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A amaxofobia ou medo a conduzir

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09/02/2015

Um transtorno de ansiedade que provoca um medo irracional de dirigir um veículo e que, conforme o II Relatório sobre Amaxofobia realizado pelo Área de Prevenção e Segurança viária da FUNDACIÓN MAPFRE impede pegar o volante quase 1,5 milhões de pessoas com carteira de habilitação só na Espanha, perto de 6% do total de motoristas. Em um grau mais leve, aproximadamente 33% dos motoristas reconhece ter medo de dirigir com determinados fatores, por exemplo, mau tempo, trânsito intenso, à noite ou por caminhos desconhecidos, entre outros.

O termo amaxofobia é do grego amaxos (carruagem) e fobos (temor), e não deve ser confundido com o temor característico dos novos motoristas que desaparece com o tempo e a experiência. A amaxofobia pode aparecer em qualquer momento com sintomas que vão de ansiedade, agitação ou suor ao pensar em dirigir um veículo a verdadeiros ataques de pânico que bloqueiam totalmente o motorista.

Quem sofre de amaxofobia não é um caso isolado, há bastantes casos em nossa sociedade e pode ser por diferentes fatores: ter sofrido um acidente em primeira pessoa, um ataque de ansiedade ou um forte stress ao volante, que seus seres queridos tenham sofrido algum tipo de acidente na estrada ou qualquer tipo de lembrança dolorosa relacionado com a condução, etc. Estes fatores implicam que a pessoa que sofre de amaxofobia tenha um cúmulo de sensações negativas e dirija nervosa e com diversos graus de medo. Assim, podemos encontrar de pessoas que mesmo com a carteira não dirigem por um temor paralizante ou o que se conhece como amaxofobia incapacitante, a outras que, em determinadas circunstâncias como condições climatológicas, trânsito intenso, tipo de via, etc., sofrem angústia, suor, sensação de vertigem nas curvas ou nervosismo permanente. O medo também pode estar causado pela própria responsabilidade sobre os demais ocupantes, especialmente quando com menores. O temor a que aconteça algo pode acrescentar a sensação de vulnerabilidade e os nervos.

A amaxofobia é um fator de risco na condução, já que a ansiedade que produz é negativa ao tomar decisões e pode chegar a dificultar a capacidade de reação em uma situação de risco. A boa notícia é que pode ser tratada e, na maioria dos casos, é superada completamente. O medo é uma emoção natural ; sem ele apareceria a temeridade, e não podemos esquecer que é uma fobia vinculada a um fato real, na medida em que circular implica um grau de risco. Por isso, a terapia mais eficaz é a exposição. Voltar a dirigir com um especialista, enfrentar o medo com segurança para, muito pouco a pouco, modificar as ideias sobre a ameaça no trânsito, mudar a autoperceção da própria capacidade e aptidão ao volante e conseguir, finalmente, suprimir e evitar a resposta de fuga  ao dirigir.

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