O que pode poupar um país com mais Segurança rodoviária
26/02/2016
Os acidentes de trânsito são um dos principais problemas dos países desenvolvidos. Em toda a União Europeia, todos os anos morrem mais de 40.000 pessoas como consequência destes acidentes e mais de 150.000 ficam incapacitadas para toda a vida. Em Espanha, 1.126 pessoas perderam a vida nas estradas em 2015.
No que diz respeito às crianças (0 a 14 anos), um total de 46 menores faleceram, outros 410 foram feridos graves e 5.502 ligeiros em 2013, segundo dados da Direção Geral de Viação (DGT). Além disso, devido à sua fragilidade, as crianças tendem a ser as mais afetadas nos acidentes de viação com vítimas. Em países como o México, por exemplo, a perda dos pais devido às colisões é a segunda causa de orfandade infantil.
Não há dúvida que o sofrimento das vítimas dos acidentes graves de trânsito não pode ser expresso em termos económicos. E nenhum montante de dinheiro pode compensar a perda de um familiar ou quem tenha ficado com uma invalidez permanente. No entanto, estimar os custos económicos dos sinistros nas estradas é fundamental para realizar os investimentos adequados para os prevenirmos.
Um custo de quase 1% do PIB
O relatório Segurança Rodoviária 2015, publicado pela OCDE em outubro de 2015, assinala que os acidentes de trânsito custaram a Espanha 9.640 milhões de euros em 2013. Este montante refere-se ao gasto derivado do atendimento - incluindo o de saúde - a todo tipo de vítimas e implica, segundo o documento, 0,94% do Produto Interno Bruto (PIB).
A desagregação dos dados da OCDE revela que a maior parcela se destinou aos hospitalizados: quase 4.190 milhões de euros. A esta seguiram-se 3.140 milhões destinados aos feridos e 2.310 milhões às vítimas mortais. "Nestes montantes não são incluídos os derivados dos danos à propriedade privada", explica o organismo.
Os números da OCDE baseiam-se no estudo O valor monetário de uma vida estatística em Espanha. Estimativa no contexto dos acidentes de trânsito, realizada em 2011 pela Universidade de Múrcia e pela Universidade Pablo de Olavide de Sevilha e financiada pela DGT. Essa investigação concluiu que em 2011 o custo de uma vítima por acidente rodoviário em Espanha foi de 1,4 milhões de euros no caso de um falecido, 219.000 de um ferido grave e 6.100 de um ferido ligeiro.
Embora seja verdade que o número de vítimas de acidentes em Espanha foi substancialmente reduzido nos últimos anos, trata-se de quantias económicas que, além da tragédia humana que envolve os acidentes, nenhuma sociedade desenvolvida deveria poder permitir. E destacam a necessidade de adoção de mais medidas que visem a prevenção de acidentes nas estradas.
"Objetivo Zero" acidentes
Nesta linha, a Fundación Mapfre propôs reduzir a zero os acidentes de trânsito na cidade para 2030 e em estrada em 2050. “É um desafio totalmente alcançável. É realista a meio prazo”, segundo o diretor da Área de Prevenção e Segurança Rodoviária da Fundação Mapfre, Jesús Monclús.
Para este efeito, recomenda 23 medidas, entre as quais figuram a promoção das autoestradas e das novas tecnologias nos veículos, a formação de primeiros socorros ou a educação rodoviária contínua. E através da campanha Objetivo Zero tenta consciencializar sobre os perigos e as responsabilidades dos condutores ao volante no que se refere a drogas, álcool, velocidade, distrações, utilização do capacete ou sistemas de retenção infantil.
Dentro do seu Objetivo Zero Crianças em Perigo, enfatiza que as cadeiras de criança são a melhor opção para proteger os menores, pois estas previnem entre 50 a 80% de todas as lesões em caso de sinistro.

