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O que acontece quando uma criança é atropelada por um patinete elétrico?

¿Qué ocurre cuando un niño sufre un atropello por parte de un patinete eléctrico?

15/03/2021

Embora a normativa em muitos países proíba os veículos de mobilidade pessoal de dirigirem na calçada, muitos usuários ainda violam essa proibição. Desta forma, os pedestres são frequentemente forçados a compartilhar seu espaço com veículos de mobilidade pessoal. Um estudo e crash test realizado pela Fundación MAPFRE verificou as lesões corporais que um pedestre pode sofrer, mais especificamente, uma criança, ao ser atropelado por um patinete elétrico. Obviamente, o pedestre é quem sofre os ferimentos mais graves, pois é quem absorve a maior parte da energia do impacto. 

Os veículos de mobilidade pessoal apresentam inúmeras vantagens: poluem menos, evitam engarrafamentos, facilitam a mobilidade urbana, possuem um menor custo de aquisição em comparação com um automóvel, exigem menos manutenção... No entanto, devem ser utilizados com cautela, responsabilidade e sempre respeitando as normas de circulação.

Os pedestres não deveriam ter de compartilhar seu espaço de deslocamento urbano. E não podemos esquecer que estamos falando de usuários vulneráveis que, em caso de atropelamento, são os mais afetados. A proliferação dos veículos de mobilidade pessoal chegou antes do esperado e muitos países ainda não legislaram sobre esse tema. Em países como a Espanha, a circulação de veículos de mobilidade pessoal em calçadas ou áreas exclusivas para pedestres foi proibida. Além disso, não podem exceder 25 km/h. 

Devemos mencionar, ademais, a fragilidade de uma criança. Sua estatura é menor e, portanto, pode ser menos visível para outros usuários. Com isso, as chances de uma criança ser atropelada por um desses veículos aumentam, principalmente quando estão sozinhas. 

A Fundación MAPFRE, em colaboração com o CESVIMAP, realizou o estudo “Testes de colisão (crash-tests) de patinetes elétricos e riscos associados ao seu processo de carregamento: recomendações para um uso seguro”, onde comprovaram as consequências sofridas por um pedestre, neste caso, uma criança, ao ser atropelado por um patinete conduzido por um adulto. 

Mais especificamente, foi realizado um impacto lateral com um ângulo de incidência de 90º do VMP contra o pedestre, simulando o cruzamento da via. A menina pesa 14 kg e mede 119 cm de altura, enquanto o condutor do patinete pesa 66 kg e mede 165 cm de altura. O patinete elétrico pesa 12,5 kg. O impacto ocorre a uma velocidade de 25 km/h, velocidade máxima permitida. 

As consequências são lesões graves no joelho, tórax e cabeça, que costumam sofrer o primeiro impacto de forma violenta contra a coluna de direção do patinete e, posteriormente, contra o solo. Também afeta os ombros, onde recai a massa do condutor e do próprio patinete ao impactar contra o asfalto. 

Deve-se ressaltar que o condutor dificilmente sofre sequelas, já que “aterrissa” sobre o corpo do pedestre atropelado. 

Nestes dois vídeos você pode ver o crash test e uma simulação do atropelamento:

VÍDEO CRASH TEST

VÍDEO SIMULAÇÃO ATROPELAMENTO

Como pode ser visto no crash test, a roda motriz do VMP prende o pedestre e, ao mesmo tempo, a coluna de direção atinge o joelho, o que pode causar uma fratura. Da mesma forma, a cabeça se inclina na direção do guidão, o qual impacta de forma violenta. 

O crash test mostra que se trata de um golpe que pode causar graves lesões internas, pois ocorre diretamente contra o osso parietal e parte da maçã do rosto do lado direito. Essa circunstância se deve ao fato de o pedestre não possuir proteção na cabeça.

O teste também mostra que, após o impacto na cabeça, ocorre uma queda acelerada, produzindo um golpe na região do ombro quando o pedestre atinge o solo. A pelve também recebe vários golpes. Cotovelos, pulsos e mãos também são afetados, pois são usados como mecanismo de defesa. Essas áreas também podem ser afetadas durante o arrasto após o atropelamento.

Não se produz nenhum tipo de lesão na coluna, embora a área mais afetada possa ser a região cervical caso sofra um efeito chicote. 

Em suma, é importante que o espaço de circulação dos veículos de mobilidade pessoal seja bem detalhado e que não seja compartilhado com os pedestres, uma vez que, como mencionado anteriormente, as consequências de um atropelamento podem ser graves. 

Na presença de veículos de mobilidade pessoal, é importante tomar ainda mais cuidado, principalmente ao andar com crianças, evitando que elas passem entre bicicletas e patinetes. 

Objetivo Zero
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