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Como falar às crianças sobre a morte e o luto após um acidente

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28/01/2016

Quando, infelizmente morre alguém da família ou próximo dela, podem apresentar-se dúvidas acerca sobre como contá-lo ou não às crianças e adolescentes, sobre como abordá-lo e sobre o que é melhor dizer em cada idade. Porque estas situações são complicadas, sobretudo se for em virtude de um acidente, a Direção Geral de Viação (DGT) conta com um guia para ensinar os adultos a falar sobre a morte e o luto chamado "Explica-me o que aconteceu". Nele fica claro que devemos comunicá-lo: "Ocultar, temer, calar ou dar respostas e explicações erróneas sobre o que acontece à nossa volta só fará com que a experiência da morte, além de ser sumamente dolorosa, possa converter-se em algo complicado ou patológico", explica o manual.

As crianças até dois anos não entendem o conceito da morte embora notem a ausência. Por isso, o que deve fazer-se é manter as suas rotinas e horários. Dos três aos seis anos, não compreendem tudo e pensam que é algo temporário, como ir dormir. Daí que seja sempre necessário responder às suas perguntas ("Onde está? Vai voltar?", por exemplo) "com sinceridade e da maneira mais concreta possível". No caso de perguntarem se também nós vamos morrer, a resposta é: "Fá-lo-emos quando formos muito, muito, muito velhos". Devem evitar-se frases como "“O avô foi-se” ou “Sumiu-se num sonho profundo” ou “Está a ver-nos do céu”, porque estes argumentos serão tomados de forma literal, o que alimentará mais ainda a sua confusão", aconselha o guia.

A partir dos sete anos começam a compreender a realidade e aos nove ou dez já sabem o que significa morrer. Nestas idades "precisam que lhes seja explicada a morte de um ser querido atendendo aos factos e às causas que a provocaram". E quando levá-la ao funeral? Desde os 8 anos já podem ir, segundo os especialistas.

Na pré-adolescência, dos dez aos treze anos, a mensagem perante um óbito de um ente querido é de tranquilidade e de que, embora doa, deve seguir-se em frente. Ajuda-os muito que os mais velhos lhes contem as suas próprias experiências de luto. Na adolescência, "é necessário encorajar o adolescente a retomar sua vida e as suas relações sociais. Passar tempo com os seus amigos pode ser de grande ajuda", destacam.

No luto, esse processo emocional que todo a gente atravessa após a morte de um ente querido, e que pode durar entre um e três anos, as crianças e adolescentes necessitam de sentir-se acompanhados e protegidos. É preciso reestabelecer o dia-a-dia, indo à escola e a todas as atividades quotidianas, assim como facilitar a expressão e exteriorização dos sentimentos (com palavras, desenhos...) e ajudá-lo a compreender que é algo natural.

No guia da DGT têm muito mais informação, embora esperamos que nunca precisem dela


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