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Assim é um carro adaptado para uma criança em cadeira de rodas

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20/01/2016

Se a criança tem de usar uma cadeira de rodas para se mover, deveremos procurar um veículo que se adapte às suas necessidades para nos deslocarmos. Como não há carros que venham adaptados de fábrica, salvo algumas exceções, o mais habitual é serem carros modificados, sendo feita uma modificação no espaço traseiro para acolher a criança na cadeira de rodas

Para tal, normalmente é tomada a base de grandes monovolumes ou carrinhas na sua variante de passageiros. Alguns modelos são mais apropriados que outros para que as oficinas realizem as modificações oportunas. Um bom espaço e formas regulares fazem com que as adaptações sejam mais simples e satisfatórias.

Quando saem de fábrica na sua versão standard, estes veículos têm um piso do habitáculo que ficaria muito alto para colocar uma rampa e subir sem fazer muito esforço. Para tal, é necessário modificar os interiores criando de forma quase artesanal uma fresagem específica deixando um espaço oco onde ficará a cadeira de rodas uns 20 centímetros mais baixo do que o resto do piso.

Basicamente, para o fazer, é necessário retirar a parte do piso que vamos rebaixar e colocar uma caixa que mantenha as mesmas propriedades de resistência e torsão. Não se pode comprometer a estabilidade do veículo, por isso este tipo de modificações têm de ser feita por pessoal com experiência e devidamente homologado.

Com a caixa feita, é necessário soldar tudo bem e fazer o acabamento para que fique um compartimento tão estanque como ao sair de fábrica. As portas traseiras deverão incluir a parte inferior correspondente do para-choques para que o acesso seja por um espaço totalmente reto.

E agora que temos um piso rebaixado, é necessário instalar um sistema para subir a cadeira. Aqui encontramos várias formas, já que se pode recorrer à típica rampa de desdobramento manual, a uma rampa mais pesada com acionamento elétrico/hidráulico, a uma plataforma elevadora ou a uma grua.

Seja qual for o sistema deve ser o que melhor se adapte às nossas necessidades tendo em conta as capacidades de quem ajude a criança a subir e descer do veículo, do tipo de cadeira de rodas (normal ou elétrica) ou do peso que tem que suportar o sistema de acesso.

Uma vez com a cadeira esteja no lugar, a rampa/grua/plataforma deve se recolhida de forma firme sem implicar um perigo por movimentos com o veículo em marcha, nem para a criança nem para nenhum dos ocupantes. Mas também é preciso repartir, seja na fresagem do piso ou fixados à estrutura do carro, umas fixações para segurar a cadeira e manter-se no seu lugar quando o veículo passar por buracos ou virar.

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20/01/2016

20/01/2016

Mas por que as adaptações dos veículos são tão caras?

Além de trabalhosas, as adaptações podem ter um custo elevado devido a todos os processos legais que é preciso seguir. Qualquer modificação deve ser obrigatoriamente homologada. De facto, se não homologarmos todas as modificações, a consequência direta é que o nosso carro não passará na Inspeção Técnica de Veículos (ITV) e, por conseguinte, não podermos circular, nem fazer o seguro adequadamente, nem transferi-lo no caso de decidirmos vendê-lo.

Para homologar uma modificação, deveremos ir à ITV para passar na inspeção levando uma série de documentação exigida para poder dar a aprovação. Teremos que contar com um projeto técnico e um certificado de final de obra emitidos pela oficina que tenha realizado o trabalho, um relatório com as peças (marca, modelo e referência) utilizadas na modificação, relatório de conformidade com o visto de um laboratório autorizado por indústria, projeto técnico visado pela ordem dos engenheiros e fotos do veículo.

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20/01/2016

20/01/2016

Tudo isto quer dizer que não pode fazer as modificações de qualquer maneira, têm que estar bem feitas e têm que passar por uma homologação. Mas ainda há mais, porque se a modificação que o fabricante faz for através de um sistema que tenha que montar diretamente, é possível que, para homologar para a sua comercialização, sejam exigido testes de choque ou destruição para verificar que é seguro.

Este processo faz com que o custo de comercialização de cada unidade de adaptação dispare. No final não temos só que somar o custo de fabrico e instalação, como também a planificação, o desenvolvimento, a construção e todos os gastos consequentes do processo de homologação. Não obstante, qualquer custo é inferior ao risco que representa as consequências derivadas de um acidente.

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