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O que diz realmente a legislação sueca a respeito dos SRI virados para trás?

O que diz realmente a legislação sueca a respeito dos SRI virados para trás?

22/03/2017

Na Suécia se defende a colocação do SRI virados para trás à quase cinquenta anos. Nos anos 60, precisamente em 1963, Bertil Aldma, da Chalmers University em Gotemburgo, desenhou o primeiro SRI contra o sentido da marcha baseado na posição dos astronautas no projeto Gemini. O professor Aldma dedicou-se ao estudo de como ao repartir as enormes forças da aceleração pelas costas dos astronautas, se suportavam muito melhor. Pensou que esse mesmo projeto poderia ser aplicado a uma colisão frontal no caso das crianças.

As razões para recomendar que as crianças viajem viradas para trás comentamos nos artigos como Benefícios de que nossos filhos viajem sempre contra o sentido da marcha, por exemplo, pela excelente proteção da cabeça, pescoço e coluna vertebral da criança em colisão frontal (a maioria).

Já fazem décadas que a Suécia passou da teoria para prática neste quesito, e com certeza estão orgulhosos em mostrar ao mundo as estatísticas de mortalidade infantil praticamente nulas, salvo casos extremos. Por exemplo, entre 1992 e 1997, só 9 crianças que estavam devidamente com seus SRI no banco traseiro do carro morreram em acidentes de trânsito na Suécia, e todos eles estavam envolvidos em acidentes catastróficos com graves danos aos veículos, e poucos sobreviventes.

Desde os anos 60 vem-se aplicando um teste sueco especial, mais restritivo que a legislação oficial, e focado a “eliminar” ao máximo os SRI que ofereçam uma proteção menor em colisões quando estão contra o sentido da marcha. Chama-se ‘Plus Test’.

O que é o ‘Plus Test’ sueco?

O ‘Plus Test’ sueco é uma prova voluntária para os fabricantes de sistemas de retenção infantil. Na Europa todos os SRI devem cumprir com a regra ECE R 44 ou a regra UN R 129, mas qualquer assento que passe com sucesso no Plus Test oferece a confiança de que cumpriu com os requisitos mais exigentes de qualquer um dos dois regulamentos.

Nessa prova realizam-se uma série de medições e testes especiais, que nos dão uma ideia do nível de exigência quanto ao mínimo de segurança exigido na Suécia:

  • Mede-se qual a tensão (a força em Newtons) no pescoço causada em uma colisão frontal, pois é a mais frequente.
  • Os limites permitidos para esses impactos são extremamente baixos.
  • Só os Sistemas de Retenção Infantil virados para trás podem passar nesta prova.
  • O ensaio de colisão realiza-se a uma velocidade máxima de 56,5 km/h.
  • O choque produz-se com uma maior energia que o mínimo exigido na legislação.

Na Suécia não é obrigatório cadeiras viradas para trás

É uma crença popular pensar que na Suécia existe uma lei obrigando os pais levarem seus filhos virados para trás o máximo de tempo possível. É uma crença falsa, já que não é obrigatório por lei.

No entanto, na Suécia não é comum transportar as crianças no carro em outra forma que não seja viradas para trás: é simples e é seguro. Trata-se de um processo de conscientização que começou faz mais de 50 anos. Pode-se dizer que estão anos de vantagem comparados com o resto da Europa e, em geral, no mundo.

Nesta entrevista Tommy Petterson, diretor do laboratório de impactos da VTI (Instituto Nacional Sueco de Pesquisa de Estradas e Transportes), explica:

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