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Estudo sobre o uso dos assentos elevadores nos Estados Unidos, como estão sendo utilizados?

Estudo sobre o uso dos assentos elevadores nos Estados Unidos, como estão sendo utilizados?

14/12/2016

A preocupação com a segurança dos menores ao viajar de carro é global. Se na Espanha temos uma Lei de Segurança Viária modificada para garantir que as crianças viajem mais seguras nos bancos traseiros dos carros (dispomos de todos os detalhes no artigo “Alterações na Norma Geral de Circulação”), outros países também estão a realizar muitas campanhas para o uso correto dos sistemas de retenção infantil.

No entanto, ainda há uma porcentagem significativa de pais que não utilizam corretamente os sistemas de retenção para crianças, no sentido de que, ou não utilizam estes sistemas, ou se os usam, o fazem com um modelo incorreto; e, quando utilizam o modelo correto, prendem os arneses ou instalam o SRI de maneira inadequada.

A NHTSA (National Highway Traffic Safety Administration), uma agência governamental encarregada, em suma, da segurança viária nos EUA, publicou um estudo abrangente sobre o uso dos SRI naquele país, e os resultados não poderiam ser mais surpreendentes já que uma alta porcentagem de crianças entre 4 e 7 anos não viajam devidamente presas, e 11,6% das crianças surpreendentemente viajam sem qualquer sistema de retenção, nem mesmo um cinto de segurança.

De acordo com o diretor administrativo da NHTSA, Mark Rosekind: “Quando as crianças não estão devidamente sujeitas ou viajam em um assento que não é usado corretamente, a sua segurança está em risco. Cada um de nós pode agir, garantindo que vossos filhos estejam sujeitos e nas cadeirinhas para carro adequadas à sua idade e tamanho”.

Na faixa etária entre 4 e 7 anos, as dúvidas são as mesmas nos Estados Unidos e na Espanha: quando utilizar um assento elevador, qqual sistema é melhor para estas crianças, até quando utilizá-los antes de passar a usar o cinto de segurança. Estas dúvidas são certamente perigosas por se tratarem de uma importante transição de um sistema de retenção para outro, e nem todas as crianças crescem da mesma madeira, de modo que é impossível ter regras fixas, e muito menos definir uma data para essa mudança.

No estudo anual da NHTSA sobre o uso do “booster”, ou assento elevador (e nessa definição incluiríamos os SRI do grupo 2/3 com encosto e apoio lateral), os números são chocantes.

37,4% das crianças entre 4 e 7 anos de idade não andaram corretamente sujeitas por um sistema de retenção adequado. Destas crianças, 25,8% viajaram presas apenas pelo cinto de segurança e 11,6% não utilizaram qualquer tipo de retenção.

Como se já não fosse suficiente, 13,6% das crianças entre 1 e 3 anos viajaram em um assento inadequado ou, mais especificamente, passaram para o booster antes do tempo. Esta prática representa um risco significativo, porque nessa idade os músculos do pescoço e das costas não estão totalmente desenvolvidos, e também os assentos elevadores não conseguem exercer sua função devido à estatura dessas crianças, colocando-os em risco adicional uma vez que o cinto de segurança não se ajusta corretamente.

Em geral, a utilização do sistema de retenção é menor em diferentes grupos étnicos minoritários, como é o caso da comunidade hispânica ou afro-americana, com as taxas de utilização dos sistemas de retenção mínima entre os 8 e 12 anos. No entanto, deixando de lado as diferenças entre grupos populacionais, o que é realmente preocupante é que as dúvidas sobre sistemas de retenção a partir de determinadas idades são comuns e globais, necessitando um esforço extra em campanhas de divulgação e conscientização a nível nacional para garantir que a informação chegue a todos, e se entenda a importância da sujeição correta em qualquer idade.


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