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Os sistemas antifuga ou antievasão são permitidos?

Os sistemas antifuga ou antievasão são permitidos?

24/06/2016

O corpo dos nossos filhos é delicado e é necessária a sua proteção quando viajamos em automóvel através de um sistema de retenção infantil homologado e adequado às suas características fixas. Estes Sistemas de Retenção Infantil devem estar corretamente ajustados no assento, seja através da correta fixação com os cintos dos lugares traseiros; com a utilização de uma fixação ISOFIX; ou com a mais recente homologação i-Size.

Seja como for, uma vez fixado o SRI devemos procurar que os arneses fiquem corretamente ajustados ao corpo da criança, sem lhe causar dano, mas com pouca folga para que, em caso de acidente, o sistema proteja o pequeno passageiro com a máxima eficácia. O nosso artigo “Estas são as razões pelas quais um arnês apertado é um arnês seguro” apresenta informação ampliada sobre como ajustar corretamente os arneses à criança.

Até aqui apresentámos a teoria, o que já deveríamos saber relativamente à colocação do SRI e a segurança das crianças, mas que acontece quando o pequeno passageiro é capaz de se soltar do arnês com facilidade? Se a criança for capaz de "saltar” a proteção isso pode dever-se, fundamentalmente, a duas razões: que tenhamos colocado mal os referidos arneses, ou que a criança tenha aprendido a soltar os arneses pressionando o fecho. Isto é pouco provável devido à força necessária, mas pode acontecer.

PPortanto, ocorreria uma situação potencialmente perigosa, dado que, no caso de sofrer uma colisão, a criança não estaria corretamente protegida. Para levar a melhor em situações como esta, existem os sistemas antifuga, ou antievasão, que se baseiam em acrescentar elementos de fixação aos arneses para impedir o contorcionismo da criança e que liberte um ou dois braços. Tenhamos em conta que, com dois braços livres, a criança pode descer do SRI sem grande dificuldade.

Sobre a utilização deste tipo de sistemas existem muitas dúvidas sobre a sua legalidade ou não, e para esclarecer estas questões devemos referir que, para homologações anteriores ao i-Size, não são permitidos os sistemas antievasão rígidos. No caso do i-Size também não é totalmente claro, mas existem múltiplas opções no mercado de sistemas antifuga mais leves, com materiais flexíveis que abrangem as eventuais aberturas por onde a criança poderia evadir-se.

Para ilustrar a simplicidade com a qual algumas crianças se podem escapar dos seus arneses, este vídeo permite entender como é o processo e como podemos evitar fugas com um dispositivo flexível.

24/06/2016

Tal como acontece sempre que lidamos com sistemas de retenção infantil e acessórios para os mesmos, devemos ser muito prudentes e procurar sempre produtos homologados. Isto é muito importante, sobretudo se tivermos em conta que podemos ter lido uma informação que talvez já tenha sido escrita há alguns meses, e, nesse período, podem ter surgido novidades relativamente à homologação ou podem ter entrado em vigor homologações como a i-Size, onde esteja homologado ainda que não esteja no caso da atual ECE R44/04.

A possibilidade de utilizar sistemas antifuga ou antievasão deve ter tratada em casos extremos onde é impossível manter o menor na posição pretendida para sua segurança. Muitos SRI incorporam opções nesta área e oferecem formas de fixação adicional. Devemos ter em conta que não é possível interferir com o fecho e que também não se pode alterar qualquer outro elemento da cadeira, dado que tudo foi concebido para atuar em caso de acidente e proporcionar maior segurança.

Neste sentido, devemos ter em conta que é importante que o menor vá bem fixado mas que também é importante poder retirá-lo com facilidade em caso de acidente. Os dispositivos adicionais de retenção reduzem a rapidez de fixação e retirada da criança.

Antes de decidir, devemos verificar em especial se estes sistemas estão corretamente homologados e se são os mais adequados consoante o SRI que utilizemos.

 
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