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III FISEVI: Acidentes de trânsito são a principal causa de morte de crianças com mais de cinco anos na América Latina e no Caribe

III FISEVI: Los accidentes de tráfico son principal causa de muerte de niños mayores de cinco años en América Latina y el Caribe

15/06/2018

Governos e cidades da América Latina e do Caribe, bem como agências internacionais, reuniram-se no III Fórum Internacional de Segurança Rodoviária Infantil que aconteceu entre os dias 12 e 13 de junho em Buenos Aires com o objetivo de abordar a problemática da taxa de acidentes rodoviários infantil e debater criar propostas para combate-la. É que os acidentes de trânsito são a principal causa de morte de crianças entre os 5 e 14 anos de idade na região, tal e como indica o relatório apresentado durante o congresso. O fórum tem sido organizado pela  Fundación Gonzalo Rodríguez em colaboração com o Ministério de Transporte da Nação através da  Agência Nacional de Segurança Rodoviária da Argentina e a ajuda de outros órgãos internacionais.

Durante os dois dias, experts no assunto abordaram diferentes formas de melhorar a mobilidade das crianças em todos os países da América Latina e do Caribe. Trata-se da terceira edição deste fórum que há congregado mais de 300 assistentes e mais de 70 experts internacionais. 

FISEVI tem contado com 15 sessões enquadradas em uma mudança de enfoque da segurança rodoviária baseada na criação de sistemas seguros. Este conceito tem como objetivo eliminar as mortes e lesões graves por causa dos acidentes de trânsito, baseado que os usuários cometem erros, por isso há que criar condições de segurança desde o desenho da rodovia. 

Durante os dois dias apresentou-se o relatório “Ruas para a Vida: Trajetos seguros e saudáveis para as crianças da América Latina e do Caribe”, elaborado conjuntamente por UNICEF, Save the Children, a Fundación Gonzalo Rodríguez e a Fundación FIA. O relatório indica que as crianças das comunidades mais carentes são as que correm o maior risco de sofrerem as consequências pela combinação de impactos que o trânsito gera para a saúde. É que milhões de crianças da América Latina vivem em zonas nas que os limites de contaminação do ar excedem de maneira muito perigosa, o fato é que as emissões dos veículos contribuem significativamente.

O relatório também destaca que quase 50 crianças perdem a vida nas estradas da região todos os dias. Neste ponto, há que relembrar que os mais vulneráveis são as crianças que habitam em vizinhanças carentes e que em muitos países morrem mais crianças como pedestres do que como passageiros de veículos. 

De fato, há que assinalar que 88% das estradas analisadas na região não dispunham de calçadas de pedestres em zonas, nas quais as velocidades eram superiores a 40km/h e 68% não dispunham de vias de pedestres formais.

A segurança em motocicleta também é uma grande preocupação. Aqui foi batido o pé na necessidade de obrigar a utilização do capacete para combater os seus altos índices de acidentes com gravidade. 

“No trajeto para a escola, muitas crianças são expostas a perigos severos, enfrentando o trânsito que se move a uma velocidade que ameaça a suas vidas, sem vias de pedestres ou cruzamentos seguros”, foi assinalado durante o fórum pela campeã olímpica jamaicana Shelly-Ann Fraser-Pryce. A isto há que acrescentar o ar tóxico que respiram. “Nossas crianças simplesmente estão indo para a escola e estamos falhando na nossa obrigação de mantê-las seguras; tem afirmado Shelly-Ann.

Neste sentido, faz-se um apelo à ação e solicita-se financiamento dos governos, doadores e às principais agências dedicadas à saúde infantil para poder proporcionar à cada criança da região um trajeto seguro e saudável para a escola e para proteger as crianças do peso que significa o trânsito para sua saúde.

O relatório também recolhe políticas efetivas que estão salvando vidas nas estradas da América Latina e do Caribe como, por exemplo, na Cidade do México, onde se implementou a proposta 'Visão Zero para a Juventude', que se centra no gerenciamento da velocidade como um dos maiores fatores de risco que implica lesões e mortes nas estradas. 

O ‘Dossier da Fundación MAPFRE 2016 sobre Segurança Rodoviária Infantil no Automóvel na Espanha e América Latina: Cadeirinhas infantis’ revela que quase 5.000 crianças de 0 a 14 anos morreram em um total de 18 países de LAC.

A taxa média de mortalidade infantil anual no trânsito nestes países é de 32 mortes por milhão de habitantes enquanto na União Européia é de 6 crianças mortas por cada milhão de habitantes, o que demonstra que fica um longo caminho a ser percorrido para reduzir a taxa de acidentes rodoviários infantil na região. 

Objetivo Zero
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