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Estatísticas em Portugal

Os acidentes rodoviários são a maior causa de morte na infância e adolescência em Portugal, apesar de, nos últimos 20 anos, o país ter conseguido reduzir de forma significativa o número de crianças e jovens que morreram na sequência de um acidente rodoviário (enquanto passageiros de um automóvel, peões ou mesmo condutores de bicicletas e motas).

Para além dos que morrem, muitos outros sofrem ferimentos, que, não raras vezes, acabam por deixar incapacidades permanentes que comprometem o crescimento harmonioso e saudável da criança ou jovem. É por esta razão que os acidentes são considerados um grave problema de saúde pública nestas faixas etárias.

892-grafico-pt.jpg Fonte: Taxa de mortalidade bruta 1994-2010, média anual 3 anos, EUROSTAT 1994-2010

892-grafico-pt-2.jpg Fonte: Taxa de mortalidade bruta 1994-2010, média anual 3 anos, EUROSTAT 1994-2010


Em números absolutos, e considerando o período entre 1998 e 2012, morreram 420 crianças e jovens até aos 17 anos no triénio 1998-2000, número que desceu para 57 no triénio 2010-2012. Esta tendência de descida manteve-se no ano de 2013 que apenas registou 13 mortes. 

De igual modo, e embora com uma redução mais modesta, o número de crianças e jovens até aos 17 anos, feridas num acidente rodoviário também diminuiu: no triénio 1998-2000, 26.325 feridos (média anual 8.775) contra 12.708  feridos (média anual 4.236) no triénio 2010-2012. A redução do número de feridos continuou a verificar-se no ano de 2013 que registou 3799.

Entre 2010 e 2012 o maior número de mortes verificou-se entre os 15 e os 17 anos e nas crianças passageiro (quando se considera o grupo de utilizadores). 

A redução das mortes e feridos nas crianças e jovens enquanto passageiros de um automóvel está relacionada, em grande parte, com a introdução na legislação da obrigatoriedade da utilização de sistemas de retenção (cadeiras e bancos elevatórios), que provocou o consequente aumento da sua utilização pelas famílias.

De facto, e acordo com os estudos de observação da APSI, a taxa de utilização de sistemas de retenção para crianças até aos 12 anos, tem aumentado significativamente e de forma consistente desde 1996. Em 1996, menos de 20% das famílias portuguesas utilizava sistemas de retenção para crianças, enquanto que em 2016, 90% já utiliza. Esta taxa de utilização é maior nas crianças até aos 3 anos (94,1% contra 89,29% nas crianças entre os 4 e os 12 anos). É no entanto preocupante que ainda 10% das famílias transportem as suas crianças sem qualquer sistema de retenção ou ao colo, sobretudo se considerarmos que estes estudos se realizam em ambiente de autoestrada (um ambiente, em princípio, percecionado como sendo de risco mais elevado).

Acrescentar no final: Texto da autoria da APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil. Análise elaborada a partir de dados cedidos pela Direção Geral (até 2006) e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (2007-2011).

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Fonte: APSI, Associação para a Promoção da Segurança Infantil. Análise elaborada a partir de dados cedidos pela Direção Geral (até 2006) e Autoridade Nacional de Segurança Rodoviária (2007-2013).

Outro fator igualmente alarmante é o facto de aproximadamente metade dos sistemas de retenção utilizados apresentar erros de instalação e utilização. Isto significa que, na prática, a percentagem de crianças corretamente protegidas é inferior a 45%. 

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