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Analisamos em profundidade os acidentes viários infantis de 2016

Analizamos en profundidad la siniestralidad vial infantil de 2016

04/01/2018

A análise da taxa de acidente viário infantil em 2016 é importante para as ações necessárias a serem tomadas nos próximos meses, sempre com o objetivo de reduzir ao mínimo essa taxa de acidentes e atingir o Objetivo Zero.

Pode-se dizer que 2016 foi um ano de transição no falecimento do coletivo infantil em relação aos períodos anteriores, uma vez que, embora as estatísticas não tenham crescido significativamente, registou uma morte mais que no ano de 2015, também 14% mais de feridos hospitalizados e 5% mais de feridos leves.

Isso pode ser devido a variáveis múltiplas, como uma distribuição diferente de viagens de carro, um maior volume de veículos em circulação ou outros eventos que são muito difíceis de levar em consideração.

Vale a pena analisar com maior profundidade os números disponíveis, que também refletem o tipo de estrada mais perigoso, o veículo e outros aspetos, como, o uso da cadeirinha infantil.

O ano passado 28 crianças (com idade entre 0 e 14 anos) morreram em estradas espanholas, enquanto 385 crianças ficaram feridas e 6.925 não chegaram a ser hospitalizadas. Em pontos percentuais em relação ao número total de óbitos, feridos hospitalizados e não hospitalizados, representam 2%, 4% e 5%, respetivamente, de todas as vítimas.

É possível calcular o índice de letalidade nesse intervalo de idade.  O índice ou taxa de letalidade representa a proporção de pessoas falecidas entre todos os afetados por um acidente viário e, no caso de crianças entre 0 e 14 anos, situa-se em 0,4. Para o resto de idades, esta taxa de letalidade aumenta para 1,3.

Por género, 54% das mortes eram meninas, enquanto que, se analisarmos os feridos hospitalizados, temos 41% de mulheres e, não hospitalizados, temos 48% de meninas. 

É na estradas interurbanas onde se regista a maioria dos acidentes graves, porque neste contexto, 21 das 28 crianças morreram, enquanto nas estradas urbanas é evidente uma maior incidência das lesões que requerem hospitalização (62% das crianças) e lesões mais leves (64% das crianças).

As crianças que viajaram como passageiras são a maioria no caso de falecimentos(20 de 28), enquanto que, se atendemos crianças hospitalizadas, 52% eram pedestres e apenas 38% passageiros de um veículo.

É muito preocupante observar que 3 das 18 crianças falecidas que viajavam em carros ou furgões não usaram nenhum sistema de retenção infantil ou cinto de segurança, e tampouco as 6 das 81 crianças hospitalizadas, ou 37 das 3.484 crianças não hospitalizadas (neste caso, falamos da faixa etária entre 0 e 12 anos).

Finalmente, destacamos o artigo ‘Segurança viária infantil: desafios e conquistas para alcançar o ‘Objetivo Zero’, onde analisamos a situação atual e o que deve ser alcançado para que nenhuma criança perca sua vida na estrada.

Objetivo Zero
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