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A velocidade através da visão de uma criança. Você nunca a imaginaria assim

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04/05/2015

No entanto, hoje não vamos tratar o tema desde o ponto de vista do regulamento nem da segurança. Porém, do que pensa alguém que está sentado no banco de trás e para quem somos um verdadeiro exemplo a seguir, para bem ou para mal. Falamos de nosso filho que, ali sentado e em silêncio, deixa a vida em mãos de quem o viu nascer.

Assim é como nós, as crianças, vemos a velocidade

Olá a todos. Meu nome é Oliver e sou um menino de quatro anos que mora no norte da Espanha. Adoro viajar de carro com meus pais e por diversos motivos, quase todos os dias percorro alguns quilômetros sentado no banco de trás em uma cadeirinha muito bonita que meus pais compraram quando eu ainda não tinha nem um ano.

Tenho de reconhecer que para meu, o carro me faz lembrar quando há alguns anos, eles balançavam o berço. Quase todos os dias eu dou uma cochiladinha atrás, depois do almoço ou do lanche, depende do que tenha brincado no parque ou o que me tenha cansado na escola.

Porém, não posso dormir todas as vezes que quero, pois meu pai gosta de pôr o pé na tábua. E sim, às vezes, é divertido. Mas, na maioria das vezes é muito incômodo, quase como uma tortura e ainda não sei o que é isso.

Ainda sou pequeno e meu pescoço, às vezes, não é capaz de suportar corretamente a cabeça. Principalmente, nas curvas quando parece que vai cair para um lado ou para outro. Por sorte, posso apoiar a cabeça na parte superior da cadeirinha. Mas, muitas vezes vejo como minhas orelhas vão de um lado a outro, sem que eu possa fazer nada.

O mesmo acontece nas freadas muito bruscas nas que, irremediavelmente, a cabeça vai para frente. Talvez se eu fosse maior e pudesse ver alguma coisa em frente (o banco é muito baixo e impede), poderia saber o que vamos encontrar na estrada mais adiante. Uma curva à direita ou à esquerda e assim preparar meu copro, na medida de minhas possibilidades. Mas não, não posso ver quase nada e tudo é uma surpresa.

Não acontece sempre, pois quando vamos mais devagar, viajar é todo um prazer e adoro olhar pela janela, ver os animais, casas ou o mar... E é que como viajo na parte traseira direita, não posso ver muita coisa quando a velocidade é muito alta. Os objetos passam a ser manchas com cores e é difícil reconhecer o que vejo.

Além disso, nesses momentos não é que meu pai preste muita atenção em mim. Diz que está concentrado, dirigindo. E mesmo que lhe pergunte algumas coisas, no fim acabo ficando quieto já que o que vi ficou para trás e ele não vai poder explicar.

Não sei se alguma vez ele parou para pensar o que significa para mim que ele acha divertido dirigir. Em minha opinião não é divertido, nem muito menos. Eu prefiro quando vamos bem mais tranquilos, sem pressa. Ele diz que corre porque estamos atrasados por minha culpa, mas também tem que entender que eu ainda sou pequeno e tenho muito que aprender para ser como ele. Se fizéssemos as coisas cinco minutos antes não precisaria ir mais rápido.

Onde tenho mais medo é na cidade. Quando estou andando na calçada, às vezes, meu pai diz ao passar algum carro muito rápido que assim não deveria ir esse senhor, porque se ele tem qualquer problema, possivelmente vai machucar muita gente que, como eu, estamos dando um passeio. Somos muito frágeis, não vamos dentro de uma caixa de metal e ainda que vamos, também não estamos seguros.

Não posso dormir, não vou cômodo, me machuco, não posso observar as coisas no caminho… Por isso peço papai, por favor, não corre mais.

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