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São seguros os levantadores de assentos para crianças?

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30/04/2015

De acordo com a legislação da Espanha o uso de cadeirinhas infantis nos veículos quando a criança supera a altura de 1’35, pode viajar usando o cinto de segurança ou um dispositivo de retenção infantil (SRI). Para evitar que o cinto não esteja colocado de forma incorreta à altura do pescoço, muitos pais optam por colocar algo para elevar no banco e ganhar esses centímetros extras antes de ter a altura adequada. Mas, isto realmente é seguro para as crianças?

Mesmo que dentro da legislação e favorecendo que o cinto realize melhor sua função, no caso de colisão lateral nosso filho fica exposto a sofrer danos, principalmente na cabeça, pois os veículos não estão preparados para proteger pessoas desse tamanho.

O desenho dos elementos de segurança passiva (aqueles que entram em funcionamento, depois de um acidente e minimizam sua consequência) estão concebidos para pessoas adultas de maior peso e altura. Os testes realizados com os crash test dummies (bonecos que simulam os danos que o corpo sofreria na colisão) tomam medidas padronizadas de homens e mulheres para proteger as partes vitais como a cabeça e o tórax na colisão.

Porém, na criança a cabeça e as extremidades não estão na mesma altura em relação ao teto e as laterais do veículo, sendo muito inferior em volume. É por isso que um dos maiores avanços em proteção de passageiros no caso de impacto lateral como são os airbag dos vidros, não realizariam corretamente sua função. No impacto, o mais provável é que a cabeça da criança não bata na zona protegida do airbag, mas na zona inferior que corresponde ao acabamento da porta e outros acessórios que podem gerar lesões.

No seguinte vídeo podemos observar como funcionam os airbags dos vidros (denominados de cortina) junto com o airbag lateral do banco, e como protegem a cabeça a certa altura, mas não na parte inferior. Obviado o airbag de banco, pois na parte traseira não são instalados.

30/04/2015

Porém, os sistemas de retenção infantil criam um espaço de proteção para a criança, no qual a cabeça e os ombros permanecem a salvo de golpes contra outras partes do veículo. Contam com suas próprias proteções laterais que limitam o movimento de cabeça nos impactos laterais e também servem de barreira de proteção.

Inclusive em conjunto, elevam a criança de forma que depois do impacto e o disparo do airbag de cortina, a cadeirinha se favorece do efeito de absorção do airbag para diminuir sua velocidade de forma mais progressiva e, portanto, proteger bem mais.

No seguinte vídeo podemos ver como um dummie instalado em um SRI infantil minimiza sua deslocação depois de um impacto lateral, protegendo perfeitamente contra possíveis lesões.

30/04/2015


No mercado, as cadeirinhas denominadas Grupo II e Grupo III são para crianças entre 18 e 36 quilos e idade de 4 a 12 anos. Bem quando a criança chega ao final de seu uso, está muito próxima a 1,5 m de altura, o qual permite ir perfeitamente protegida no banco pelos sistemas de segurança passiva do veículo.

Lembre-se que o investimento que fazemos comprando uma destas cadeirinhas é totalmente justificado, pois o uso total é de 8 anos (de 4 a 12). Assim, essa despesa é essencial. Além disso, quem pode pôr preço à segurança de nossos filhos? 

Maiores informações sobre a legislação dos SRI no site Segurança Infantil

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