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Qual é a melhor maneira de evitar as temidas lesões no pescoço?

Qual é a melhor maneira de evitar as temidas lesões no pescoço?

07/10/2016

Os pescoços das crianças não são fortes o suficiente para suportar a carga de esforço que se origina no caso de colisões, especialmente as frontais. Na verdade, as lesões no pescoço são as que mais comumente ocorrem em crianças menores de 2 anos envolvidas em acidentes de trânsito, de acordo com a Direção Geral de Trânsito (DGT). Abordamos as diferentes formas de proteção do pescoço para as crianças.

As lesões mais comuns em crianças de até 2 anos em acidentes viários são no pescoço, gerada pelo tamanho e peso da cabeça e da fragilidade da coluna vertebral, de acordo com dados da DGT. Entre 2 e 4 anos é na cabeça, porque as vértebras não são fortes o suficiente para suportar desacelerações bruscas, enquanto de 4 a 10 anos as lesões mais comuns são no abdômen, com aumento do risco de hemorragia interna ou lesão abdominal, já que os órgãos não estão suficientemente fixados à estrutura abdominal.

CONTRA O SENTIDO DA MARCHA, A FORMA MAIS EFICAZ

Muitos estudos e testes de colisão que mostram que a maneira mais eficaz de proteger as crianças de lesões no pescoço é colocá-las no sentido oposto ao sentido da marcha.

Em caso de impacto, especialmente os frontais, o pescoço da criança deve resistir a uma força superior a que é capaz de aguentar. No caso de um sistema de retenção virado para trás, as costas da criança em contato com a cadeira absorveriam a maior parte da força de impacto. Podemos ver em muitos testes de colisão como nestes casos nem a cabeça e nem o pescoço se movem para frente.

Neste vídeo podemos observar a diferença:

07/10/2016

Colocar o SRI na direção oposta à da marcha é algo que várias organizações internacionais apoiam, como indicado no documento ‘Estudos de cadeirinhas para crianças em carros’, elaborado pela Fundación MAPFRE. Por esta razão, desde o Departamento de Prevenção e Segurança Viária da Fundación MAPFRE defendemos levar as crianças no sentido contrário ao da marcha em um SRI indicado para tal feito o maior tempo possível.

De acordo com a ANEC, associação dedicada à representação dos consumidores europeus no processo de elaboração de normas técnicas, "verificou-se que algumas crianças sentadas em bancos voltados para frente sofreram lesões na cabeça, no pescoço, no peito ou no abdômen em circunstâncias em que os bancos, se virados para trás, teriam proporcionado uma maior proteção”.

Por outro lado, desde Euro NCAP também se promove o transporte de crianças em assentos voltados para trás e comprova-se se os veículos permitem a instalação destes assentos.

Neste sentido, recomendamos nossos artigos ‘DGT: cadeiras de criança em sentido contrário’, e ‘É correto colocar a cadeira infantil no sentido contrário ao da marcha?’. Assim como nosso infográfico: Formas de prender a criança em uma cadeira infantil.

Lembramos-te que as crianças devem viajar na direção oposta à marcha até os 15 meses de idade e é recomendável que o faça até os 4 anos. É aconselhável fazê-lo o maior tempo possível.

Caso tenhas de ir na parte da frente inevitavelmente (como exceção à norma), sempre se deve desativar o airbag do copiloto.

PROTEÇÃO DO PESCOÇO EM CADEIRINHAS VOLTADAS PARA FRENTE

Uma vez que a criança pode ir em sistemas de retenção infantil virados para a frente, é importante escolher uma cadeira apropriada ao peso e altura da criança e que conte com um encosto para a cabeça. Muitas vezes são ajustáveis na altura, o que é apropriado para ajustar corretamente o SRI para a altura da criança. O encosto de cabeça dá conforto e proteção contra qualquer tipo de impacto.

É importante que a cabeça não se sobressaia acima do encosto para a cabeça.

No mercado são oferecidos outros produtos que reforçam a proteção que as cadeiras e almofadas oferecem normalmente, como as almofadas em forma de 'U' ou almofadas cervicais.

PROTEÇÃO DO PESCOÇO EM LEVANTADORES E COM CINTO DE SEGURANÇA

O levantador é destinado a crianças que não excedam 135 cm de altura e, portanto, não podem usar o cinto de segurança dos bancos traseiros bem ajustados (recomendamos-te o artigo: ‘O que devemos levar em conta na hora de escolher um levantador para carro?’)

Podem ser almofadas levantadoras com ou sem encosto. Estes últimos formam o Grupo 3 e são projetados para crianças mais velhas, geralmente entre 6 e 11 anos e entre 22 e 36 kg.

Como se afirma no infográfico ‘A fixação correta da criança em um levantador’, é importante colocar a criança no levantador e que a parte superior da cabeça e do encosto para cabeça estejam na mesma altura. Tal como acontece com os outros passageiros mais adultos, neste caso o encosto de cabeça começa a fazer a sua função principal, que é o de proporcionar uma maior proteção aos passageiros no pescoço e na cabeça, e por isso deve ser bem posicionado na altura.

O mesmo acontece quando tu parares de usar o levantador e começares a usar apenas os cintos de segurança. Aqui ‘Quando devo dar o passo definitivo ao cinto de segurança?’.


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