Skip to Content

Argentina: As mulheres usam mais os sistemas de retenção infantil do que os homens?

Argentina: ¿Usan más las mujeres los sistemas de retención infantil que los hombres?

31/01/2018

Com o objetivo de melhorar sua segurança viária infantil, Argentina tem mudado recentemente sua regra. A mudança na lei no dia 10 de janeiro de 2018 indica que as crianças menores de 10 anos devem viajar fixas no assento traseiro, com o Sistema de Retenção Infantil homologado, e adequado ao seu peso e tamanho. 

Anteriormente, estabelecia que as crianças menores de 10 anos só deveriam viajar nos assentos traseiros do veículo e só era obrigatório o uso de cadeirinhas em crianças menores de 4 anos. Para muitos segue sendo uma regra insuficiente, já que deveria fixar o limite baseado na altura e não na idade.

Com isso devemos acrescentar que a regra pode variar dependendo da cidade ou província. Por exemplo, em Buenos Aires a lei diz que crianças de 12 anos ou com menos de 150 cm de altura devem viajar nos assentos traseiros e com um SRI homologado. Esta é uma lei que reverte em uma maior segurança infantil.

Neste sentido, há que ter em mente que ainda há um elevado número de crianças que viajam sem sistema de retenção infantil na Argentina, ainda que a percentagem esteja melhorando. Assim, o ‘Estudo Observacional do comportamento de condutores e ocupantes de veículos de 4 (ou mais) e 2 rodas’, realizado pelo Ministério de Transporte da Nação em 2016 indica que só 3 em cada 10 crianças viajam de carro com a proteção correta. 

AS MULHERES USAM MAIS OS SISTEMAS DE RETENÇÃO INFANTIL?

Este mesmo relatório indica que efetivamente o uso de sistemas de retenção infantil aumenta entre crianças de 0 a 4 anos que viajam no assento traseiro quando o condutor é feminino. Trata-se de 58,6% de uso das cadeirinhas para carro quando são mulheres as condutoras e 42,3% quando o condutor é masculino. 

O estudo indica claramente que ‘o sexo do condutor tem influência no uso do SRI’ e que a evolução do uso das cadeirinhas aumenta em forma semelhante independentemente do género. 

Enquanto em 2011, só 21% das crianças usavam o SRI quando o condutor era masculino, o uso tem crescido consideravelmente até os 42,3% em 2016. No caso das condutoras mulheres, 38,7% das crianças usavam cadeirinha em 2011. Em 2016 passou a ser 58,6%. 

Como podemos observar, ainda há muito trabalho por fazer para atingir 100% de uso dos sistemas de retenção infantil. Só desta forma conseguiremos que nenhuma criança perca a vida nas estradas.  

Back to top