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Mostramos como uma cadeira velha pode afetar à segurança de uma criança

Mostramos como uma cadeira velha pode afetar à segurança de uma criança

02/06/2017

Os anos se passam e seguimos utilizando o mesmo sistema de retenção infantil. Passando o mesmo de filho para filho, entre familiares e amigos… Lamentavelmente, devemos ter em conta que o tempo e o uso também os afetam. Assim foi demonstrado nas provas realizadas pela Fundación MAPFRE em seu relatório sobre segurança viária infantil no automóvel na Espanha e América Latina 2016.

Devemos ter em conta que as cadeiras de carro envelhecidas ou danificadas não protegem igual, podendo inclusive chegar a romper pela desaceleração em uma colisão ou acidente de trânsito.

A Fundación MAPFRE tem realizado um ensaio a respeito, para comprovar se efetivamente os SRI envelhecidos seguem sendo eficazes. Para isso se utilizou uma cadeira do Grupo I (10-18 kg) e um dummy P3.

A cadeira foi colocada virada para frente. No entanto, previamente foi submetida a um processo acelerado de envelhecimento. Para isso se realizaram 8 ciclos de uma duração total de 96 horas: 1 ciclo de 12 horas que incluía aumentar e baixar a temperatura em períodos longos e curtos de tempo. A temperatura máxima situou-se a 80ºC e a humidade em 30%.

Depois disto, se realizou o crash test a uma velocidade de ensaio de 48,59 km/h com uma distância de frenagem de 645 mm.

As provas mostraram valores de aceleração da cabeça e do tórax fora dos limites regulamentares. Ainda há que destacar que o SRI não sofreu nenhum rompimento nem deslocamento fora do normal. O relatório elaborado a respeito indica que ‘os valores não regulamentares registrados podem ter sido causados devido a mudança de propriedades como a rigidez do material do SRI devido ao envelhecimento’.

Concretamente, tanto o deslocamento horizontal como o vertical se encontram dentro dos valores máximos do R44. Os resultados foram de 542 mm para deslocamento horizontal e 708 mm de deslocamento vertical.Na R44 os limites são de 550mm e 800mm respectivamente.

No que se refere aos sensores, os dados mostraram um pico elevado no caso da aceleração do tórax. Neste caso, foi obtido um valor máximo de 38,95g, enquanto que o regulamento de homologação limita a aceleração vertical para o tórax a um valor menor que 30g (este valor pode ser superado se tiver uma duração menor que 3ms).

Para validar a aceleração da cabeça teve-se em conta o protocolo da Europ NCAP para Assessment protocol – Child Occupant protection. Aqui, entende-se que ocorreu contacto com a cabeça que superaram os 80 g. Se o pico da aceleração for superior a 88g por mais de 3ms, considera-se que o SRI teve um resultado não válido.

No ensaio há um pico máximo de 110,24g o que indica que houve contato com a cabeça do dummy. Também foi registrado outro pico de 99g com uma duração entre 240 e 250 ms, superando assim os 88g regulamentares.

O relatório revela que ao observar um pico superior à 99g, durante mais de 3ms, a probabilidade de lesão grave (AIS 3) é de 50%.

Aqui podemos ver o crash test realizado:

O dossiê elaborado pela  Fundación MAPFRE também recorre aos crash test realizados para comprovar o que ocorre se viajarmos com uma criança no colo ou com o cinto de segurança mais frouxo do normal. Recordamos as consequências de usar os sistemas de retenção infantil incorretamente.

Através da Área de Prevenção e Segurança Viária da Fundación MAPFRE abordamos a reciclagem de sistemas de retenção infantil envelhecidos. Assim, se recomenda mudar de cadeira a cada 6 anos. E melhor, fazê-lo antes, e sempre que a criança passar os limites da cadeira, motivos pelo qual não lhe oferece a proteção adequada. O uso continuado, ao passar do tempo, sua atuação em frenagens bruscas…

No artigo ‘Reciclagem dos sistemas de retenção infantil quando já não servem mais’ abordamos os principais motivos que levam a mudar de cadeira.


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