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Cinto de segurança em autocarros: só 2 em cada 10 passageiros o usam

Cinto de segurança em autocarros: só 2 em cada 10 passageiros o usam

10/04/2017

O autocarro é um dos meios de transporte terrestre mais seguro e seu uso continua aumentando. Apesar de todos os avanços tecnológicos que estão sendo implantados para reduzir a taxa de acidentes viários, ainda continua-se sem fazer uso do mais importante de todos: o cinto de segurança. O Relatório sobre o uso do cinto de segurança em autocarros’ (Espabhol), realizado pelar Fundación MAPFRE, revela que só 2 em cada 10 passageiros usa o cinto de segurança neste meio de transporte apesar dos mesmos contarem com ele.

O número de passageiros que faz uso do autocarro aumentou 4,3% em 2016, segundo dados do Instituto Nacional de Estatística (INE). Este que é considerado um dos meios de transportes mais seguros devidos a sua baixa taxa de acidentes. Segundo o Conselho Europeu de Segurança no Transporte (ETSC por suas siglas em inglês), o autocarro é 10 vezes mais seguro que o automóvel.

Há poucos acidentes mas quando acontecem o número de vítimas costuma ser considerável. Daí a importância de sistemas de segurança como o cinto de segurança, que reduz as probabilidades de lesões graves e mortais entre 20% e 80% e, apesar de tudo, seu uso nos autocarros segue sendo praticamente nulo.

Por que usar o cinto em autocarros?

Usar o cinto de segurança em autocarros é obrigatório sempre que estes disponham deles. Os autocarros destinados ao transporte de passageiros são obrigados a ter cintos de segurança se foram homologados antes do dia 20 de outubro de 2006 ou matriculados antes do dia 20 de outubro de 2007.

A parte do que indica o regulamento, devemos ter em conta que o cinto evita que o passageiro saia ejetado de seu assento, algo que pode inclusive ocorrer numa brusca desaceleração. Deve se ter em conta que o peso de uma pessoa ou objeto se multiplica por 20 ou 50 dependendo da desaceleração que é produzida no impacto.

Além disso, as características dinâmicas e o elevado centro de gravidade deste tipo de veículos faz com que sejam propensos a virar como consequência de uma mudança brusca de trajetória ou de uma saída de via.

Não é necessário um acidente de tráfego para que o cinto tenha que agir. Basta uma mudança brusca de trajetória ou de uma freada repentina para que o cinto tenha que reter o passageiro.

Deve se ter em conta que a responsabilidade de usar o cinto é do passageiro. Não do condutor.

As crianças nos autocarros

Assim como aborda o artigo 117 do Real Decreto 965/2006, todos os passageiros maiores de 3 anos de idade devem fazer uso do cinto de segurança ou outros sistemas de retenção homologados, corretamente instalados, tanto em circulação por via urbana como interurbana, sempre que o veículo disponha deles.

Neste sentido, naqueles assentos em frente as escadas, bem como os que não estejam protegidos pelo apoio de outro assento anterior, os menores poderão se sentar, sempre que tenha um elemento de segurança fixo (a barreira que se costuma encontrar na região das escadas). Está previsto no Real Decreto 443/2001.

Nos assentos em frente a corredores, se estes assentos não contam com cinto de segurança, não poderão ser ocupados por menores de 16 anos. Sim, poderão ser utilizados por crianças se o cinto é de dois pontos (para maiores de 3 anos e que meçam mais de 135 cm de altura). Se é de 3 pontos, será necessário utilizar um assento elevatório sempre que a criança não atinja os 135 cm. Se não utiliza-se este elemento o menor não poderá utilizar este assento (Real Decreto 965/2006, Artigo 9).

No resto dos assentos, deverão fazer uso do cinto de segurança naqueles assentos que o tenham instalado (os modelos homologados a partir de 2006 e matriculados em 2007). Ordem 445/2006 do Ministério de Indústria.

Recomendamos os artigos ‘Se você viaja em autocarro, é isto o que pode fazer para que sua criança viaje mais segura’ e ‘Primeira viagem com as crianças em autocarro privado? Descubra os serviços que as companhias põem a sua disposição’.

Assim é a primeira cadeira infantil homologada para autocarros.

Só 20% utiliza o cinto de segurança

A Fundación MAPFRE, com a colaboração de Alsa, Avanza, BDLAS e Esteban Rivas, realizou controles e inspeções do uso do cinto de segurança em autocarros de curto, médio e longo trajeto (exceto autocarros urbanos onde não há tal obrigatoriedade).

Todos eles contavam com cinto de segurança e, no entanto, apenas 2 em cada 10 passageiros utilizava o cinto. No caso dos autocarros interurbanos de curto trajeto, só 0,7% utilizava o cinto; enquanto nos serviços de longo trajeto, 3 em cada 10 passageiros o levavam corretamente apertado.

Constatou-se que em determinadas rotas, antes de se pôr em andamento o autocarro, o próprio condutor lembrava os passageiros as regras básicas de segurança dentro do autocarro durante o trajeto, incidindo na importância de se utilizar o cinto de segurança durante toda a viagem. Além disso, em alguns destes autocarros um vídeo era mostrado lembrando disso novamente. 

Os mencionados avisos foram realizados 12 autocarros ocupados por 401 passageiros, passando a percentagem de uso de 24% para 69%.

Falta-lhe alguma coisa?

Conscientes da importância de usar o cinto de segurança em autocarros, a Fundación MAPFRE inicia uma campanha especial de conscientização para promover seu uso entre os passageiros.

A campanha é realizada nos autocarros da ALSA Avanza e GrupoRuíz. Graças à colaboração da Confederação Espanhola de Transporte em Autocarros (CONFEBUS) poderão aderir à campanha quantas empresas de transporte de viajante desejarem.

Devido à eficácia demonstrada ao realizar avisos e informar sobre a obrigatoriedade de seu uso, as partes de trás contarão com lembretes sobre o cinto de segurança e será passado um vídeo abordando a importância de se utilizar este importante sistema de segurança.


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