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Sem drogas ao volante poder-se-iam evitar 900 mortes por ano: Objetivo Zero

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15/01/2016

Os condutores jovens sabem bem a teoria: quando questionados diretamente, recusam os comportamentos de risco como o consumo de álcool e drogas antes de conduzir. Mas não dão o exemplo. 

8,1% declara ter conduzido sob o efeito de drogas alguma vez nos últimos seis meses e 2,1% de forma frequente. Também é preocupante saber que mais de 30% dos passageiros entrou num veículo cujo condutor tinha consumido charros, cocaína e pastilhas, entre outras substâncias.

São dados reunidos no relatório "Condução e Drogas. Fatores subjacentes aos comportamentos de risco" que acabam de apresentar em Madrid a Fundación MAPFRE e a Fundação de Ajuda Contra o Vício das Drogas (FAD). O estudo analisa de forma pormenorizada e quantificável o que os jovens (dos 16 aos 30 anos) pensam e percebem sobre riscos na condução.

O estudo enquadra-se na estratégia ‘Objetivo zero acidentes de trânsito’, um objetivo que, segundo Jesús Monclús, Diretor da Área de Prevenção e Segurança Rodoviária da Fundação MAPFRE, "poder-se-ia conseguir a médio prazo, calculamos que, no ano 2030, em zonas urbanas e, em 2050, em autoestradas". Pode ver este vídeo sobre ‘Objetivo Zero Vítimas’:

15/01/2016

15/01/2016

A diretora geral da Direção-Geral de Viação Espanhola (DGT), María Seguí, dá um dado que convida à reflexão: "Se à data de hoje nenhum condutor se pusesse ao volante após ter consumido drogas, num ano apresentaríamos um relatório com menos 900 mortos".

Apesar de saberem a teoria, na hora da verdade, uma parte dos jovens relativiza o consumo de álcool como fator de alto risco (13,6%) e os amigos acham normal que se beba ou consuma drogas mesmo que se tenha que conduzir (17,5%).

Uma causa do problema está na atitude de minorias muito significativas que declaram “saber” o que podem consumir, mostram-se seguros dos seus limites, conhecem como contrariar os efeitos deste tipo de substâncias e acham que, por isso, não têm que deixar de beber totalmente.

O inquérito deixa patente que não se trata de um problema de informação mas pelo facto de os jovens assumirem estes riscos e inclusivamente acharem ‘normal’. 42,1% dos que bebem álcool diariamente e 14,9% dos que o fazem frequentemente considera que o risco de sofrer um acidente aumenta 'dependendo da quantidade' ou 'mal aumenta'.

Assim acham também 42,9% dos que consomem cannabis frequentemente e 26,7% dos quais consome diariamente.

Os dados do Instituto Nacional de Toxicologia recordam-nos que 39% dos condutores falecidos em 2014 deram positivo no despiste de drogas ilegais. As sanções com detração de pontos por consumo de drogas alcançaram o número de 25.000 no passado ano, das quais menos de metade corresponde a pessoas dos 16 aos 30 anos. “A idade média dos mortos em acidentes de trânsito é de 47 anos, a mesma idade das vítimas por consumo de drogas. A recusa social a este comportamento deve ser para todos, não só para os jovens”, afirma María Seguí.

A DGT já anunciou um aumento dos controlos de drogas em 38%, passando dos 90.000 iniciais até alcançar os 120.000 que se estima que se levem a cabo ao longo de 2016.

É preciso ter claro que o consumo de drogas é incompatível com a condução. “Um condutor drogado deixa de pensar com clareza e já não tem volta atrás. Por isso é tão importante que todos impeçamos que alguém que tenha consumido drogas se meta ao volante”, conclui Jesús Monclús da Fundação MAPFRE. Como passageiro, também não entre em carros com um condutor que tenha bebido álcool ou ingerido substâncias ilegais.

Dentro do ‘Objetivo Zero Drogas ao volante’, durante todo o ano de 2016 a Fundación MAPFRE realizará uma campanha especial para consciencializar sobre os perigos de conduzir sob o efeitos de drogas e fá-lo-á distribuindo vídeos e material educativo, também colaborará com entidades públicas e privadas e levará a cabo atividades presenciais através de simuladores, em escolas de condução e realizando conversas e atividades a pé na rua.

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