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Analisamos a taxa de acidentes rodoviários infantis em Portugal

Analizamos la siniestralidad vial infantil en Portugal

26/02/2018

Durante os últimos 20 anos, Portugal tem acompanhado como suas estatísticas relacionadas a taxa de acidentes rodoviários infantis (crianças entre 0 e 14 anos) baixavam sem parar. No entanto, o período de tempo entre 2012 e 2016 ocorreu uma tendência no aumento do número de vítimas em acidentes de trânsito. Durante o ano 2017, e a falta de dados oficiais da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviaria no mês de dezembro, parece que a tendência de aumento se manteve.

A redução da taxa de acidentes rodoviários e juvenil (de maneira geral) no país vizinho quanto a vítimas mortais entre os passageiros, pedestres e também condutores de bicicletas e motos é muito relevante, mas os acidentes também deixam feridos com diferentes tipos de sequelas. Por isso, a taxa de acidentes rodoviários é um assunto de saúde pública, seja qual for a faixa de idade estudada.

Contabilizam-se o número de mortos 24 horas após acontecer o incidente, e tendo este dado em conta, pode-se observar que entre os anos 1998 e 2009 ocorreram 140 mortes por ano, em media, entre 1998-2000 e 21 mortos nos anos de 2010 e 2011. A diminuição é moderada, mas contínua, e por isso nesse sentido pode-se falar de otimismo.

Se nos referimos aos feridos em acidentes de trânsito, o número também indica uma redução a ser levada em conta. Não é tão visível como no caso das vítimas fatais, mas indicam uma tendência muito positiva. Entre 1998-2000 observa-se uma média anual de 8.775 feridos, enquanto entre 2007-2009 a média baixou para 4.990 feridos anuais. Para fechar, nos anos entre 2010 e 2011 confirma-se a tendência à baixa com uma média de 4.488 feridos, de menores de 17 anos. Esta última redução é a que mostra uma tendência mais moderada se comparada com o caso das vítimas fatais. Mais para frente veremos a causa desta aparente lentidão.

Seguindo com o tema dos feridos em acidentes de trânsito, há uma estatística a ser levada em conta e é a das vítimas fatais após 30 dias do acidente. Para o grupo de idade de crianças e jovens menores de 17 anos registaram-se 56 mortes só em 2010 e 2011 nas condições descritas. Para cada morto, outros 214 ficaram feridos e isso aumenta a taxa de afetados a mais de 9.000 nesse período, entre feridos leves, feridos graves e mortos, sendo os mais afetados os passageiros, dos quais mais da metade tinham mais de 10 anos.

A razão da redução progressiva no número de mortos e feridos graves está na instauração de uma legislação que obriga os condutores à utilização de sistemas de retenção infantil. Ao aumentar o uso deste tipo de dispositivos (sempre pela obrigatoriedade de seu uso, há que destacar), a maior segurança com a que se deslocam as crianças e bebés é decisiva.

Os dados de 2012 a 2016 sobre taxa de acidentes rodoviários infantis em Portugal

Segundo as estatísticas atualizadas no site da Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária, a taxa de acidentes rodoviários infantil e juvenil tem aumentado a cada ano. Passou-se de uma tendência decrescente a uma tendência crescente, e desde 2012 o número de acidentes com vítimas não tem deixado de crescer (todas as faixas de idade):

Evolución siniestralidad vial infantil 

Focando nas crianças menores de 14 anos, a evolução é melhor. As estatísticas indicam que há uma redução que se pode converter em tendência no número de mortos, bem como nos casos de feridos graves e feridos leves. Resumindo nesta tabela, que indica os mortos em 30 dias, feridos graves e feridos leves do grupo de idades entre 0 e 14 anos:

Siniestralidad vial infantil  

Assim pode-se ver a evolução destes últimos anos:

Evolución siniestralidad vial infantil 

Isto se deve, principalmente, a uma maior sensibilização no uso dos sistemas de retenção infantil. Não entanto, é preocupante as estatísticas gerais da taxa de acidentes rodoviários em Portugal.

Objetivo Zero
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