecer com o seu uso diário, o produto pode ter perdido as suas características originais de segurança. Assim sendo, não será eficaz em caso de acidente, que é precisamente o motivo principal pelo qual levamos a cadeirinha, para evitar lesões nos mais pequenos em caso de imprevistos. 

E não é só isso, também é importante que o produto conte com todos os elementos necessários e que, claro, não se tenham realizado alterações nem incorporações no produto sem a aprovação do fabricante. 

Obviamente, a cadeirinha deve vir acompanhada pelo seu manual de instruções. No entanto, trata-se de um problema que se pode resolver visitando as páginas web dos fabricantes. A maioria disponibiliza estes manuais. 

Também devemos ter em conta se a cadeirinha foi retirada do mercado por algum motivo e se, obviamente, conta com a homologação correspondente.

HOMOLOGAÇÃO EC R44/04, REQUISITO FUNDAMENTAL

Recordamos que as cadeirinhas devem estar homologadas. Para o verificar, temos que confirmar que possui a "norma EC R44/04". Se não têm esta homologação, a melhor opção é não aceitar essa cadeirinha. O motivo? Esta homologação significa que o modelo foi submetido a determinadas provas na Europa, ou seja, a cadeira cumpre com os requisitos do regulamento 44, versão 04, da Comissão Económica para a Europa, CEE: o regulamento CEE R44/04 ou ECE R44/04. 

Devemos ter em conta que noutros países como os Estados Unidos, Canadá ou Austrália, existem outras normas similares. Algo que devemos ter muito em conta se queremos adquirir uma cadeirinha fora da União Europeia. Para que tenha validade em Espanha deve contar com a homologação europeia.

 
Objetivo Cero
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