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Estas são as razões pelas que um cinto bem colocado é um cinto seguro

Como levar um recém-nascido no veículo

28/08/2015

Numa colisão, o nosso corpo, por inércia, continua o seu movimento para frente e, portanto, o objetivo do cinto de segurança ou arnês (usamos um termo ou outro) é impedir esse movimento para evitar lesões.

O funcionamento dum cinto de segurança é complexo.Neste link podemos ver uma cronologia dos primeiros milissegundos duma colisão, e entenderemos bem como um cinto de segurança corretamente colocado e ajustado pode proteger. Em resumo, podemos dizer que um cinto bem apertado se opõe ao movimento do corpo, que normalmente vai para frente quando há uma colisão, e se opõe até certo ponto. Quando a pressão do corpo sobre o cinto ultrapassa certo limite, a tensão do cinto cede levemente para prevenir as lesões que, de outro modo, provocaria o próprio cinto no corpo do ocupante.

Ao dispositivo que consegue isto chama-se limitador de carga, e sua explicação é simples: se permite que o cinto continue apertando o corpo, sem ceder, provocará lesões no corpo humano. Ao permitir uma certa (e leve) soltura da tensão, o cinto acompanhará alguns milímetros ao corpo que segura, permitindo que o corpo desacelere ainda mais sua velocidade “de escape”, mas protegendo totalmente ao ocupante. Entendendo isto, podemos detalhar as razões que fazem que tudo funcione bem somente se o cinto está bem colocado no corpo antes da colisão.

Antes de explicar isto, devemos mencionar os pré-tensionadores do cinto de segurança. Existem muitos tipos, porém a sua missão é a de antecipar-se a uma colisão puxando fortemente o cinto para segurar o corpo, em questão de milissegundos. Assim, os veículos que têm estes sistemas contribuem a minimizar possíveis lesões. Porém, se impedimos que o pré-tensionador funcione corretamente, o sistema não funcionará como deve.

Por exemplo, se o cinto apresenta espaços antes de uma colisão, porque temos uma mão entre o cinto e o corpo, usamos uma pinça para separar levemente uma das bandas, ou se o cinto está em mau estado de conservação e fica “solto”, no caso de colisão o pré-tensionador pode funcionar mal e “chegar tarde”, isto é, exercer a sua função quando o corpo já se deslocou mais do que é recomendável. Nesse caso o resultado é contraproducente.

Isto mesmo acontece se o nosso veículo não tem pré-tensionadores incorporados, pois a folga (mesmo que de poucos milímetros) permite que o corpo do ocupante se desloque esse espaço, antes de que o cinto exerça a sua função. O resultado é que o próprio cinto provocará lesões e também funcionará de forma incorreta.

As razões para colocar o cinto bem ajustado antes de sair são claras: com o cinto bem ajustado, o pré-tensionador (quando existe) realizará bem o seu trabalho; se o pré-tensionador funciona corretamente, o cinto de segurança realiza bem o seu trabalho; se o cinto faz o que deve, o airbag funciona no momento correto para minimizar o impacto. No caso das cadeiras, manter o cinto do veículo apertado (nas que não têm ISOFIX) beneficiará a segurança do próprio SRI, e ao mesmo tempo, ajustar bem o cinto ao corpo da criança ajudará a uma melhor proteção.

Ajustar bem o cinto, pegado ao corpo, é questão de segundos, menos tempo que ligar o motor e começar a lubrificar cada parte. É uma questão de proteger o que mais importa.

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