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O que acontece se o cinto de segurança for mal colocado?

¿Qué ocurre si el cinturón de seguridad está mal colocado?

20/04/2021

A não utilização do cinto de segurança ou sua utilização incorreta pode colocar em risco a segurança de todos os ocupantes do veículo, principalmente dos mais pequenos. Em primeiro lugar, devemos ter em conta a importância de não passar a usar o cinto de segurança antes do tempo. O motivo? O corpo da criança ainda não está suficientemente desenvolvido e o cinto de segurança não fica bem ajustado, ou seja, a criança ainda não tem a altura suficiente para que o cinto fique bem colocado. Deste modo, nas fases em que a criança é mais velha, mas ainda não é suficientemente alta, deve-se usar um assento de elevação (de preferência com encosto). Seu principal objetivo consiste em “levantar” a criança para que o cinto desempenhe sua função corretamente.  Aqui abordamos as consequências de não usar este tipo de assento quando necessário.

Deve-se ter em conta que o sistema de retenção infantil não deve ser abandonado muito cedo, algo que os pais costumam fazer com frequência, conforme consta no relatório  ‘Assentos de elevação no automóvel: até quando devem ser utilizados?’, elaborado pela Fundación MAPFRE

E até quando devemos utilizar o assento de elevação? Embora muitos países só exijam a utilização de um sistema de retenção infantil até os 135 cm, a altura ideal a partir da qual a criança pode passar a usar diretamente o cinto de segurança é de 150 cm. É nesse momento que o cinto de segurança fica devidamente ajustado. 

Como saber se o cinto está bem ajustado?  

  • A faixa diagonal deve passar pela clavícula, por cima do ombro e perto do peito. 
  • A banda ventral deve ficar o mais baixo possível sobre o quadril.

O RISCO DE UM CINTO DE SEGURANÇA DE TRÊS PONTOS SEM O ASSENTO DE ELEVAÇÃO

Além de ser difícil encontrar um sistema de retenção infantil que possa ser instalado com um cinto de dois pontos, este tipo de cinto é muito menos eficaz na proteção do ocupante. No entanto, quando falamos de crianças, o cinto de três pontos não deve ser usado por um menor se ele não estiver usando um sistema de retenção infantil. O principal motivo é que a faixa diagonal pode causar danos irreversíveis à criança, ou seja, o cinto fica muito próximo ao pescoço e pode causar graves consequências. 

Por isso, se a criança tiver menos de 150 cm de altura, só devemos usar o cinto de três pontos se tivermos um assento de elevação

O CINTO DE DOIS PONTOS É MELHOR?

Um trabalho recentemente apresentado por Marta Anglès, da Applus IDIADA, e Farid Bendjellal, da Britax, nomeado ‘Safer Transport of children in buses and coaches (STCBC)’ durante o encontro organizado pela entidade alemã TUV: ‘Protection of children in cars’, revela que o cinto de dois pontos é muito menos seguro do que o cinto de três pontos. Para isso, se referem a diferentes testes de colisão. 

Entre as conclusões, verificamos que o cinto de dois pontos restringe apenas as cargas na parte superior da perna do dummy utilizado e não há retenção na área do tronco. Isso significa que, em caso de impacto, o tronco tem um movimento de elevação que termina com a cabeça do dummy em contato com o assento. Além disso, existe o risco de expulsão do ocupante. 

Quando o dummy utilizado equivale a uma criança mais velha, é possível observar que as pernas do manequim colidem com o encosto do banco da frente. A cabeça também pode impactar contra o assento.

USAR O CINTO DE SEGURANÇA ANTES DO TEMPO

O já referido trabalho realizado pela Fundación MAPFRE mostra as consequências de uma criança de aproximadamente 6 anos viajar no banco do carro com cinto de segurança, mas sem um assento de elevação. Neste 'crash test' observa-se que o cinto pressiona a região do pescoço da criança, podendo causar lesões graves nesta região. Também mostrou que o dummy desliza para frente fazendo com que o cinto pressione o abdômen, podendo causar uma situação de submarino.

Também podemos nos deparar com o caso contrário, em que a faixa superior está muito longe do ombro, em direção ao braço. Nessa situação, o torso pode escapar da retenção do cinto e o risco de a cabeça bater contra alguma parte do carro é aumentado.

CINTO DE SEGURANÇA MAL COLOCADO: TORCIDO OU FOLGADO

Lembre-se que o cinto nunca deve ir torcido, dobrado ou folgado, pois deste modo não desempenhará sua função: proteger em caso de acidente ou colisão. Se o cinto estiver torcido, não aguentará o peso do corpo e, além disso, pode causar cortes ou queimaduras. Se estiver muito folgado pode levar ao temido efeito submarino.

Seja com um sistema de retenção infantil (aqui abordamos o que acontece se viajarmos com uma cadeirinha mal instalada) ou diretamente sobre a criança ou adulto, o cinto deve ser colocado de maneira correta.

Precisamente, um 'crash test' realizado pela Fundación MAPFRE mostra, entre outras, as consequências do uso do cinto de segurança folgado:

CINTO DE SEGURANÇA MAL COLOCADO: POR DEBAIXO DOS BRAÇOS

Também podemos nos deparar com a situação em que a criança utiliza o cinto, mas, além disso, tira os dois braços para fora. O efeito é semelhante a um cinto de dois pontos. 

Este vídeo mostra que o resultado pode ser fatal. A cabeça da criança colide contra o próprio assento. As pernas também podem ser afetadas devido à mesma inércia. Também devemos destacar a pressão que o abdômen sofre. 

Por fim, devemos ressaltar que, na hora de usar o cinto de segurança, nunca devemos ir com peças de roupas muito volumosas, como casacos. Obviamente, almofadas e travesseiros também não devem ser usados com o objetivo de tornar a viagem mais confortável, pois como já mencionamos, pode causar um deslizamento do corpo, conhecido como efeito submarino. 

O cinto é um dos elementos de segurança que mais salvam vidas, mas uma criança só deve utilizá-lo quando tiver chegado a hora certa. Uma criança nunca deve usar o cinto antes do tempo ou da maneira errada. Sua segurança está em jogo. 

Objetivo Zero
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