Skip to Content

Os acidentes de trânsito, primeira causa externa de morte infantil em 2014, em Espanha

Os acidentes de trânsito, primeira causa externa de morte infantil em 2014, em Espanha

12/04/2016

Os acidentes rodoviários foram a primeira causa externa de morte infantil no ano 2014, tal como refere o relatório "Panorama da Segurança Infantil no Automóvel (anos 1990-2014)", realizado pela Área de Prevenção e Segurança Rodoviária da Fundação MAPFRE. De facto, representaram 23% de todas as mortes de crianças entre os 0 e os 14 anos. Seguem-se os afogamentos, submersões e sufocamentos acidentais.

Embora se trate da menor percentagem nos últimos 25 anos, os acidentes de trânsito continuam a ser a principal causa de morte infantil por causas externas. Em segundo lugar encontramos os afogamentos, submersões e sufocamentos acidentais que, pela primeira e única vez nos últimos 25 anos, em 2014 diminuíram até 20%.

O estudo mencionado aborda o panorama da segurança rodoviária infantil em Espanha, desde 1990 até 2014, último ano com dados fechados. De igual modo, relata em pormenor a evolução da segurança das crianças passageiras de automóveis e carrinhas.

No que diz respeito às quedas, em 2014 aumentou a sua presença como causa externa de morte nas crianças, sendo a terceira causa e representando 13% dos falecimentos infantis. Do mesmo modo, é preciso assinalar que a causa de morte externa em crianças entre os 0 e os 14 anos que mais aumentou esse ano foram os incêndios, acidentes por fogo, fumo e substâncias quentes. De facto, 14 crianças faleceram em Espanha por esta causa. É 9% do total e a quarta causa de falecimento infantil. Também é preciso indicar que 7% das crianças falecidas em 2014 foram vítimas de homicídio (11 menores).

VÍTIMAS MORTAIS NA ESTRADA

Em 2014, um total de 37 crianças entre os 0 e os 14 anos morreram em Espanha como consequência de acidentes de trânsito, 20% menos do que no ano 2013, quando o número de crianças falecidas foi de 46.

Se somarmos os feridos, o relatório indica que 388 crianças foram feridas graves ou perderam a vida num acidente de trânsito em 2014, 15% menos do que 2013 (456 vítimas).

É preciso assinalar que 25 crianças faleceram em estradas interurbanas (67%), enquanto 12 crianças morreram em cidades (33%). Pelo contrário, em 2014 66% dos feridos graves e 63% dos feridos leves ocorreram em Espanha em vias urbanas.

O referido relatório também destaca que a maioria das crianças menores de 15 anos falecidas em acidentes de trânsito nesse ano eram ocupantes de ligeiros ou carrinhas (20 vítimas mortais).

Também tem grande relevância o número de crianças peões falecidos (13 vítimas mortais), isto é, pouco mais de um terço de todas as crianças falecidas em Espanha em acidentes de circulação, no ano 2014, com idades compreendidas entre os 0 e os 14 anos eram peões (exatamente, 35% das crianças falecidas).

RUMO AO "OBJETIVO ZERO"

Nas duas últimas décadas, entre os anos 1990 e 2014, o número de crianças entre os 0 e os 14 anos falecidas anualmente como consequência de acidentes de tráfico reduziu de 307 para 37. Trata-se de uma diminuição de 88%, isto é, por cada 8 crianças que perdiam a vida em acidentes de trânsito em Espanha em 1990, hoje apenas uma perde a vida

No caso da soma de falecidos e feridos graves, enquanto no princípio da década dos anos noventa faleciam ou ficavam gravemente feridas em Espanha aproximadamente 2.200 crianças, no ano 2014 esse valor reduziu até 351 (uma diminuição de 81%).

É igualmente de referir que, enquanto o número de crianças gravemente feridas no ano 2014 constitui o menor valor dos últimos 22 anos (o segundo valor mínimo foi alcançado em 2012 com 373 feridos graves), o número de crianças levemente feridas está a aumentar nos últimos anos e, em 2014, foi o maior dos últimos onze anos.

COM OU SEM CADEIRA INFANTIL?

A percentagem de crianças falecidas que fazia uso de sistemas de retenção infantil variou, aumentando entre os anos 2012 e 2014. Assim, os últimos dados disponíveis e pertencentes ao ano de 2015 indicam que 30% das crianças falecidas entre os 0 e os 12 anos ocupantes de camionetas ou carrinhas não tinham colocado nenhum tipo de acessório de segurança (dados para 24 horas e em vias interurbanas).

Em comparação com o ano anterior 2014, a percentagem de crianças falecidas que utilizava acessórios de segurança no ano 2015 experimentou uma significativa descida: no ano 2014, a percentagem de uso de sistemas de retenção no caso de crianças falecidas em 2014 foi de 86%.




727x103-boton-ayudanosaconseguirlo.png

Back to top