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Campanha Hand in Hand: as crianças sempre pela mão de um adulto

11/11/2015

As crianças não têm consciência dos perigos. Os pais, educadores, cuidadores e restante família nunca devem esquecer isso, e não podem pensar que as crianças já sabem atravessar a rua ou ter cuidado com os carros.

A investigação em matéria de segurança viária infantil determinou que as crianças dos 3 aos 9 anos são vulneráveis ao andarem na rua, e correm um maior risco de sofrer um atropelamento, aliás, risco duplo.

Primeiro porque atravessar a rua é uma ação mais complexa do que aparenta à primeira vista. Implica um nível de coordenação importante entre a vista e o cérebro, obriga a tomar uma decisão rapidamente, e também requer poder calcular distâncias e velocidades de vários objetos ao mesmo tempo.

Entre outras coisas é preciso avaliar a nossa própria velocidade, a distância existente até ao outro passeio, a distância a que estão os veículos que se aproximam na rua, a velocidade a que se movem, e calcular se temos tempo e espaço para atravessar com segurança ou não.

São muitas coisas a processar em muito pouco tempo, e as crianças menores de 9 anos de idade não desenvolveram completamente as suas capacidades de perceção e cognição ao nível de um adulto.

Por outra parte o risco também está presente porque as crianças distraem-se por natureza e muitas vezes são imprevisíveis, porque ficam a olhar para alguma coisa, porque dão asas à sua imaginação ou porque estão a brincar com outras crianças, de maneira que podem sair a correr em qualquer momento e invadir a estrada, sem pensar no perigo.

Por isso os adultos têm também uma responsabilidade dupla. Por um lado devem velar pela segurança das crianças, acompanhá-las quando andam na rua, e atravessar com elas sempre de mão dada. É vital a supervisão do adulto e não se deve baixar a guarda em ruas tranquilas, ao caminhar pelo passeio ou por um parque de estacionamento.

Por outro lado é preciso dar bom exemplo e ao acompanhá-las é preciso reforçar os conceitos fundamentais de educação rodoviária que têm que ir aprendendo, pouco a pouco, com o passar do tempo, com a repetição e com a perseverança: caminhar pelo passeio e não pela estrada, fazê-lo pela parte interior, menos exposta à circulação, parar na borda do passeio e ver bem os dois lados antes de atravessar, atravessar só em passadeiras para peões, e se estas tiverem semáforo, atravessar apenas quando estiver verde.

11/11/2015

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