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Análise da segurança viária infantil em automóveis em Espanha e América Latina (I)

Análise da segurança viária infantil em automóveis em Espanha e América Latina (I)

26/10/2016

Entre 1990 e 2015, o número de crianças de 0-14 anos que morreram a cada ano em Espanha como resultado de um acidente de trânsito foi reduzido de 307 para 25, ou seja, 92%.

A situação na América Latina é diferente: quase 5.000 crianças da mesma idade morrem anualmente nos 18 países incluídos na análise pela Fundación MAPFRE. Este relatório também mostra os resultados obtidos em diferentes testes onde analisamos o nível de segurança dos sistemas de retenção para crianças em diferentes situações para avaliar as consequências de usá-los incorretamente.

Fundación MAPFRE apresentou um dossiê de ‘Segurança Rodoviária Infantil em carros em Espanha e América Latina: cadeiras infantis 2016’ onde se mostra como os acidentes em Espanha e América Latina têm evoluído.

ESPANHA: DIMINUI O NÚMERO DE CRIANÇAS MORTAS EM ESTRADAS

Em 2015, um total de 25 crianças com idades entre 0 e 14 morreram em Espanha como resultado de acidentes de trânsito. Em 2014 foram 37. Portanto, houve uma redução de 32% no número de crianças que morreram em Espanha como resultado de acidentes de trânsito.

Dada a quantidade de crianças mortas e gravemente feridas em 2015, as crianças vítimas de acidentes ascenderam a 380. Em 2014 falou-se de 388, por isso, também houve um declínio, neste caso menor, de 2%.

Tal como mostrado no dossiê acima mencionado, em 2015, a maior parte das crianças mortas morreu fora das cidades (76% em estradas). Por outro lado, 63% dos gravemente feridos e 65% dos levemente feridos ocorreram em Espanha em 2015 em vias urbanas.

Também deve-se notar que a maioria das crianças que morreram em um acidente de trânsito em 2015 eram ocupantes de carros de passeio ou vans e o segundo grupo com mais mortes de crianças foi o dos pedestres (8 crianças foram mortas como pedestres em 2015).

Os dados mostram uma diminuição: a cada 10 crianças que perderam suas vidas em acidentes de trânsito em Espanha em 1990, hoje apenas uma é morta, conforme indica o relatório.

No entanto, no que diz respeito a feridos, foi reduzido em 81% o número de gravemente feridos entre 1993 e 2015, enquanto o número de crianças que foram levemente feridas na estrada aumentou em 8% no mesmo período.

AMÉRICA LATINA: REDUÇÃO MENOS NOTÓRIA

Os dados obtidos na revisão de 2015 mostram que quase 5.000 crianças de 0 a 14 anos (4.918, precisamente), morreram anualmente nos 18 países da América Latina incluídos na análise. Na revisão realizada em 2013, o número de crianças mortas foi de 5.113, portanto houve uma redução de 3,87% aproximadamente.

A taxa média anual de mortalidade infantil por causa do trânsito nos países latino-americanos considerados é de trinta e duas (32) mortes por milhão de habitantes; nos países da União Europeia considerados, dita taxa média é de seis (6) crianças mortas por milhão de habitantes.

O referido estudo indica que se os países da América Latina considerados neste estudo tivessem a mesma taxa média dos países europeus analisados, a cada ano salvar-se-ia a vida de 4.021 crianças.

A revisão de 2015 da situação da segurança viária infantil em carros na América Latina mostra como o Peru melhorou em 18 pontos em comparação com a revisão feita em 2013, principalmente devido a melhorias na legislação, supervisão, a exigir requisitos técnicos e o aparecimento de algumas campanhas específicas de segurança viária infantil.

O Uruguai, entretanto, conseguiu uma melhoria de 10 pontos na diminuição dos dados de acidentes viários com crianças e por melhorias na legislação e requisitos técnicos.

O Equador obteve uma melhoria de 8 pontos na classificação geral com base na melhoria dos indicadores de acidentes de trânsito com crianças e fiscalização da lei.

México e Brasil acumulam cerca de 50% de todas as crianças mortas em países da América Latina considerados, uma tendência que se manteve nos últimos três estudos realizados em 2012, 2013 e 2015.


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