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Como é a segurança viária infantil no México?

Como é a segurança viária no México?

23/09/2016

De todos os países da América Latina analisados no estudo da Fundación MAPFRE “Segurança Viária Infantil. Uso dos sistemas de retenção. Análise da situação na América Latina e Caribe”, México e Brasil acumulam 50% das crianças que morreram em acidentes de trânsito. Este número preocupante tem sua explicação é necessário agir de forma eficaz e rápida para tentar impor a consciência viária necessária na sociedade desses países, e não somente nos motoristas, mas também nas diferentes instituições e associações relacionadas à segurança viária.

Apesar do elevado número de crianças mortas em acidentes de trânsito, a taxa de mortalidade no México não é a mais alta na região da América Latina e do Caribe, mas ainda permanece em 8,5%, muito superior à média europeia, que se situa em 4,7%. As principais causas desta alta mortalidade (percentual e absoluta) estão na falta de consciência sobre o uso de sistemas de retenção para crianças, e na carência de normativas que existem no país norte-americano.

Principais carências a respeito da Segurança Viária no México

Em geral, as lacunas mais importantes estão a nível normativo, uma vez que o quadro atual é fraco e incompleto. Por exemplo, não existe uma regulação a nível nacional, se não leis específicas por estado (México, Monterrey, Yucatán). Nestes se especificam leis particulares que, como comentamos, são insuficientes ou demasiado vagas nos seus objetivos:

  • Para México: motoristas são proibidos de transportar menores de 12 anos nos bancos da frente dos veículos. Nos bancos traseiros devem ser utilizadas cadeiras para crianças, em crianças até aos 5 anos.
  • Para Yucatán: qualquer veículo de quatro rodas ou mais deve ter uma cadeira para crianças para o transporte de passageiros com menos de cinco anos de idade, que deve ser colocada no banco de trás, caso conte com estes assentos. Crianças de cinco ou mais anos de idade com peso inferior a 10 kg devem viajar na cadeira para crianças sempre olhando para trás do veículo.
  • Para Monterrey: crianças de até 4 anos de idade e/ou menores que 95 cm devem utilizar porta-bebê e estarem presos por um cinto de segurança, e viajar no banco de trás caso o veículo o possua.

Como podemos ver, as regras são bastante imprecisas e têm enormes diferenças em relação às nossas regras, principalmente porque elas são baseadas na idade e altura e ignoram o peso das crianças, pelo menos no sentido em que são marcados alguns valores arbitrários e sem um consenso entre as diferentes regiões.

Além disso, no México não há qualquer regulamentação relativa aos requisitos técnicos dos sistemas de retenção para crianças, o que os coloca, a respeito disso, na cola dos países da América Latina e Caribe. A maior parte das cadeiras de carro no México é importada dos EUA, Europa e Ásia. As cadeiras importadas cumprem com os regulamentos de segurança em vigor nos seus países de origem, como é lógico, mas cada país deve ter seus próprios regulamentos em vigor precisamente porque isso resultaria em uma legislação mais completa e mais abrangente.

O México destaca-se campanhas de sensibilização, com exemplos notáveis como a Iniciativa Mexicana pela Segurança Viária (IMESEVI), promovida pelo Centro Nacional de Prevenção de Lesões do Ministério da Saúde. Além disso, o governo federal, através do Ministério da Saúde, em conjunto com a OPS, também realiza treinamentos e workshops sobre o assunto. Este, sem uma contrapartida, já que a regulamentação e normativas são sólidas e fechadas, é insuficiente para melhorar a segurança viária no México.


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