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Por que as cadeirinhas dos grupos 2/3 não levam o arnês se é mais seguro?

Por que as cadeirinhas dos grupos 2/3 não levam o arnês se é mais seguro?

03/05/2017

Desde que nascem, as crianças devem ir em sistemas de retenção infantil acompanhadas com os cintos de 5 pontos até chegar o momento adequado de passar para as cadeirinhas dos grupos II e III. Qual o motivo desta mudança? É realmente o arnês (cinto de pontos) mais seguro que o cinto de segurança?

As cadeirinhas do Grupo I podem ser utilizadas para crianças até os 15 ou 18 quilos. A partir daí, a criança deve começar a utilizar um sistema de retenção infantil do Grupo II (de 15 a 25 kg) e posteriormente do Grupo III (de 22 a 36 kg) (Conheça aqui os diferentes tipos de cadeirinhas). É claro que, estamos falando de SRI homologados pela R44/04, que se guia por peso, enquanto a R-129 o fazem por altura (recordamos que se devemudar a criança de cadeirinha sempre que ultrapassar o peso máximo especificado pelo fabricante ou a cabeça estiver fora do apoio do SRI).

As cadeirinhas dos Grupos O+ e Grupo I costumam fixar a criança com um arnês de cinco pontos enquanto as cadeirinhas dos Grupos II e III costumam fixar a criança com o cinto de segurança comum. Podemos dizer então que a partir de 15 quilos a criança passa a ser fixado na cadeirinha de forma diferente.

Efetivamente os sistemas de fixação mais eficazes são os de cinco pontos. Daí que seja o sistema eleito para os veículos de competição. O motivo é que retém muito mais o corpo em caso de uma colisão e em qualquer direção: evita que o corpo saia por cima, evita a deslocamento lateral e que a criança saia por baixo. De fato, previne o conhecido efeito submarinoe distribui a força do impacto entre ambos os ombros, quadris e pélvis. Portanto, são especialmente eficazes para a prevenção de lesões abdominais.

Por outro lado, o cinto de segurança de 3 pontos é também seguro mas menos que o cinto de 5 pontos. Então, por que todas as cadeirinhas não acompanham também este tipo de fixação? A explicação está em que a medida que a criança aumenta de peso, o cinto deverá realizar um maior esforço para segurá-lo e, portanto, o sistema de fixação para criança deverá ser mais resistente.

Considera-se que a partir de 15 kg o corpo da criança está suficientemente preparado para suportar a força de um cinto de segurança. No entanto, como os cintos dos carros atuais estão desenhados para adultos, os mais pequenos precisam de uma ajuda para que fiquem corretamente acomodados e fixados: cadeiras dos Grupos II e III. Por outro lado, o arnês das cadeirinhas do Grupo I não está longe de ser a melhor opção.

Isto não quer dizer que colocar a criança numa cadeirinha com cinto de segurança seja inseguro. Levar a criança com sistema de retenção infantil adequado a sua altura e peso é sempre a melhor opção. No entanto convém atrasar na medida do possível o passo para cadeirinha do Grupo II (sempre que não se ultrapasse o peso e a altura indicada pelo fabricante), também é prejudicial levar a criança numa cadeirinha que não corresponda e que fique pequena, já que não estará bem protegido em um impacto.

Se colocarmos uma criança em uma cadeirinha que fique excessivamente grande, por exemplo, em uma do Grupo 2 antes dos 15 kg, veremos que o corpo da criança não está totalmente preparada para suportar a força que pode exercer o cinto de segurança em caso de acidente. Além disso, a criança não ficará acomodada de forma adequada devido a sua altura, podendo causar feridas em seu corpo. A parte disto, devemos ter em conta a maior segurança quando usamos fixação com arnês. Isto pode causar um efeito contrário se a criança pesar mais de 18 kg e viajar numa cadeirinha do Grupo I. Neste caso veremos que o arnês não está preparado para suportar este peso.

TANTO COM ARNÊS COMO COM CINTO, CORRETAMENTE UTILIZADOS

Neste sentido, há que ter em conta que tanto para que um e outro estejam completamente seguros, as crianças deveram ir corretamente fixadas e acomodadas. Recordamos que um arnês apertado é um arnês seguro. Aqui encontrarão conselhos para fixar corretamente um arnês.

Com respeito ao cinto de segurança, temos que acomodar a criança e instalar a cadeirinha seguindo as indicações do fabricante. Segue estas indicações para colocar adequadamente o cinto de segurança em cadeirinhas dos Grupos 2 e 3. Recordemos que devemos passar o cinto por aqueles pontos ou guias indicados pelo fabricante (costumam ser realçados com cores) e fazer que o cinto de segurança fique corretamente colocado. A parte superior não deve ficar demasiadamente colada ao pescoço e a parte inferior deve passar pelos ossos da pélvis, e não pelo estômago. Desta forma, evitaremos possíveis lesões, especialmente abdominais

Evitar em todo caso acomodar a criança com o abrigo colocado, já que nos daria uma falsa sensação de fixação.

UM QUARTO PONTO DE ANCORAGEM NO CINTO

Conscientes da importância do arnês e visando a necessidade de oferecer a maior segurança possível, recentemente temos falado de Secureguard, um quarto ponto de ancoragem.

São oferecidos assim aos sistemas de retenção infantil do Grupo 2 e 3 um arnês entre pernas que atua como quarto ponto de ancoragem para o cinto de segurança. Desta forma, evita que a parte abdominal possa sair do lugar. Contribuindo desta forma a reduzir as forças que se aplicam ao abdómen em caso de colisão.

Da mesma maneira como acontece com os cintos de cinco pontos, esta peça central elimina o efeito submarino e evita o deslocamento do cinto para a barriga, mantendo-o na parte inferior do abdômen.


Objetivo Zero

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