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Por que as crianças devem viajar viradas para trás durante o maior tempo possível?

¿Por qué los niños deben viajar mirando hacia atrás el mayor tiempo posible?

05/04/2019

Sabemos que as crianças pequenas devem ir viradas para trás. Esta afirmação está presente, por exemplo, no padrão de homologação R-129 (i-Size), que requer que todos os sistemas de retenção infantil homologados pela norma R-129 viagem nesse sentido até os 15 meses de idade. No entanto, até quando devem viajar viradas para trás?  Os 4 anos de idade é a idade máxima ou devem viajar deste modo durante o maior tempo possível?

Na Suécia a cultura de que as crianças devem viajar viradas para trás é muito difundida.  “Se você pedir a um pai na Suécia para descrever como são as cadeirinhas infantis, 95% dirão que são viradas para trás”, diz  Tommy Peterson, diretor do Laboratório de Choque da VTI e Responsável pelo Plus Test, na ocasião do ‘I Día de la contramarcha’que foi comemorado recentemente na Espanha. 

Na Suécia, os SRI são aprovados de acordo com a normativa europeia (R44/04 e R-129) mas, para eles, esta não é suficiente, uma vez que não se aprofunda nas “forças” que são exercidas sobre o pescoço. Por este motivo, conta com o selo Plus Test, opcional para os fabricantes de cadeirinhas, mas que significa que o SRI em questão é especialmente seguro. Neste teste, as cadeirinhas viradas para trás são as claras vencedoras  (veja aqui no que consiste o Plus Test e as cadeirinhas que possuem essa classificação).

Em relação ao que dizem as diferentes organizações internacionais, o documento ‘Estudios de sillas para los niños en coches’, da Fundación MAPFRE, reúne detalhadamente as opiniões e avaliações sobre os SRI virados para trás e todas concordam com a importância de viajar na direção oposta à da marcha e em viajar assim durante o maior tempo possível, desde que as condições e características da criança o permitam.

Enquanto as cadeirinhas viradas para frente previnem até 75% das lesões, os SRI virados para trás podem evitar até 95%. O principal motivo? O peso da criança cai sobre o encosto do banco, enquanto no caso de cadeirinhas voltadas para a frente isso não acontece. A cadeirinha que viaja na direção contrária à da marcha absorve a energia de impacto na própria estrutura.

Este vídeo explica claramente a grande diferença que ocorre em uma colisão traseira. Neste artigo, discutimos como as cadeirinhas viradas para trás também são seguras nos impactos laterais e frontais:

VIRADAS PARA TRÁS, MAS, ATÉ QUANDO?

Nós da Fundación MAPFRE recomendamos viajar assim pelo menos até os 4 anos de idade e, sempre que possível, de acordo com as condições físicas da criança, durante o maior tempo possível. Devemos ter em conta que a cabeça de um bebê é proporcionalmente muito maior e mais pesada que o resto de seu corpo. Enquanto a cabeça de um adulto supõe cerca de 6-8% do peso total do corpo, a cabeça de uma criança pode chegar a supor 25% do peso total do corpo. Além disso, os ossos e músculos do pescoço ainda não se desenvolveram o suficiente para sustentar a cabeça relativamente pesada. A isto devemos acrescentar que o perímetro cefálico (padrões de crescimento infantil) também está se desenvolvendo juntamente com outros padrões, como peso e altura, à medida que a criança cresce. 

Além disso, o pescoço é geralmente a área que mais sofre em um impacto. Por isso, os adultos geralmente sofrem um efeito chicote. No caso das crianças, as consequências podem ser mais sérias, precisamente por causa do maior peso da cabeça e porque a coluna não está totalmente ossificada. A isso deve-se adicionar a forte sujeição dos arneses, que só permitem que a cabeça se mova em acidentes de trânsito. 

O fabricante Volvo, também sueco, deixa claro que “as crianças devem viajar viradas para trás o maior tempo possível. Recomenda-se que as crianças usem cadeiras infantis viradas para trás até os três anos de idade e, se possível, durante mais tempo.” De fato, o fabricante afirma que, embora a criança não possa sentar-se nestes assentos com as pernas totalmente esticadas, a sua segurança não é afetada por isso.

A própria Academia Americana de Pediatria (AAP) mudou recentemente suas recomendações. Se antes aconselhava que as crianças viajassem viradas para trás até o primeiro ano, agora recomenda fazê-lo até pelo menos os 4 anos de idade. De fato, apontam que não apenas a área do pescoço e da cabeça é protegida, mas também os braços e pernas, já que os impede de sair disparados à frente. 

A Organização Mundial da Saúde (OMS) aborda a diferença entre ir virado para frente com um SRI e ir virado para trás, assim como as chances de se machucar se usar apenas o cinto de segurança ou se contar com um sistema de retenção infantil. Mostra como uma criança de até 4 anos de idade tem um risco 50% menor de sofrer lesões com um SRI virado para a frente e 80% menos se a cadeirinha estiver virada para trás (quadro do manual ‘The need for seat-belts and child restraints’, da OMS).

Lembramos que as crianças devem viajar com um sistema de retenção infantil desde que tenham menos de 135 cm, conforme estabelecido na normativa  espanhola. No entanto, através da Fundación MAPFRE recomendamos a utilização de um SRI até os 150 cm de altura, conforme estabelecido na Diretiva Europeia 2003/20/CE.

Cientes da importância de viajar virados para trás, atualmente você pode encontrar no mercado SRIs deste tipo até os 25 kg e 120 cm, permitindo, deste modo, levar a criança na direção oposta até esse peso e/ou altura.

Neste infográfico, apresentamos os pontos-chave para ir virados para trás:

Mirando hacia atrás

Finalmente, este outro vídeo também mostra a diferença entre viajar virado para trás e para frente:

Objetivo Zero
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