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Como andar de carro com uma criança com paralisia cerebral de forma segura

Como andar de carro com uma criança com paralisia cerebral de forma segura

08/02/2016

Em Espanha, calcula-se que duas em cada 1.000 crianças nasçam com paralisia cerebral e que, ao fim de um ano, cerca de 1.500 nasçam com paralisia cerebral ou a desenvolvam muito precocemente. Como já indicámos em artigos anteriores, as crianças que têm paralisia cerebral ou outros problemas musculares não têm a musculatura suficiente para controlar a 100% a cabeça, o pescoço ou o tronco.

Se a isto somarmos as forças a que o corpo é submetido quando viaja dentro de um veículo a motor, é necessário recorrer a Sistemas de Retenção Infantil que as mantenham sentadas corretamente e que previnam esforços excessivos das articulações em travagens bruscas e curvas. Para que as crianças viajem cómodas e, ainda mais importante, o façam com segurança, podemos reunir as seguintes recomendações:;

  • Se a estatura e o peso o permitirem, é melhor utilizar cadeiras orientadas no sentido contrário à marcha. Desta maneira o seu corpo ficará completamente recolhido graças à maior superfície de apoio e não será afetado por travagens. Além disso, estes SRI são mais seguros no caso de colisão.
  • Quando o limite de peso nos obrigar a levar a criança numa cadeira virada para a frente, é aconselhável escolher um SRI que se possa reclinar ligeiramente (seguindo sempre as instruções e assegurando-nos que efetivamente podemos fazê-lo e que foi pensado para admitir este uso) para oferecer à criança um apoio extra que a ajude a manter a cabeça em linha com as costas.
  • É muito recomendável escolher um SRI cujo arnês tenha cinco pontos de fixação. Quanto mais possamos fixar a criança mais cómoda irá.
  • Para que o seu corpo fique ainda mais fixo, nos espaços vazios que ficam entre a criança e as peças laterais da cadeira podemos colocar mantas ou toalhas enroladas, ou tubos de espuma cortados à medida, para que o torso se mantenha direito e a cabeça continue alinhada.
  • Para que a cabeça não caia para a frente nem para os lados podemos recorrer a colares flexíveis ou fitas ou gorros com velcro na parte traseira, que ajudem a criança a suster o peso. Nestes casos, antes de fazê-lo por nossa conta, seria sempre necessário consultar os profissionais sobre qual é a melhor opção em função das necessidades.
  • Outra opção para manter a criança numa posição correta quando já tem uma certa idade é empregar soluções como o colete E-Z-On do qual já falámos anteriormente. Estes coletes fixam o abdómen e ajudam a manter uma postura apropriada. Além disso, em caso de acidente, as forças anulam-se ao estarem fixas por uma superfície maior.
  • Se uma criança com paralisia cerebral cresceu e já não pode usar um SRI convencional, terá que recorrer a assentos médicos grandes especiais ou com modificações à sua medida. A melhor forma de se orientar nestas situações é pela mão do terapeuta habitual, procurando juntos o produto que melhor se adapte às necessidades da criança e, possivelmente, também podendo gerir algum tipo de ajuda económica para comprar estes assentos.


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