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Costa Rica adverte sobre o perigo de utilizar dispositivos para prender a cabeça nas cadeiras

Costa Rica adverte sobre o perigo de utilizar dispositivos para prender a cabeça nas cadeiras

09/06/2017

O Ministério de Obras Públicas e Transportes da Costa Rica (MOPT) e o Conselho de Segurança Viária do país (COSEVI) advertem sobre os riscos que as crianças e bebés podem enfrentar em caso de impacto com a utilização de dispositivos para prender a cabeça. Devemos ter em conta que prender não é a mesma coisa que proteger e que tudo o que quisermos acrescentar ao SRI deve estar devidamente homologado.

A grande verdade é que são muitas as famílias que optam por elaborar por vontade própria, dispositivos para prender a cabeça a cabeça da criança, para ‘supostamente’ oferecer uma maior proteção ou evitar que a cabeça da criança ceda quando estiver dormido.

Segundo indicado pela COSEVI, estes dispositivos são elaborados ‘sem critério técnico nem testes de segurança’. Convém ter em mente que para que um dispositivo seja eficaz e possa ser vendido deve passar previamente por uma exaustiva análise e numerosos testes.

Neste sentido, firma-se ainda mais que as crianças devem viajar com o sistema de retenção infantil adequado e devidamente homologado. ‘Qualquer acessório que não seja os cintos, fivelas e fechos que acompanham cada produto representam um grande perigo’, conforme indicado no comunicado de imprensa.

Além disso, foi alertado que estes dispositivos podem oferecer grande risco para criança em caso de acidente já que além de não fixar adequadamente, em um movimento brusco podem chegar a ficar na altura do pescoço e causar graves lesões, inclusive podendo levar a morte. Não importa se o material é maleável ou rígido. O importante é que evita de maneira brusca o movimento natural do pescoço para frente em caso de uma frenagem ou impacto.

A seguir, a imagem promovida pela COSEVI para conscientizar sobre a importância de não utilizar estes tipos de dispositivos:


Costa Rica alerta sobre dispositivos que sujetan la cabeza


Os mesmos fabricantes de cadeiras indicam que não se deve acrescentar dispositivos adicionais que não sejam por eles mesmos permitidos ou que inclusive não tenham sido homologados.

Uma cadeira é segura sempre que tenha sido homologada e também colocada corretamente seguindo as indicações do fabricante. Ajustar devidamente o arnês na criança no SRI e realizar uma ancoragem correta são vitais para proteger a criança quando for necessário.

Viajar com a criança virada para trás o maior tempo possível (inclusive até os 4 anos) é a melhor forma de evitar lesões na cabeça, pescoço e coluna.

Legislação na Costa Rica

Desde abril de 2014 o regulamento estabelece o tipo de sistema de retenção que se deve utilizar.

Assim, uma cadeira deve ser escolhida levando em conta a idade, a altura e o peso da criança. Segundo estes fatores, pode-se utilizar:

  • Porta-bebés: Grupo 0 e 0+, de 0 meses a 1 ano. Menos de 10 kg (Grupo 0) e menos de 13 kg (Grupo 0+), até os 75 cm.
  • Cadeira:Grupo I, de 1 a 4 anos de idade, entre os 9 kg e os 18 kg. Entre 75 e 110 cm.
  • Booster com encosto (assento elevatório): Grupo II, de 4 a 6 anos, entre os 15 e 25 kg. Entre 110 e 145 cm.
  • Almofada sem encosto: Grupo III, de 6 a 12 anos, entre 22 e 36 kg, entre 110 e 145 cm.

A Regulamento N.38239-MOPT diz ser obrigatório o uso de dispositivos de retenção para crianças de 12 anos que meçam menos de 1.45 metros de altura.

Recomenda-se que os Sistemas de Retenção Infantil sejam homologados por uma regra internacional (nível Europeu ou Americano) que garanta que tenham passado satisfatoriamente por testes de impacto.

Veja neste infográfico o regulamento vigente em matéria de segurança viária infantil em cada país da América Latina e no Caribe.

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