Por que a gente não utiliza os sistemas de retenção infantil?
10/06/2015
Por isso a Direção Geral de Trânsito na Espanha recordava há poucas semanas a necessidade de usar sempre o cinto. No ano 2013 quatro menores de 12 anos faleceram na Espanha em acidente de trânsito e não levavam sistema de retenção infantil. Pode parecer incrível, mas é verdade. O uso de cadeiras infantis é obrigatório, e como adultos não só deveriam preocupar-se por uma questão de regulamento, ou pela multa, mas porque é um elemento de comprovada eficácia para que as crianças estejam mais seguras.
É responsabilidade do adulto o cuidado, a proteção e o bem-estar dos menores. As crianças não podem decidir, principalmente, porque a maior parte das vezes não sabem qual é o perigo ou como o evitar. Uma criança sem sistema de retenção infantil não está segura no carro e em caso de freada ou mais ainda de acidente, sairá voando pela inércia, baterá contra elementos do habitáculo ou inclusive sairá voando do carro através de algum vidro. As consequências são muito graves.
Assim, se é obrigatório usar sistemas de retenção infantil, e está comprovado que a criança viaja mais segura com um sistema de retenção infantil, por que ainda há gente que não usa o cinto? Há várias desculpas.
"As cadeiras são caras" . Bom, uma parte é verdade, não podemos negar, mas também é certo que cada vez há mais variedade e opções entre as que eleger, e preços mais baratos. Costuma ser necessário utilizar diferentes cadeiras em função da idade, peso e altura da criança, de diferente tamanho e tipo, destinadas a diferentes idades da criança, pois ela vai crescendo e é quase impossível que uma única cadeira sirva até que tenha altura para não precisar usar e possa ir no carro diretamente com o cinto de segurança. Porém, não devemos esquecer que uma cadeira não é uma despesa, é um investimento na segurança de nosso filho, e: isso não é o mais importante?
“Não é necessário a cadeira”, por exemplo argumentando a afirmação de que “a criança vai melhor em meus braços”. Lamentavelmente, a dura realidade, os testes de choque e as leis da física têm demonstrado que isto não é verdade. Em uma freada forte ou um acidente, a desaceleração é tão forte que a inércia arranca a criança dos braços da mãe mais protetora, por mais forte que seja.
"É só um instante... é pertinho... vou aqui ao lado... não vou sair da cidade" Isto também não é desculpa . Na cidade também há acidentes e ainda que a velocidade seja efetivamente mais baixa, é suficiente para sofrer um acidente mortal. Há que utilizar sempre o cinto de segurança, e no caso das crianças há que utilizar sempre a cadeira, com seu arnês ou cinto.
"É complicado colocar a cadeira... é um rolo". Realmente, pode ser um pequeno incômodo colocar e descolocar a cadeira, mas não devemos esquecer que a segurança da criança é o mais importante, não o pequeno incômodo de montar uma cadeira no carro. Além disso, ao aprender a colocar bem, não leva tanto tempo e com as cadeiras e os carros atuais, com sistema isofix, colocar a cadeira é mais fácil e rápido, e a possibilidade da montar mal a cadeira é mínima.
“A criança não gosta de ir na cadeira... não gosta de ir com cinto”. Pois tem que aprender a gostar, deve acostumar-se a isto, é necessário por sua segurança. Se a criança é educada para que se acostume a ir na cadeira e com seu arnês ou cinto desde o primeiro dia, não terá problemas em aprender. Além disso, se explicamos que é pela sua segurança, para que não sofra danos e como reforço observa que seus pais também utilizam cinto no carro muito melhor.
Quando falamos de segurança, em proteger as crianças, não há desculpas: devemos sempre utilizar sistemas de retenção infantil.
